Editado por Alice Gonçalves . Tecnologia do Blogger.

#Trecho do Livro "Sweet Perfection";

by - agosto 29, 2011


Retirado do diário - quase - secreto de Mana Baldin: 

Sei que existem muitos diários por aí. O diário da Mia Thermopolis. O diário da Anne Frank. E também... bem, tudo bem. São só esses que eu conheço mesmo.
Mas, com certeza, nenhum deles foi escrito por alguém tão dramático quanto eu. Ou por alguém tão azarado quanto eu.
Quer dizer, SERÁ que meu pai PENSOU DIREITO quando resolveu aceitar a minha prima PERFEITA, COM NAMORADO E QUE ESTÁ NA FACULDADE, em casa? É, ele não pensou. Tenho certeza de que não pensou. Ou melhor, acho que meu pai nem pensa direito na MAIORIA do tempo.
Como se já não bastasse ele ficar me comparando com a Brenda à distância. Agora ele pode me comparar com ela cara a cara. Beleza, pai.
Tá, TUDO BEM, pode ser que a Brenda não seja tão má assim. Ela sabe lidar com relacionamentos, porque tem um. E isso pode ser de uma grande ajuda. Ela sabe se vestir na moda, porque está cursando moda na faculdade. E isso também pode ser uma grande ajuda. Bem, PODERIA ser uma grande ajuda se eu LIGASSE para o que estou de fato vestindo. Porque a maior parte do tempo estou de tênis ou com meus coturnos pretos. Brenda alega que meninas de dezesseis anos não usam coturnos militares em lugar algum. Nem mesmo para ir à escola. Mas, bem, quem se importa com o que Brenda diz?
Ela pode ser boa em relacionamentos e saber diferenciar cetim de seda, mas com certeza – COM CERTEZA ABSOLUTA – continua sendo um porre.
Como se já não bastasse ela dormir NO MEU QUARTO, eu tenho que acordar às 06:30h da manhã sem fazer nenhum barulho para que não acorde a Senhorita Perfeição. Ela diz que uma noite de sono pode fazer milagres com os poros. Eu nem sei o que são poros. E meus pais concordam com ela – não sobre a parte de que uma noite boa de sono pode fazer milagres com os poros, porque meus pais, tal como eu, não sabem o que são poros, mas sobre a parte de ela ter o direito de ter uma boa noite de sono.
Então, essa manhã eu acordei tomando muito cuidado para não deixar cair meu celular ou chutar a Dorinha, minha cadela Golden Retriever, porque senão eu poderia me desequilibrar e cair bem em cima de Brenda.
Fui pé ante pé até o banheiro do corredor e lavei o rosto.
A essa altura, só minha mãe estava acordada, porque ela é professora de matemática e tem que chegar cedo à escola em que trabalha.
Voltei ao quarto e me vesti enquanto Dora e Brenda ainda dormiam. Dora, por sinal, estava roncando.
Como terei prova de Geografia logo no primeiro período, decidi não me atrasar, ainda que exista o segundo sinal, o que bate quinze minutos depois o primeiro.
O meu único plano para o dia é ir bem na prova de Geografia. E talvez, no final da tarde, dar uma porrada na Brenda.
O bom de mamãe ter de acordar cedo para dar aulas de matemática, é que eu posso pegar carona com ela. Geralmente eu chego bem cedo, até mesmo antes da maioria dos alunos. E isso me dá tempo de escrever aqui, o que é uma coisa totalmente terapêutica.
Parece besteira, mas ter um diário ajuda muito o meu lado psicológico. Por exemplo, eu posso reclamar da Brenda aqui a hora e quantas vezes eu quiser, e isso evita muitas brigas com meus pais. Eu posso ficar descrevendo o cabelo do Beto Jr. sem ninguém saber e assim, sem denunciar o fato de que estou apaixonada por ele. Bem, tudo bem. Talvez eu não esteja TOTALMENTE apaixonada por ele. Mas como posso explicar minhas mãos frias sempre que estou com ele?
Posso também ficar descrevendo os beijos do Fred, e ele não pode saber se beija bem ou mal.
Um diário é muito bom, nesse aspecto.
Sem contar que, depois de um tempo, o seu diário meio que se torna um amigo.
Oh, o Fred chegou.
Ele disse:
- Por que você não pode começar o seu dia de outra maneira? Tipo, tomando uma Coca-cola ou estudando para a prova?
Ao que eu respondi:
- Cala a boca.

n/n (Nota da Nina): então, eu comecei esse novo livro, do nada, semana passada. Ele narra a história de Mana (Amanda) que acha que sua vida é muito boa, até que muitos acontecimentos (como o aparecimento de seu avô e a morte de seu melhor amigo) lhe provam o contrário. Mas ela descobre que, no meio de tanta coisa ruim, o amor e a solidariedade movem o mundo. A história é meio boba, mas eu fiquei tão animada com ela *-* De vez em quando eu vou tentar postar uns trechos ;)

Nina

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