Editado por Alice Gonçalves . Tecnologia do Blogger.

#Meg Cabot e Seus Livros;

by - novembro 23, 2011

Então, eu sumi por uns dias, né? Não fui por querer, juro. Tive uns problemas de saúde e não pude postar! Mas aqui estou eu ;) 

E, sim, esse post vai ser sobre a Meg. Não me importo se isso soa babaca.

"As mulheres fazem coisas diferentes quando estão deprimidas. Algumas fumam, outras bebem, outras ligam para o terapeuta, algumas comem. E o que eu faço - o que sempre fiz - é sumir de tudo e de todos, mergulhando em um porre literário que pode durar vários dias."  - pág. 15

"Eu coleciono livros da mesma forma que minhas amigas compram bolsas de grife. Às vezes, só gosto de saber que os tenho e lê-los de fato não vem ao caso. Não que eu não termine lendo-os todos, um por um. Eu os leio. Mas o mero ato de comprá-los me deixa alegre - o mundo é mais promissor, mais satisfatório." - pág. 22

- Trechos do livro "Ler, Viver e Amar em Los Angeles". 

Eu estava escrevendo no meu diário (sim, eu tenho um diário, falou?) que acabei de ler A Garota Americana, livro que já devo ter relido uns três vezes neste ano. Mas é sempre assim, eu sempre acabo relendo todos os livros da Meg Cabot pelo menos uma vez por ano. 
E daí que comecei a perceber que estava passando mal da alma (não brinco). Eu estava com uma dor enorme no coração, sério mesmo. Isso sempre acontece quando termino de ler meus livros preferidos (qualquer um de O Diário da Princesa, porque a Mia é a minha personagem favorita de todas, no mundo inteiro, ou os livros de A Mediadora, apesar de a Suze não estar, assim, em nenhuma lista de Minhas-Personagens-Preferidas-da-Meg-Cabot). Mas, bom, talvez o fato de eu estar ouvindo Liar Liar, do NSN, estivesse surtindo aquele afeito horroroso de sempre. Mas, bom. 
O negócio é que esses livros da Meg significam para mim bem mais do que qualquer um da Clarisse Lispector ou do Jorge Amado (apesar de Capitães de Areia ser bem bom). Eu não sou do tipo Cult, ou sei lá como se chamam isso... eu amo ler, mas leio livros que sei que vão mudar minha vida, que vão significar algo para mim. Minha promessa para o próximo ano é ler Tati Bernardi, só para ver se ela é tão legal quanto todo mundo diz. 
Ano passado li uma pesquisa numa revista que dizia que os jovens brasileiros estão desmotivados a ler, porque os livros que os vestibulares apresentam em suas listas simplesmente não despertam o interesse. E sabe de uma coisa? É verdade. Vejo isso por mim. Eu mesma não cheguei a ler todos os livros da minha lista de vestibular. Ela simplesmente é desencorajante. Tipo Camões. Tudo bem, confesso que Camões é importante para a literatura, mas será mesmo que é empolgante ler um livro que fala sobre Portugal, quando, na verdade, você nunca nem esteve em Portugal? Esses livros que nos mandam ler... simplesmente não tem a ver conosco. Eles não falam de nós, não nos inspiram. Entretanto, ainda assim, os jovens leem, de maneira geral. Não porque amam os escritores barrocos, ou qualquer coisa do tipo. Mas porque a literatura de hoje é muito diversificada. Por que será que Harry Potter está entre os livros mais lidos no mundo e não Paulo Coelho? As pessoas só querem se identificar com o que leem. 
Comigo é assim. Um bom livro muda a sua vida. Ele não apenas lhe inspira, mas lhe ensina a viver. 
E os livros da Meg têm tudo isso de sobra. Seus livros são como pequenas pessoinhas que estimo. Como se seus personagens fossem reais e fossem meus melhores amigos. É uma coisa inexplicável. Os personagens simplesmente não estão lá para passar por uma situação inócua, estão lá para lhe ensinar algo. E é isso que mais gosto na Meg. Ela sempre faz suas personagens me ensinarem algo. Seja sobre o amor, ou sobre como a gente só enxerga as coisas que conhecemos, não que vemos... ou sobre como é importante ser você mesma, mesmo que você seja uma princesa. 
Muitas pessoas dizem que seus livros são de meninas. Mas não acho que esse seja o caso. Ela apenas está escrevendo de acordo com um prisma... embasada em algo que ela conhece. O mundo feminino. Mas, ei, Clarisse e Cecília Meirelles também escreviam sobre o mundo feminino e não é por isso que os caras deixam de lê-las, certo? 
Fico pensando: e quando algum dia acontecer algo com a Meg, como vou sobreviver nesse mundo feito de aparências e de futilidade? 
Porque suas personagens são diferenciadas. Elas não gostam de popularidade, elas são elas mesmas. Não se vestem de acordo com o manequim das passarelas, nem se rebaixam a algo que não são, apenas para estar de acordo com a sociedade. E é por isso que amo as meninas da Meg. Elas são personagens reais, tão reais que você se sente amiga delas. 
Às vezes, quando coloco "Por que ler?" nos finais de resenhas dos livros da Meg, simplesmente não sei o que escrever. Minha vontade de escrever é: Porque é Meg Cabot e ponto final. Sabe? 
Eu já li muitos livros que não são da Meg, e não tenho certeza se alguém chega aos pés dela. Talvez a Ally Carter se aproxime dela nos livros Escola Para Espiãs, mas ainda assim, eu sou mil vezes Meg. 
Acho que eu tinha uns treze anos quando minha mãe me deu o quinto volume do O Diário da Princesa. E ele é rosa (ao menos das capas antigas). E na época eu tinha um pouco de preconceito com cor de rosa. Fiquei tipo: De jeito nenhum que vou ler este livro. Ele é rosa! Deve ser só fru-frus! Larguei-o por um ou dois anos no meu armário, completamente esquecido. Então, um belo dia (acho que foi uma tarde), surpreendentemente, meu pai chegou para mim com A Garota Americana. Eu amei a capa (é ainda a capa antiga, com lápis e coisas de desenho *-*) e o li. Na hora nem me liguei que era da mesma autora do livro cor de rosa. Aí eu fui pesquisar quem era Meg Cabot. E acabei descobrindo que - aimeuDeus - ela era autora do livro rosa. E foi assim que o li, depois de, tipo, dois anos. Então, comecei a ficar lunática atrás dos livros de O Diário da Princesa. Lembro de uma Feira do Livro, acho que em 2008, que saí carregando uns quatro livros dela. Meus pais, claro, não estavam entendendo nada. 
E é isso aí. Hoje eu tenho mais de vinte livros dela e é a única coleção que eu tenho um sentimento de ciúme e de posse tremendos. Emprestei Como Ser Popular para a Daiane (e você pode ficar com ele até conseguir lê-lo, sério mesmo, não estou dizendo que o quero de volta, porque tenho um exemplar baixado da internet no meu pc), mas dá uma dor no coração... Eu empresto cds, dvds, roupas... mas livros é sempre um sacrifício. 
Tenho certeza de que a Meg será, para sempre, a minha autora predileta. É como eu ouvi ontem na tv: Você pode estar na presença de 100 pessoas e se sentir sozinha, mas também pode estar na presença de uma só para saber que seu mundo está completo. É justamente isso que sinto com ela. A Meg é única. É a minha grande parte de inspiração. Porque, sinceramente, grande parte do que sou hoje foi trabalho dos livros dessa escritora. É como se ela fosse uma parte inerente de mim. 

Bem, e essa é a minha história com uma das melhores escritora da nossa geração. Espero que tenham gostado (eu sei que escrevi muito, mas, hm, eu sempre escrevo muito).

Beijos e boa tarde a todos! 
xoxo

Nina

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3 comentários

  1. AMei o post..
    vou indicar no blog!!

    Sinto as mesmas coisas com a Meg,, e suas personas tão perfeitas em não serem perfeitas!!

    Muito bom mesmo o post.
    A-D-O-R-E-I.

    bJUU

    tE falar uma coisa?? Aonde vc mora?? Pq tipo.. se vc jurar que me devolve, e que é mega cuidadosa posso te emprestar o Ladrões de Elite..
    Mas já tem umas 3 pessoas que vão ler antes.. então se não importar,..me avisa!

    Bjo

    http://sonhosaventuras.blogspot.com/

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  2. ok, lendo esse post já tô indo correr pra ler A Mediadora kk e a Suze é a personagem mais linda da Meg, pra mim *-* KKK claro, a Meg faz ou fez parte de quase todas as adolescentes como eu e você, apaixonadas por livros. Amei o post. Beijo, Nina.

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  3. É o que eu digo, eu amo Harry Potter, tipo eu amo Harry Potter. Não tenho certeza se essas palavras foram suficientes pra fazer você me entender, mas, o que eu quis dizer, verdadeiramente foi: Eu.Amo.Harry.Potter.
    Mas Harry Potter peca em romance. Na verdade, acho que esse "erro" de Harry Potter, foi o que fez Crepúsculo ficar tão famoso. Por que, as pessoas precisam de romance.
    Que seja de um ruivo palerma, com uma nerd.
    Que seja da porcaria de um vampiro com uma pobre coitada sofredora.
    Mas se for de uma pseudo-bruxa-unica-herdeira-dos-cabelos-ruivos-de-máximo-poder-da-avó, com o seu vizinho que gosta de golfinhos.
    Mas se for de uma ninguém que vai salvar o mundo, mas que por acidente acaba salvando o presidente, com o filho do presidente.
    Mas se for de uma garota estranha, que não quer ser princesa mas morar em um sótão, com uma mãe louca que pinta coisas estranhas, com um cara fofo e inteligente que poderia ganhar riiiiios de dinheiro com qualquer coisa que fizesse.
    E se for de uma jornalista com o amigo de um cara que quase matou a tia avó.
    E se... E se fosse conosco?
    Qualquer uma dessas personagens poderia ser a gente.
    E somos, um pouco de cada uma.

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