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#But You Are The Only Exception... Paramore;

by - fevereiro 23, 2011

E essa é a minha resposta para a pergunta “como foi o show do Paramore?”: morri, ressuscitei, morri, quase desmaiei, pulei, berrei e acabei sem voz e quase sem conseguir me mexer *--*
Tenho que admitir que quase não dormi na véspera de dia 22. E se dormia sonhava com coisas aleatórias relacionadas ao show.
Mas assim que despertei não me sentia como se estivesse prestes a surtar. Não, nada disso. Eu estava levando o momento com muita calma, realmente. Acho que a Jana estava mais ansiosa, de fato. E não parava de ter raiva dos fãs que só conheceram a banda depois de Decode, rsrs. Mas tudo bem. Não que eu e ela sejamos mais fãs por termos conhecido-os antes de Crepúsculo. Não é assim que eu raciocino, afinal, quando fui ao show de 2008 apenas fazia dez meses que era fã de Paramore.
Meu pai e minha mãe ficaram reclamando até na hora que viram a fila gigantesca que tinha se formado na frente do Pepsi, porque eles não entendiam por que tínhamos que ficar ali desde dez da manhã. Mas como a mãe da Jana se prontificou em ficar conosco até a hora de abrir os portões, as horas não pareciam tão lentas. Eu e minha amiga podíamos ir até ao aeroporto para comer e ir ao banheiro (sorte de o Pepsi ser bem na frente do aeroporto). Muita gente na fila levou cadeira e a mãe ou o pai. Algumas estavam acampadas ali desde sexta-feira. Algumas liam, cantavam, dormiam e tocavam violão. Mas todas com uma expectativa de tirar o fôlego. Conhecemos duas irmãs que vieram da Paraíba para o show. O pessoal do Patrola apareceu quase na hora da abertura dos portões e colocou todo mundo para gritar e aparecer na TV.
Um pouco depois das seis, os portões foram abertos e todo mundo saiu correndo para a pista (como eu) para conseguir um bom lugar, mas havia muito monstro por lá que empurrava e que jogava garrafas nas cabeças dos outros. Quando pensamos que a DoYouLike? entraria, entrou o Fiuk e disse algumas palavras (que eu não ouvi, porque todo mundo se revoltou geral com ele e começou a berrar feito uns maloqueiros). E, gente, tinha um tio lá arrumando a aparelhagem que era muito parecido com o Jeremy e claro que todo mundo gritava feito um louco quando o cara aparecia. Logo em seguida a banda gaúcha se fez presente no palco, arrancando poucos berros contentes. Eu não vi muitas pessoas cantando as músicas da DoYouLike?, mas parece que eles não fizeram feio, não. E ainda acrescentaram para nós que aquele dia estava sendo um sonho para eles. O show deles durou apenas meia hora, acho que com setlist de cinco ou seis músicas. Mas isso tudo bem. Nós não esperávamos por eles.
Então, quando os meninos do Paramore apareceram, bom, eu quase fiquei surda. E ainda mais quando a Hayley chegou, porque aí todo mundo pirou mesmo. O show começou com Ignorance, que foi cantada com barulho, enquanto a Hayley ficava dançando (cara, eu ri). Logo após veio Feeling Sorry, e a galera não parava de pular, berrar e de cantar um só minuto. Eu mal ouvia a Hayley cantando, sério. Mas agora falando paralelamente: eu achei que a voz dela estava mais aguda do que eu achava que era /humm/, talvez porque sua garganta já estivesse fatigada de shows, mas sei lá. Quando chegou o momento de That’s What You Get, a música foi cantada em coro e aos pulos. Hayley, como sempre, se mexia muito lá em cima do palco. Emendando For a Pessimist, I’m Pretty Optimistic, todo mundo continuou a pular e a berrar muito. Meninas desmaiaram e tiveram de sair da pista, enquanto muitos ainda empurravam para ficar perto da grade. A próxima foi Emergency, que não reconheci no começo, mas que me fez ter uma nostalgia imensa do primeiro CD, porque essa canção foi a segunda que eu conheci deles e que me apaixonei. Playing God colocou todo mundo para berrar o refrão com a Hayley. Careful fez com que todos bradassem “more” o mais alto que podiam. Com Decode, então, foi mais fácil cantar e pular, porque a música, logicamente, percorreu o mundo com o vampiro-fadinha-brilhante. Então, Hayley foi para perto de Taylor e nos disse que eles iriam tocar uma música nova, chamada In The Mourning, e a ela se impressionou conosco, pois já sabíamos a letra da canção. Ela disse: “Como sabem a letra? É uma música nova!”. Mas nisso só fez com que tentássemos chegar mais e mais perto deles, e logo ela sentou em um baquinho (acho que era banquinho, não me lembro) e chamou os outros integrantes para perto dela para tocarem When It Rains, que foi cantada em coro. Em seguida foi a vez de Where The Lines Overlap (uma das minhas preferidas do BNE), que foi cantada com empolgação. Depois Misguided Ghosts, que veio para dar uma acalmada (leve) na euforia dos fãs. Quando as acústicas se foram, a agitação se avolumou com CrushCrushCrush, já que a Hayley disse que nós já tínhamos provado que podíamos cantar, mas que naquele momento queria também nos queria ver dançando. Quando a canção chegava ao refrão, a multidão quase morria cantando e pulando, um caos maravilhoso. A vez de Pressure foi depois, momento que serviu para a Hayley apresentar os integrantes: Taylor York (guitarrista), Jeremy Davis (baixista), Josh Freese (que ficou no lugar do Zac Farro, o ex-baterista), Justin York (irmão de Taylor e que ficou no lugar do Josh Farro, o ex-guitarrista) e Jon Howard. Quando a música saiu dos instrumentos, Taylor e Jeremy se prepararam para o salto especial deles (momento que infelizmente eu não filmei, porque estava cansada demais para esperar a Hayley parar de falar). Looking Up fez a galera continuar no ritmo. E quando chegou a hora da aguardada The Only Exception (vai ser uma pena se algum dia eles resolverem tirar essa canção do setlist, sério), celulares ficaram acesos no alto e braços se balançavam de um lado para o outro e a música foi cantada em coro e com muita sincronia (e eu mal escutava a Hayley), levando muitas meninas ao choro.  E então tinha chegado o momento do bis. Brick By Boring Brick fez todo mundo pular e berrar ensandecido, acompanhada depois de, claro, Misery Business, que fez literalmente muitos quase explodirem. A Hayley se calou e nós continuamos a berrar “I watched his wildest dreams come true/Not one of them involving you/Just watch my wildest dreams come true/Not one of them involving ...”, o que a fez dizer: “Hey, essa é a minha parte!”. Dois meninos foram convidados para um pegar o microfone e o outro a guitarra e prosseguir com a música, como Hayley sempre faz no meio dessa canção. E, mesmo que a maioria tenha gritado “My Heart”, ansiando que a banda tocasse mais essa canção, os pedidos, infelizmente, não foram atendidos, pois o Paramore se juntou no meio do palco de mãos dadas, agradeceu e deixou todos com uma sensação vazia no estômago. Afinal, era fim de show.
E eu realmente achei que fosse morrer diversas vezes lá dentro, mas lembrava-me por que estava lá e decidia que tinha que ficar viva até o final daquele dia.


Beijo beijo ;*


Nina H. 

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