Editado por Alice Gonçalves . Tecnologia do Blogger.

#De Volta à Maldição de Escritor;

by - abril 23, 2011



Caramba, eu estou irrequieta demais. Eu fico tentando encontrar maneiras para me tirar do tédio, só que parece que independentemente do quanto eu me esforce, nenhuma tentativa me anima. Fico tentando descobrir o que tenho, por que estou assim, mas sabe quando a resposta é tão grande que você tem preguiça de escrever? É, uma coisa puxa a outra, nesse momento. A minha enxaqueca me faz ficar sensivelmente irritada por si só, então junte o meu mau-humor corriqueiro à falta de inspiração para escrever, aos meus pais sempre querendo que eu saia do quarto e viva a vida ou os ajude em tarefas domésticas (mãe, eu NÃO sou uma boa empregada, sabe? Entenda, não nasci para isso) e pessoas que me deixam sem dizer nem um "tchau". 
Eu sei que sou esquisita. Sei que levo uma vida esquisita, mas sabe... eu gosto de ser esquisita. Muitas pessoas esquisitas conseguiram alcançar os seus sonhos apenas sendo esquisitas. 
E se você acha que eu deveria mudar (sei lá, sair do quarto, largando todos os mundos que construí), isso não funciona para você. Eu não consigo ser diferente. Até certo ponto eu preciso saber sua opinião, mas depois que começou a adentrar no meu limite de paciência ou no meu limite de expressão, calma aí, nego! Não preciso de ninguém que me diga o que fazer. Eu sei o que estou fazendo. Estou cuidando do meu futuro. Sei que é um futuro inócuo ou até mesmo não muito bem projetado, mas é o que eu preciso fazer para ser feliz. 
É pedir muito ter algum tipo de apoio? Meus pais parecem que não ligam para o que faço. É como se eu apenas estivesse destruindo as minhas chances. Só que são com essas chances que conquistarei o que quero. 
Sim, estou muito mal-humorada. O que posso fazer? Todo mundo que deveria estar me dizendo palavras de coragem estão quase tentando me fazer desistir!
Tudo bem, tudo bem, talvez isso esteja sendo um pouquinho categórico demais.
Por exemplo: a minha avó materna. Ela foi a primeira a ver o meu (segundo ela mesma) "dom". O da escrita, sabe. Foi ela quem alertou os meus pais que talvez, só talvez, eu não quisesse cuidar de cachorrinhos no futuro. Poderia cuidar, por assim dizer, de palavras. E até mesmo acho que ser escritor é muito mais do que apenas juntas palavras, ou parágrafos. Escritor é meio que um psicólogo, sabe? Pelo menos, sempre que eu leio um livro, eu me sinto assim... como se o livro tivesse sido escrito para mim e que dele posso tirar muitas lições de moral. 
E é isso que eu quero ser. Posso não salvar vidas, mas posso salvar mentes em colapso. É isso que quero. Talvez meu trabalho não ajude as pessoas como um todo, mas sempre existem as partes, não? 
Só queria, sei lá, ser um pouco mais compreendida. Mas quem, nesse mundo, é?

Beijo beijo ;*

Nina H. 

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1 comentários

  1. seus textos sempre lindos *-* Total verdade que escrever é um psicólogo, entendo totalmente isso xD é tipo um escape e refúgio, né? Lindo texto, amiga e continue assim, você vai longe :DD
    te amo *-*

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