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#Trecho de ICBYH;

by - abril 07, 2011

"Tudo bem, eu deveria ter dito que deveríamos ir para a aula, já que ainda estamos em aula a esse horário, mas quem se importa? Eu? Eu definitivamente não me importo. Por que deveria? Eu sou a menina mais sortuda de Bedford, ok? O meu melhor amigo, que eu pensava que só fosse meu amigo de verdade, assumiu a menos de cinco minutos que me ama. E, por sorte do destino ou das estrelas cadentes divinas e brilhantes, eu também o amo, exatamente da mesma forma. O que mais posso querer? Voltar a ser amiga da Taylor? Não, desculpe, mas eu não quero. E isso não tem a ver com orgulho ou mágoa. Não, não mesmo. Tem a ver com o que sou agora. Tem a ver com o que me interessa agora. Pode parecer insano – e talvez deva ser mesmo difícil de entender ou aceitar -, mas um mês causa muitas mudanças nas pessoas. Aprendi que sempre iremos perder algo, qualquer coisa, seja ela valiosa ou não para nossa vida e formação de caráter. Pode ser a nossa mãe, ou o nosso melhor amigo peludinho e babento, ou a nossa melhor amiga, ou a nossa calça preferida, ou aquele ídolo que colocávamos em um pedestal e que depois de um ano ficou chatinho.


Mas perder essa coisa ou pessoa não quer dizer que nada será ensinado a nós sobre o que acontece ao nosso redor ou sobre o que acontece dentro da nossa própria vida. Eu perdi a Taylor. Certo, perdi-a, e daí? Alguém aí acha que estou sentindo falta dela? Não. Bem, claro que os nossos momentos de risadas ou de amor intenso ficarão em minha mente, afinal, todos nós temos lembranças das mais variadas situações por que passamos. E, sabe, não sentir falta dela não significa que nunca a amei ou que ela não fez diferença na minha vida, porque as pessoas – até mesmo aquela pessoa mais ignorada por você e que você nunca vai saber o nome – entram e saem da nossa vida por muitos motivos. Pode ser para nos confortar. Pode ser para nos fazer sorrir. Pode ser para nos fazer cair do morro mais alto para aprendermos a nos reerguer com a melhor cara possível. Pode ser para nos fazer se redimir. Pode ser para darmos carinho às outras pessoas. Pode ser para nos ajudar no trabalho de biologia. Pode ser para nos acompanhar ao show da nossa banda favorita. E pode ser para trazer paz e amor a nossa vida, depois de um período turbulento. A Taylor não somente me ensinou a amar praticamente incondicionalmente uma imagem errada de alguém (dela própria) como também me proporcionou as conseqüências desse meu amor. E sabe de uma coisa? Eu posso ter sofrido com essa nossa separação e com todas as conseqüências, mas ainda assim, foi a melhor parte de toda essa nossa amizade. Porque confio cegamente no fato de que as crises de relacionamento – qualquer tipo de relacionamento – somente existem por que têm condições de acrescentar algo a nós. Pode ser que depois de muito lutarmos acabemos cedendo e voltando ao estágio inicial, anulando e perdoando todos os atos que nos foram proporcionados, entretanto, pode ser que não queiramos fingir que tudo está bem, porque sabemos que no fundo nada está bem e que de nada vale continuar a mentir somente por acomodação. E, no final, estufamos o peito e, sozinhas, vamos à procura de um novo caminho. Esse novo caminho pode ser a descoberta da felicidade ou mais um buraco no qual você vai se enfiar. Porém, independentemente do que esse novo caminho vá lhe oferecer, ele sempre, em qualquer e todas as circunstâncias, vai lhe devolver algo. No começo você pode achar que o que está recebendo é ruim, muito ruim, e que preferiria continuar a fingir uma vida de conto de fadas que nunca existiu, mas depois de um tempo você vai entender e enxergar a nova lição. Porque de nada adianta nascer e morrer sem fazer algo por alguém ou aprender lições".

ps: eu me inspirei muito ao escrever tudo isso, não? Faz tempo, mas sempre que posso releio esse trecho... 

Beijo beijo ;*

Nina H. 

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