16 de dezembro de 2012

#A Carta

Carta escrita por mim para você - porque, em dia de anos, eu tenho o direito de escrever uma carta para quem eu quiser. 

Ei, você aí. É, você. O que fez hoje? Ficou na frente da TV mais uma vez, vendo as notícias trágicas e pensando "Esse mundo está louco"? Mas é o mundo que está louco, ou apenas você e seus bilhões de vizinhos? Louco é você pensar que quem está se acabando é o mundo. O mundo não é mais mundo por causa de você e de seus bilhões de vizinhos. Acha que não?

Então, me diga. O que fez hoje além de fazer nada? Leu algo que ficou piscando em sua cabeça? Viu algo que te fez ficar desorientado e pensar "É isso"? Conheceu uma criança que precisa de você? 

Passos de passarinho.

É isso que penso quando vejo alguém à minha volta. 

Ela está indo para algum lugar, fazer algo para obter alguma coisa. Felicidade. Uma pele melhor. Uma sandália nova. Ela retorna para casa, para a família - ou até mesmo para si própria. Mas de que adiantou, se a única que obteve sucesso foi ela mesma? E os cachorrinhos de outro lado da rua? E o cara que passou pedindo uma caixa de fósforo? E os idosos que ficaram esperando os filhos aparecerem?

Eles não valem a pena? Não merecem nem mesmo um "Vai ficar tudo bem"?

Os passos de passarinhos apareceram de novo. É assim que se começa. Você acorda, agrada seu gato e, de repente, cinco horas depois, descobre que, puxa, você não é comum. E que você tem o direito e o dever de mudar as coisas à sua volta. 

Você pode pensar que está aqui para rezar, para frequentar igrejas, para entoar canções no coral. Mas não. Não creio que Deus seja tão egoísta assim. Aliás, ele não é. E, pensando em você, que ele te colocou aqui. Porque ele quer que você faça mais do que apenas adorá-lo. Ele quer - ele precisa - que você cuide dos seus bilhões de vizinhos também. Porque ele não consegue cuidar de todo mundo - você tem que fazer uma parte do trabalho dele. 

E cuidar não vai arrancar pedaço. Na verdade, você vai ficar quase tão feliz quanto os seus ajudados. 

E você não precisa tentar cuidar da paz no mundo. Faça por partes. Tente mediar entre o "pouco" e o "tudo". Doe-se um pouco. Comece com passos de passarinhos. Aprenda com os animais. Eles fazem você ser uma ameba. Animais não carregam armas, não têm religião, não pensam em vingança (o filme da Baleia Assassina é completamente irreal). 

Você não precisa se mudar para o fim do mundo para aprender a se humanizar. Você só precisa ser Humano. E, tendo isso em vista, não aja como Humano apenas no Natal - só porque o ano está acabando não quer dizer que as pessoas não vão precisar de mais humanidade no ano que vem. E, sim, as pessoas esperam humanidade. Porque é isso que faz de você - um bicho que aprendeu a manusear o fogo e a aniquilar inimigos em questão de segundos - um Inteligente. E a Inteligência não é sinônimo de dinheiro, ou de status. A Inteligência nasce em lamaçais, em locais que você tem certeza de que não é habitável. Você pode ser um leigo completo, mas se você é Inteligente, você ganhou o mundo. Você se tornou o passarinho batendo as asas. 

Ser Inteligente, na verdade, é sinônimo a "Ter Uma Alma". Não à Alma com a qual está acostumado. Não o tipo de Alma que vai para perto de Deus. A Alma do Inteligente nunca se desprende. Ela continua ali, quietinha, disseminando a Inteligência. 

Se você tem uma Alma, você é capaz de aferir o que deve fazer e o que é um completo absurdo. Você tem o direito de escolher. E se você está com as asas abertas, sobrevoando as amebas, você conseguiu conquistar o mundo. E conquistar o mundo não é o que está pensando. Não é ser o presidente dos Estados Unidos. Tal feito é deixar a sua marca. E você não precisa usar a roupa mais esquisita do mundo, ou distribuir medalhas, ou raspar o cabelo. Você apenas precisa inspirar alguém. Pode ser um alguém. Se você inspirou esse um alguém, você está deixando a sua marca. Porque, mesmo que você não acredite, está mudando um segundo, ou um minuto, ou toda a vida desse um alguém. 

Mudar a vida de alguém não significa doar a sua casa para esse alguém. Você pode fazer isso com uma palavra. Com mil palavras. Apenas fazendo o que você ama. Quem ama, inspira. E se você inspirou, conseguiu mudar o mundo. Pode ter sido um milésimo de todo o mundo, mas mudou. 

Porque mudar o mundo, uma pessoa, um segundo é o que fez você estar aqui. É para isso que você está aqui. E é assim que vou terminar essa carta. Aliás, com a frase abaixo, pois ela deveria ser o Grande Lema de todos:

"Seja a mudança que você quer ver no mundo".

Todos deveriam, assim como eu, acreditar nesta frase. Porque, como supracitado, uma palavra pode mudar muita coisa. 

Então, mude. Mas comece por você

Love, Nina. 

16 de novembro de 2012

#Resenhas: 2 em 1


Charlie escreve cartas para um destinatário que não temos ciência. Ele relata as pequenas e grandes coisas de sua vida; família, amigos, contato com drogas, com bebidas, com sexo, com o amor, com meninas, com homossexualismo e com as despedidas. Charlie é reservado e tímido. Faz amizade com seu professor de Inglês, que lhe empresta livros incríveis.

Sua vida é pacata, comparada aos outros adolescentes de mesma idade, porém, assim que conhece Sam e Patrick, Charlie é sugado para um mundo desconhecido e excitante. Seus dias singulares começam a mudar a partir das coisas e sentimentos que experimenta ao lado de seus amigos. Tem que lidar com a paixão por Sam, com segredos de Patrick e com segredos familiares. Aos poucos, Charlie é corrompido por seus novos atos ilícitos e relata suas experiências como se fossem coisas comuns.

Certo. Eu esperei muito tempo para ler esse livro. Fiquei na expectativa. Imaginei que ele se tornaria o meu livro preferido. Mas não foi isso que aconteceu. Confesso que me decepcionei com o Charlie.

O Charlie sobre o qual as resenhas apresentam e que foram lidas por mim é maravilhoso. É o garoto fofo e meigo que todas as meninas se apaixonariam. E, sim, elas poderiam se apaixonar por ele. Eu mesma poderia me apaixonar por ele, porém, confesso, sou contra quase tudo o que ele faz depois que conhece Sam e Patrick. Você pode pensar que sou careta. Quer saber? Sou mesmo careta. Não gosto – normalmente desprezo – pessoas como o Charlie, que precisam de drogas e bebida e cigarros para se encontrarem.

Por um lado, pareceu-me que Charlie não tem a capacidade de rejeitar as coisas, de dizer não. Ele simplesmente aceita, assim como aceita tudo o que vê e que ouve. E por outro lado, pareceu-me que Charlie é um menino indiferente. Aquele tipo de pessoa que não se importa com as coisas ao seu redor, que apenas diz sim para não se incomodar mais tarde.

Não consegui me apegar a nenhum personagem. Não consegui achar nenhum deles especial. Sam poderia ter sido diferente: uma menina mais adorável, mais compreensiva. E Patrick... cara, para mim, ele nem precisava estar no livro. Ele não acrescenta em nada à história; consegue, às vezes, causar incidentes, mas nada que me faça gostar dele.

Charlie escreve muitas vezes que tinha uma tia que amava muito, mas que morreu. Em minha opinião, essa tia é a única coisa concreta que faz Charlie ser um menino meigo. A lembrança que ele tem dela é o que me fez enxergá-lo como um menino frágil, que precisava de ajuda. Não o tipo de ajuda a que ele recorre – drogas, cigarro e bebidas -, mas ele precisa de uma amizade verdadeira. Não achei que a amizade que ele manteve com Sam e Patrick possa ser chamada de amizade, porque Sam e Patrick não auxiliaram Charlie em nada de fato.

Achei a história um pouco vaga. Parece que existem buracos na narrativa, que não é nada excepcional. Charlie, ao mesmo tempo em que parece ter 12 anos – e por que ele ficava chorando tanto, alguém pode me explicar?! -, parece também que ele é muito mais velho do que realmente é, por conta das situações que envolvem principalmente as drogas.

Você vai gostar de As Vantagens de Ser Invisível se já assistiu: ao seriado Skins (mas recomendo apenas as três primeiras temporadas, que, em minha opinião, são as melhores).

>> Estrelinhas: 


Hazel Grace tem câncer nos pulmões, e sua mãe começa a achar que a filha está depressiva demais – já que Hazel parece dedicar bastante tempo para pensar na morte. Por isso, sugere que ela se insira em um Grupo de Apoio. Hazel, a princípio, detesta a ideia de frequentar o grupo, já que todo mundo também tem câncer e só fica falando sobre suas doenças. Porém parece que Hazel está com sorte: Augustus Waters, um amigo de um dos frequentadores do Grupo de Apoio, parece estar a fim de conhecê-la melhor.

Hazel não se intimida e engata uma conversa com ele, que a convida para assistir a um filme em sua casa. Hazel, aos poucos, se vê cada vez mais próxima de Augustus – ou apenas Gus -, e a relação se faz cada vez mais necessária depois que Augustus começa a ler o livro preferido de Hazel, Uma Aflição Imperial. Hazel confessa aos leitores que já escreveu muitas cartas para o autor do livro-bíblia, mas que nunca obteve resposta.

Então, Augustus usa um dos seus Desejos para levar Hazel a uma viagem até a Holanda para Hazel conhecer Peter Van Houten, o autor de Uma Aflição Imperial, e lhe fazer as perguntas que não saem de sua cabeça acerca do final do livro. Na viagem, é inevitável que Hazel não consiga mais resistir à Gus. E então eles engatam em um namoro com muito humor e dificuldades.

Já li alguns livros com o mesmo tema de A Culpa é das Estrelas. Mas eu sempre acho que cada livro é diferente. E, sim, a história de Hazel é diferente e encantadora. Hazel sabe que vai morrer e isso é o que a difere das outras personagens acometidas às mesmas situações. O que mais me chamou atenção foram os diálogos engraçados entre Hazel e Augustus.

Gus é um pouco petulante, mas sua petulância é necessária para a relação. Ele me fez rir diversas vezes, mesmo por coisas bobas. O relacionamento entre eles é doce e divertido. O mais interessante é que Hazel nunca pretendeu encontrar um amor e acabou que Augustus se tornou a alegria de sua vida. É fácil de perceber o quanto eles se amam, o quanto Hazel e Augustus fazem sacrifícios para estarem juntos.

O romance narrado a cada página é muito mais romântico que qualquer pôr do sol à beira da praia, realmente. O romance é muito mais romântico do que flores e caixas de bombons e corações espalhados pelo chão. Hazel luta constantemente contra si mesma, pois precisa estar ao lado de Augustus até o fim.

A Culpa é das Estrelas é um livro tocante, que nos faz ter esperança, apesar de tudo. Faz-nos torcer pelo amor e, especialmente, pela vida. Acho que existem dois tipos de pessoas; as que a) aceitam a morte, mas que lutam assim mesmo e as que b) não aceitam a morte, mas que não fazem nada para mudar a vida. A princípio, Hazel era uma pessoa do tipo b, mas conforme as dificuldades chegam, ela se torna uma pessoa do tipo a, porque ela sabe que precisa de Augustus até o último dia.

Você vai gostar de A Culpa é das Estrelas se já leu: Antes de Morrer e Um Amor Para Recordar.

>> Estrelinhas: 

Breve, mais resenhas!

Love, Nina.  

31 de outubro de 2012

#Resenhas: 2 em 1

Oooolá :) Sei que faz um tempinho que não resenho - e é por causa da preguiça, sério -, então decidi resenhar os dois últimos livros que li! Fiquei um tempo sem ler também por conta da falta de tempo e de disposição, mas finalmente criei vergonha na cara e investi nos livros.



Kacey Simon tem treze anos e comanda um programa escolar no qual responde cartas de colegas pedindo socorro devido a vários “problemas” pessoais; Kacey Responde parece ser a única coisa em sua vida popular que consegue controlar. 

Porém, por conta das novas lentes de contato violeta um imprevisto – catastrófico, de acordo com os parâmetros de Kacey – muda sua vida de um dia para outro. Óculos. Óculos?! Kacey Simon não pode aceitar isso! Óculos são para pessoas feias e impopulares! E, como se os óculos horrorosos já não fossem suficiente para degradar sua imagem de jornalista-popular-bem-sucedida-e-sincera-demais, Kacey tem que lidar também com os brilhantes e incômodos aparelhos nos dentes! A protagonista – a menina que parece que a escola inteira quer ser – agora se vê sendo a-menina-comum-e-excluída – agora parece que ela tem uma estranha... língua prefa! -, pois suas melhores amigas a descartam como se ela fosse uma batatinha frita esmagada. 

Sentindo-se a-pior-menina-do-mundo, Kacey fez amizade com um menino de cabelo azul que está em uma banda e que procura uma vocalista. Destino? Sorte? Kacey não sabe o que é, mas agarra a oportunidade para se recolocar ao topo da hierarquia escolar.

Kacey me conquistou de cara. Ela é aquele tipo de menina fresca que, por mais que você tente odiar, não consegue. Não porque ela diga coisas inteligentes ou gentis – muito pelo contrário: Kacey tem uma maldita boca não-seletiva e acaba despejando as verdades cruéis em cima de todos -, mas porque a cada capítulo, eu descobri as camadas dela. Kacey não é apenas a menina-cruel, ou a menina-popular. Ela é a menina-doce-que-você-gostaria-de-algum-dia-conhecer. Kacey é, sim, algumas vezes irritante e pé-no-saco, mas depois que ela se envolve com o garoto do cabelo azul, a Kacey-real, a Kacey que a própria Kacey não se permite ser, aparece. Kacey é hilária e sabe como rebater tudo o que ouve. 

Óculos, Aparelho e Rock ‘n’ Roll é recheado de deliciosas pequenas coisas que vai fazer você querer relê-lo após ter chegado ao seu fim. Existe o comum, mas também habita o incomum, e Kacey – em meu ponto de vista - por mais que diga que não tolera o diferente, no fundo, quer ser o diferente. Ela apenas não dá o braço a torcer. O que mais me chamou atenção foi que a trajetória da protagonista é inversa ao que estamos acostumadas: Kacey vai de popular a excluída social. A personagem cresce bastante no decorrer da trama, pois tem muito que aprender; tem que rever suas atitudes, transformar-se em uma nova Kacey e reavaliar seus sentimentos. 

Meg Hounton, com uma escrita que só pode ser descrita como MegCabotlística, me divertiu do começo ao fim, ainda que eu tenha tido a impressão que o fechamento tenha ficado um pouco a desejar. Pareceu que o fim ainda tem continuação. Ou talvez eu apenas considere isso, pois o final de Kacey tenha sido completamente diferente do qual eu imaginara. Gosto de me surpreender nos finais, mas ou fico a) decepcionada ou b) com raiva ou c) confusa. Torço para que Meg faça uma continuação, pois esse livro tem total cara de continuação; ele merece uma continuação.

Você vai gostar de Óculos, Aparelho e Rock ‘n’ Roll se já leu: os livros adolescentes de Meg Cabot (não listarei todos, mas você pode começar com a série O Diário da Princesa).

> Estrelinhas: 


Jackie já passou dos vinte, trabalha em uma editora de livros eróticos – e ela detesta as vírgulas e os ponto-e-vírgulas com os quais é obrigada a manusear – e descobre que seu namorado, na verdade, não é mais seu namorado. O quê? Sim, e-mails também servem para acabar-com-namoros. Jackie fica sabendo pelo próprio namorado, Jeremy (!), que ele se enturmou muito mais do que pretendia na viagem “para-se-encontrar”. E agora Jackie quer se repaginar. 

Precisa urgentemente de encontros, mesmo que ela saiba que não irão dar em nada. Então ela coloca sua bota de salto alto, uma roupa ousada e arrasta suas amigas para uma boate: está aberta a temporada de caça. Não importa quem é o alvo, desde que o dito-cujo faça Jackie esquecer-se de Jeremy. Ela não aguenta mais pensar quem é a lombriga com quem seu ex está se envolvendo. Jackie se vê, a cada semana, conhecendo caras que tem muito pouco a ver com ela. Retoma a amizade com Andrew, um amigo de Jeremy, tem que lidar com suas amigas loucas – por que Sam é tão neurótica? -, ignorar os telefonemas da mãe e tentar não estrangular a irmã mais nova, Iris. 

Com tantas pessoas ao redor lhe sufocando, Jackie tem que aprender a seguir em frente. Tem também que aprender a dar adeus às coisas – e pessoas, principalmente; exemplo? Jeremy, Jeremy, JEREMY! – e encontrar um novo rumo e significado para sua vida. Será que Jackie vai conseguir superar tudo o que está sentindo?

Observação: ainda não entendi por que minha amiga Camila teve coragem de trocar esse livro comigo, de verdade! Porque eu me apaixonei por Temporada de Caça: Aberta desde o primeiro capítulo!

Jackie me fez rir mesmo quando eu não poderia rir. Os pensamentos de Jackie, que saem em um fluxo de intensidade atrelados, que puxam diversos assuntos em um só parágrafo, me fizeram adorar completamente a narração. Eu tentava parar em um capítulo “x”, mas não conseguia, pois a narração gostosa me incitava a acompanhar o próximo, e o próximo e o próximo. 

As situações hilariantes pelas quais Jackie passou – piercing no umbigo, cara A que não larga do pé dela, cara B que é ruim de cama, trem que pega fogo e que a coloca no noticiário por meio segundo – me divertiu a cada página. 

Dá para perceber que Sarah conhece os dilemas e as aventuras pelas quais as mulheres acima dos vinte passam, por isso consegui visualizar a Jackie como a típica mulher insatisfeita com o trabalho, com si mesma e com o tipo de vida que leva.

Infelizmente, o final deste livro também não terminou como eu previa. Tive também a impressão de que ele ficou inacabado. Porém, apesar disso, vale completamente a pena.

Você vai gostar de Temporada de Caça Aberta se já leu: a série Boys de Meg Cabot (O Garoto da Casa ao Lado, Garoto Encontra Garota e Todo Garoto Tem). 

> Estrelinhas: 



Próximas resenhas: As Vantagens de Ser Invisível e A Culpa é das Estrelas!

Love, Nina 

6 de outubro de 2012

#Você sabe por quê?

Por que o Carnaval e não o Halloween? Por que o futebol e não a dança? Por que o menino e não a menina? Por que o colorido e não o branco-e-preto? Por que o rico e não o pobre? Por que o adulto e não a criança? Por que flores e não livros? Por que saber Inglês e não saber Português? Por que a mentira e não a verdade? Por que o sério e não o engraçado? Por que o certinho e não o diferente? Por que a maquiagem e não o rosto fresco? Por que dar valor a marcas e não à confortabilidade? Por que mais carros e não mais transporte público? Por que o real e não o fantasioso? Por que o famoso e não a dona de casa? Por que o azul e não o rosa? Por que o bonito e não o feio? Por que o grande e não o pequeno? Por que o falso e não o verdadeiro? Por que o beijo e não o abraço? Por que o de raça e não o vira-lata? Por que o extrovertido e não o tímido? Por que a loira e não a ruiva? Por que eles e não nós? Por que o lá e não o cá? Por que o "até amanhã" e não o "vou passar a noite com você"? Por que ver TV e não ler? Por que Física e não Literatura? Por que ter tudo e não dar nada? Por que a indiferença e não a solidariedade? Por que as pessoas e não os animais? Por que a guerra e não o aperto de mãos? Por que eu e não você? Por que o "meu" e não o "nosso"? Por que o exterior e não o interior? Por que o perfeito e não o imperfeito? Por que muito e não pouco? Por que o alto e não o baixo? Por que o americano e não o libanês? Por que a Itália e não a Serra Leoa? Por que os bonitinhos e não os maltratados? Por que os filhotes e não os velhinhos? Por que o homem e não a mulher? Por que uma casa e não um apartamento? Por que um milhão de amigos idiotas e não um melhor amigo para todas as horas? Por que dormir e não aproveitar? Por que o chato e não o brincalhão? Por que o sem graça e não o bem escrito? Por que o longo e não o curto? Por que ela e não eu? Por que "é necessário" e não "vamos parar com isso"? Por que o branco e não o negro? Por que Hollywood e não um filme francês? Por que estar aqui e não estar lá? Por que o herói e não o vilão? Por que a idiota e não a guerreira? Por que vender e não doar? Por que as brigas e não a música? Por que o "não" e não o "sim"? Por que eu aqui e não nós aqui? 

Por quê?

Você sabe por quê? Por quê?



Love, Nina. 

26 de setembro de 2012

#Top 5: Músicas que Não Saem da Cabeça

Gente, sei que o blog já foi mais preenchido de posts - eu praticamente postava toda semana! -, mas realmente não estou mais com tanto tempo ~nem inspiração/paciência~ para postar muitas vezes... O que me deixa, de verdade, meio triste! Porque a finalidade inicial desse meu cantinho era desabafar e criar um lugar confortável para todas vocês, porém muita coisa está acontecendo na minha vida e eu estou tentando diminuir minhas "horas vagas". Mas, POR FAVOR, não desistam daqui! 

Já faz um tempinho que não posto nada sobre música e, como algumas, ultimamente, não têm saído da minha cabeça, resolvi compartilhá-las com vocês!

Pode parecer novidade, mas No Doubt é uma das minhas bandas preferidas! Eu admiro muito a Gwen, e depois que virei fã da Samantha Madison - de A Garota Americana -, meu amor por essa banda aumentou. E essa nova música é ma-ra-vi-lho-sa. Almocei a ouvindo e não consigo tirá-la da cabeça! 

Adoro a Kelly desde Since U Been Gone (2004) e desde a primeira vez em que ouvi essa nova música dela me viciei! Não costumo ouvir muito pop - na verdade, tenho um pouquinho de preconceito, até -, mas a Kelly sempre consegue me fazer amar as músicas dela!

Antes que alguém se manifeste, não, eu não sou fã deles. Na verdade, acho que eles são apenas mais uma bandinha bonitinha produzida. Mas, por algum motivo que vai além do meu entendimento, essa música maldita não sai da minha cabeça. 

Antes de Mr. Brightside (alguém lembra dessa?), a primeira música que cantei muuuito da banda foi essa. Acho que, na verdade, não tem NINGUÉM na face da terra que NÃO conheça essa música! Até a MINHA MÃE sabe cantá-la! ~risos~

Clipe meio assustador, menina esquisita: le ama. Desde a primeira vez em que ouvi e vi o clipe, achei que que, com toda a certeza, se essa canção não fosse dessa moça, a Taylor Momsen poderia cantá-la facilmente e ninguém diria que não foi ela quem a escreveu. 

E aí? Qual é o seu #Top 5 de músicas que não saem da sua cabeça? Compartilhe! :)

Love, Nina. 

6 de setembro de 2012

#Who Knows?



Não é mentira. É apenas uma verdade que você acha que é imutável. E aí, você muda, seu cabelo muda, seu sorriso muda e, com certeza, suas decisões mudam. Elas levam você para longe do que você já quis ser ou tentar. 

Você planejava terminar o colégio, não entrar na faculdade logo de cara - se possível nem entrar na faculdade, porque considerava perda de tempo -, sair de casa, encontrar alguém plausível para dividir uma vida, começar um emprego que lhe satisfaria financeiramente e, talvez, morrer dali uns 70 anos. Mas uma onda nunca bate na mesma encosta. A maré muda e torna tudo ao seu redor inconstante, incerto. Então, quando você menos espera, sua vida vira do avesso. Seus pais se separam - você não queria tanto isso? -, você tem que encarar os 100 metros quadrados do seu novo lar, que faz você ter claustrofobia, tem que dividir os Natais entre casa-do-pai e casa-da-mãe, é obrigada a estudar como a Hermione Granger para entrar, finalmente, na faculdade, se vê sem tempo para ler um livro por prazer, se vê sem tempo para passar uma tarde tranquila no shopping com sua melhor amiga, se vê sem tempo para sorrir, se vê querendo recuperar tudo como era antes. 
Mas a proposição mais importante a se fazer é: e o futuro?
O que você já quis dele e não conseguiu? 
Você começa a se questionar se está mesmo fazendo tudo certo. Será que o futuro é mesmo tão nebuloso assim, tão intocável? 
Tempo. Tic-tac. Ele não para e te leva junto. As horas passam e parece que você está na mesma posição desde o começo, parece que você não consegue mais pensar coerentemente, parece que, na verdade, o tempo explode nossas mentes hesitantes. 
Você não disse o que gostaria. Você não experimentou aquele beijo que tanto desejou. Você dormiu a tarde inteira e deixou de se importar com o trabalho acumulado. E seu futuro foi ficando cada vez um tiquinho mais afastado de seus dedos. 
E com toda essa "mesmice" você muda. Você percebe que precisa de uma revolução na sua vida. 
E a verdade que você prometeu perpetuar... não existe mais. Ou existe muito pouco. Você fez; você mudou tudo. 
E agora você se vê livre. O peso que antes lhe afligia não está mais ali. Você nota que todo o esforço que está fazendo lhe trará benefícios a longo prazo. Você, finalmente, será feliz. Você consegue sentir a felicidade se aproximando. E você vê o propósito da indecisão: ela lhe marca para sempre. Você pode ficar remoendo-a se prolongá-la. E ela fica alojada em você para sempre. 
Mas acabou. Você se libertou. Agora você sorri. Ainda não tempo para tomar um sundae enquanto lê um dos seus livros preferidos, mas sabe que está no caminho certo, e nada é mais importante do que achá-lo. E você o encontrou; seu pote de ouro, finalmente, começa a ser visível no final do arco-íris. 
A verdade não se tornou uma mentira absoluta. Você apenas a modificou, lapidando-a para você. E cada vez mais irá lapidá-la, tornando-a ainda mais realizável. E ela se realiza, quando você menos esperar. Você fecha os olhos e, quando os abre mais uma vez, ela está bem diante de seus olhos, encarando-a e dizendo: "E aí? Qual vai ser seu próximo passo?". 
E você descobre que seu próximo passo é indefinível, mas que, a todo custo, quer fazê-lo. Faça. Passos podem levá-la para trás, com certeza; mas se não se arriscar, pode nem ao menos sair do lugar. E ficar parada é a última coisa que quer, certo? 


________

Qual o motivo desse post? Letras. Isso mesmo, Letras. Eu mudei e escolhi. O que você vai escolher? Dê o primeiro passo! ;)

Love, Nina 

24 de agosto de 2012

#Muita Pimenta para você

Certo. Depois de ter passado quase um dia inteiro no hospital e depois quase mais um dia inteiro só na cama por causa de dor, finalmente estou "operante" o suficiente para escrever sobre as resenhas da Paula Pimenta! Carol, não precisa mais surtar!
Resolvi fazer uma supermegapostagem sobre a Paula, então paciência vocês aí!

Nesse primeiro volume da série FMF somos apresentados à Fani, uma mineira de 16 anos que tem um vicio incrível: colecionar e assistir filmes. Fani, a cada página, vai nos cativando de uma maneira que, quando percebemos, OPA, o livro já acabou. A narração em primeira pessoa e a característica leve e fluída da Paula são pontos positivos e muito agradáveis. Pessoalmente, prefiro narrações em primeira pessoa, pois, de certa forma, sinto-me na personagem e parece que a leitura fica muito mais prazerosa. E o mais interessante é a maneira como as relações interpessoais são abordadas. Nesse livro é dado mais foco à cegueira absurda da Fani para reparar como o Leo, seu melhor amigo, é apaixonado por ela. Claro que, como toda história de amor, ela só acaba por perceber que ele é afim dela, quando o Leo começa a namorar uma menina da turma deles. Depois de muito ciúme, desencontros, raiva e revelações por parte da fofa da Priscila, Fani tem ciência de que, sim, ela pode, finalmente, ficar com ele. No entanto, já é um pouquinho "tarde demais", pois Fani conseguiu um intercâmbio e passará um ano longe do Brasil. Será que esse amor é capaz de superar a distância?
> Estrelinhas: 

Fani, agora em Brighton - Inglaterra -, é apresentada a novos amigos que, rapidamente, se tornam necessários a todos os acontecimentos. Fani tem que tirar da mente seu grande amor que deixou para trás para poder aproveitar de verdade o intercâmbio. Depois de uma informação, ela tem a súbita vontade de retonar ao Brasil, porém, depois de perceber que ali tem muito apoio e que voltar seria uma estupidez, ela se rende e decide aproveitar a viagem do começo ao fim, ao lado de seus novos amigos. O que mais me prendeu ao livro foi o fato de, a cada página, sermos apresentados a lugares lindos, que dão muita vontade de fazer as nossas próprias malas e se mandar para a Inglaterra! Eu faria isso se tivesse dinheiro, afinal conhecer a Inglaterra é um dos meus sonhos. A medida que o fim da viagem é contada nos dedos, a lembrança de Leo retorna a todo instante na mente de Fani, que não sabe que decisão tomar. Retomar sua nova vida, ou continuar sua nova vida, porém no Brasil?
> Estrelinhas:



Agora, Fani já está em terras brasileiras e tenta tomar as rédeas de sua vida melhorada. Já no aeroporto, na sua chegada, Leo a está esperando para dar uma chance a eles. Porém, claro que não podia faltar alguns obstáculos. A princípio, o namoro está lindo e maravilhoso. Mas, depois de um tempo, Fani se vê sem tempo até mesmo para ir às estreias de filmes, pois está com a cara enfiada nos livros 24 horas por dia. Além de se ver estudando mais do que pode, seu namoro começa a ser afetado por conta dos ataques de ciúme de Leo - que me fizeram ter muita raiva dele. Então, Christian, ex-namorado de Fani, está para retornar ao Brasil, depois de concretizar seu sonho de ser ator. Fani se desepera e não sabe que medida tomar para se afastar dele. Porém, depois de muitos conselhos de suas amigas, Fani decide se encontrar com Christian, porém, o que não podia esperar é que Christian a beija no meio do shopping no qual foi se encontrar com ele. Como se já não bastasse as brigas com sua mãe por conta do curso que vai prestar no vestibular - Cinema, é claro; no entanto, sua mãe quer que Fani seja advogada -, Fani decide dar o próximo passo na relação com Leo, depois de ver uma das suas melhores amigas perder o namorado, pois quer aproveitar todos os momentos com o próprio namorado. Finalmente, Fani vê seu sonho se tornar realidade: conseguiu passar em Cinema. Então, depois de ter apagado todos os e-mails de Christian, ela descobre que a ânsia de ele se encontrar com ela era que lhe foi concedida uma chance de estudar Cinema em LA. E, então, Fani não sabe de mais nada. Qual poderia ser sua próxima decisão, se não sabe o que pensar?
> Estrelinhas:


Fani agora está mais do que habituada a Los Angeles. Recebendo uma visita de Gabi, que vai ficar para ver a conclusão de trabalho de Fani ser apresentada, é puxada muitas memórias passadas de Fani, desde a primeira semana instalada no novo lar. Essa é apenas a primeira parte, pois o livro foi seccionado em três: Fani, Leo e Leo & Fani. Descobrimos que Ana Elisa, Tracy - a irmã brintânica de Fani - e Christian se tornam inseparáveis, juntamente com Ale - um estilista que fala um portunhol todo embaralhado. Demorei muito a ler essa primeira parte, pois ela era "fani demais" e eu já estava me cansando. Então - depois de uma surpresa gigante no fim da parte anterior -, somos jogados à narração de Leo - que eu estava muito ansiosa para ler! Leo narra muitas cenas paralelas à que Fani já narrou anteriormente e que, aos poucos, vão começando a fazer sentido. Foram, justamente, esses "acontecimentos meio desconexos" que me conquistaram. Ficamos sabendo que a moça que tentou contatar a Fani acerca de uma entrevista por conta de seu trabalho de conclusão estar inserido em um Festival de filmes, é uma menina que trabalha na revista eletrônica que Leo e seu atual melhor amigo comandam. Leo convence o chefe da TV para qual trabalha a bancar viagens para ele poder entrevistar Fani com o único intuito de revê-la e conversar com ela sobre assuntos que nada têm a ver com seu filme. Já na terceira e última parte, as narrações são intercaladas; uma hora é o Leo que narra, outra a Fani. A diferença que senti entre a Fani de Antes e a Fani de Agora foi o que me levou considerar esse livro o meu preferido da série, pois nos outros volumes, a meu ver, a Fani era quase uma criança; muito chorona, meio covarde, meio indecisa. Porém, em FMF4, ela mudou drasticamente. Agora ela é uma adulta e deixa de ser aquela menininha sonhadora demais e bobinha.
> Estrelinhas:

Nessa nova série da Paula, somos apresentados a Priscila, que acaba de se instalar em BH. Seus pais se separaram e enquanto ela e sua mãe estão em BH, seu irmão e seu pai permanecem em São Paulo. A princípio, ela está muito revoltada por estar ali, sem amigos, sem metade de seus animais amados, sem seu pai e seu irmão. Porém, Marina - sua prima - lhe apresenta ao mundo dos seriados. E daí nasce uma paixão tão forte quanto a da Fani e seus filmes de amorzinho. Aliás, Minha Vida Fora de Série é contada três anos antes de FMF. Pri, compelida por sua prima, começa a frequentar o clube e se "apaixona" por Marcelo, garoto que parece ser tudo-de-bom. Depois de muito olhar para ele e esnobá-lo, ela se decepciona quando o conhece de verdade e jura nunca mais vê-lo de novo. Com o término das férias, Priscila ingressa à nova escola, onde, aos poucos, começa a fazer seus próprios amigos. Seu primeiro amigo é o Leo - que é muito mais divertido do que em FMF. Ela também conhece um garoto tímido e de olhos tristes, o Rodrigo, por quem, dia após dia, começa a enxergar com outros olhos. Cautelosamente, os dois vão se tornando amigos - especialmente depois de ele ter convidado a Priscila para conhecer uma ONG de animais. Depois da primeira aula de canto, Priscila se vê obrigada a se afastar de Rodrigo, porque Marcelo - aquele garoto do clube - começa a chantageá-la. Depois de saber que está magoando Rodrigo por nem ao menos dar uma explicação pelo seu distanciamento, ela tenta tomar coragem para se reaproximar mais uma vez. Pedindo ajuda à professora de Geografia, a Glorinha - eu amei demais essa professora! -, Priscila tem uma chance de retomar a amizade de Rodrigo. Pessoalmente, Minha Vida Fora de Série dá de 1000 a 10 em Fazendo Meu Filme. Enquanto Fani tem 16 anos e age como 13, é muito chorona e boba, a maior parte do tempo eu mal me lembrei que Pri tinha apenas 13 anos! Priscila é engajada na justiça para com os animais, é determinada e tem uma personalidade muito mais cativante do que a de Fani. Ah, e o Rodrigo? Só digo uma coisa: eu quero um Rodrigo para mim!!!
> Estrelinhas:


TANÃ, prontinho! Quem leu e amou, quem leu e odiou e quem quer ler... comente!

Love, Nina.

17 de agosto de 2012

#No Carrinho

Aeee, finalmente tenho alguma coisa sobre o que postar! Sei que faz um tempinho que não apareço por aqui, mas hoje trago mais indicações de livros, que acabei de comprar! ;)

Minha Vida Fora de Série - Paula Pimenta.
Sinopse: Mudar de cidade sempre é difícil, mas fazer isso na adolescência é algo que deveria ser proibido. Como começar de novo em um lugar onde todos já se conhecem, onde os grupos já estão formados, onde ninguém sabe quem você é? A princípio, Priscila não gosta da ideia, mas aos poucos percebe que pode usar isso a seu favor, tendo a chance de ser alguém diferente. Mas será que o papel escolhido é aquele que ela realmente quer representar? Aos poucos, Priscila percebe que o que importa não é o lugar e sim as pessoas que vivem nele. E que, além da nova cidade, há algo mais importante a se conhecer: ela mesma. Quem gosta da coleção “Fazendo meu filme” não pode perder o livro de estreia dessa nova série de Paula Pimenta. Situado no mesmo universo ficcional, temos a oportunidade de acompanhar alguns dos nossos já adorados personagens, três anos antes da história de "Fazendo meu filme” começar!

Óculos, Aparelho e Rock 'n' Roll - Meg Haston
Sinopse: Super-rigorosa e cheia de estilo, Kacey Simon dita as tendências na escola Marquette. Ela anda com as garotas mais bonitas e populares e tem seu próprio programa de TV no canal do colégio, dando conselhos e explicando para seus colegas a verdade nua e crua - quer eles queiram ouvir, quer não.
Mas então uma infecção ocular e uma visita ao dentista deixam Kacey com óculos fundo de garrafa, a boca cheia de metal e... a língua prefa. Rejeitada pelos amigos populares, ela despenca da pirâmide social de forma tão dramática que fica difícil enxergar o topo, mesmo com aquelas duas lentes de aumento no rosto.
Sem ter mais a quem recorrer, Kacey começa a andar com uma vizinha nerd e um garoto que leva a vida num ritmo próprio - na verdade, no ritmo do baterista de sua banda. Ele a quer como sua vocalista, mas ela está decidida a recuperar seu trono. Será que Kacey vai alcançar o topo novamente? Ou vai descobrir que chegar ao fundo do poço meio que é... o máximo? Nesse divertidíssimo romance, Meg Haston conta a história de uma garota malvada que, com um bom par de óculos, passa a enxergar melhor não só as coisas, mas também a vida.
O livro deu origem à série de tevê "How to Rock", recém-lançada pelo canal Nickelodeon.

Espiãs Também se Enganam - Ally Carter
Sinopse: Nesse terceiro volume da série, Cammie vai para Boston visitar sua companheira de quarto, Macey. O motivo é uma grande comemoração: o pai de Macey seria nomeado vice-presidente. Só que a celebração acaba não acontecendo. Elas se envolvem em um sequestro e, somente se utilizarem suas técnicas espiãs, conseguirão sobreviver.

E aí? O que acharam das minhas compras? COMENTEM ;)

Love, Nina.

27 de julho de 2012

#Happiness;


Sou indiferente. Finjo que sou feliz. Forço um sorriso.
Essa é a minha felicidade. A felicidade disfarçada. O fato é que eu sou muito boa em esconder tudo. Sentimentos, cartas, diários, palavras, segredos.
Gostaria de ser mais próxima das pessoas; gostaria que eu não me apegasse tanto em alguém, porque esse alguém, um dia, vai me decepcionar e vai doer quando eu tiver que dizer adeus.
Gostaria que todo mundo agisse como eu: não faço para os outros o que não quero o que façam comigo. Mas as pessoas agem por impulso, achando que não vão magoar, que nunca irão descobrir nada. Mas descobrem. Eu descobri.
O que ganhei? Mentiras. Palavras que nunca foram usadas. Palavras que soam tão falsas que dão vontade de vomitar.
O pior não é você saber que descobriu algo podre. O pior é que você nunca mais vai confiar de novo. Você tenta, porque acha que o amor vai superar isso, que o amor vai curar isso. Quer saber da verdade? Nem o amor nem o tempo curam falta de caráter.
Você sempre vai ser a pessoa que ninguém mais vai confiar, a pessoa que vai ficar sozinha no final, porque ninguém suportou.
E as pessoas suportam muitas coisas. Ela fingem muitas coisas. Mas elas são como um ccopo d'água. Elas transbordam. A raiva transborda. As lágrimas transbordam. Palavras frustradas transbordam. Você diz para si mesmo que vai melhorar, que tudo isso é o suficiente. Mas é impossível ser feliz sustentando a farsa que a sua vida se tornou. É mais fácil recomeçar do zero, voltar à época em que você era sozinho, mas que não tinha que dividir o teto com um mentiroso; aquela pessoa que fez a sua vida um pesadelo.
Tudo o que você quer é uma casa. Um lar. Pode ser muitas coisas. Uma lembrança. Um livro. Um minuto. Mas apenas quando você transforma uma pessoa em um lar que você percebe que, cara, você é feliz. Você, agora, não é mais aquela pessoa que tinha que aguentar tudo calada. Aquela pessoa não-importante para as pessoas. Porque, agora, com a pessoa que é seu lar, você é importante. Porque ela nunca largaria você, qualquer que fosse a circunstância. Ela diz a você que vai ficar ali, por você. Não porque ela precisa de você, mas porque ela sabe que você precisa dela.
Você não tem que procurar alguém rico, alguém que tenha o jeans perfeito, o cabelo perfeito. O trabalho mais bem remunerado. No fundo, nós só queremos alguém que nos complemente. Alguém que enquanto estamos lendo nosso livro preferido, pergunta se queremos um copo de chocolate quente. Alguém que consegue recitar sua frase favorita, só para te ver sorrindo. Alguém que consegue ficar em silêncio, ao seu lado, sem se constranger, sem achar que precisa dizer algo. Alguém que só deite do nosso lado e pergunte qual canal queremos ver, mesmo que ele saiba exatamente qual é nosso canal preferido. Alguém que está ali, por nós. Que não vai a lugar nenhum, mesmo se você pedir. Esse alguém vai ficar segurando sua mão, enquanto te escuta chorar. Porque esse alguém sabe que ele é tudo para você. Que ele é a sua casa.
Depois de um tempo, os mentirosos apenas se tornam uma lembrança. Uma lembrança que, no final, faz você rir e se perguntar: Como eu pude suportar isso?
Mas, sim, você suportou. Você mostrou à vida - e a todos ao seu redor - que nada pode matar você. Que você conseguiu forçar aquele sorriso, mas que, agora, não tem que forçar mais nada. Porque, finalmente, você se libertou. Você consegue sentir o vento farfalhando em suas asas, pode sentir  cheiro da grama, pode sentir seus dedos formigarem pela expectativa.
Ah, a liberdade. Ela é a felicidade. Ela é que te faz olhar para o céu e pensar: Sou feliz. E, sim, agora você é feliz.
Você conseguiu.
Você não é mais uma sombra no meio das pessoas. Agora você é a que todos os outros querem ser.
E a felicidade? Ah, se eu te contar a fórmula para alcançá-la, você ainda estaria na cama.
Então, levante, vista a sua melhor roupa e o seu melhor sorriso. Já sorriu para alguém que não conhece? Pois sorria. Sorria mesmo sem motivos. Mesmo se a pessoa para a qual você está sorrindo, um dia, lhe fez mal. O sorriso é a única coisa que não podem roubar de você. Então, espalhe seu sorriso. Espalhe a liberdade. Espalhe para todo mundo o quanto você é feliz. Os incomodados? Ah, deixe que eles se mudem para Marte de inveja.
Porque agora você é a estrela que sonhou alcançar. E, olhe, você brilha mais do que todas as outras. Acredite.

Love, Nina.

9 de julho de 2012

#Resenha do livro Exclusivo - Kate Brian;

Hellows, amoras! Como vocês vão? Então, depois de muito tempo sem uma resenha aqui, venho hoje compartilhar com vocês um livro que uma amiga me emprestou, Exclusivo. Esse é o primeiro livro de uma série, até bem grandinha. 


Título Original: Private
Autora: Kate Brian
Editora: Record
Páginas: 304
Nota: 2/5

Reed é a garota nova no internato Easton. Ser admitida ali é para poucos, e Reed vê que seu destino começar a brilhar. Porém estar na Easton Academy é muito diferente de ser aceita por seus alunos. Deslocada demais, Reed se esforça para se enturmar, porém parece que seus esforços são em vão. As meninas parecem sofisticadas e exibicionistas demais para ela. Até que conhece as garotas do Alojamento Billings. Elas são as garotas mais bonitas, inteligentes e bem colocadas do campus. E elas sabem disso; o poder está sempre nas mãos dessas meninas. Por isso, Reed, imediatamente, procura ser aceita pelas Billings, a todo custo. A cada tentativa de inclusão, Reed descobre que as meninas têm muito mais do que rostos bonitos; elas mantém segredos, e estão dispostas a fazer qualquer coisa para mantê-los em segurança. 

Certo. Parece tão fácil gostar desse livro! Garotas bonitas, roupas lindas, controle nas mãos de poucas, que sabem usá-lo a seu favor. Parece o tipo de mundo que todas nós gostaríamos de ser inseridas, certo? Mas eu, definitivamente, não gostei muito dessa trama - nota-se apenas pela minha nota. Achei, sinceramente, a história boba demais, fraca mesmo. Clichê, talvez. Sabe aqueles problemas que tem certeza de que faz você revirar os olhos? Sim, eles estão presentes na vida dos alunos de Easton. Drogas, bebida, amores impossíveis. Não achei nada de mais. Não apreciei muito o ritmo da escrita, também. Achei a Reed meio evasiva. Algumas situações não ficam claras, ficam naquela coisa "tente adivinhar, querida". Não sou muito fã disso. E para completar, tenho que falar da Reed. Cara, ela é uma personagem fraca. Uma maria-vai-com-as-outras. Parece que ela não tem personalidade alguma. Entendo que ela esteja encantada com as meninas do Billings, mas por que correr tanto atrás delas? Ela poderia muito bem ter ficado satisfeita com as colegas de alojamento. Todo esse draminha de ficar tentando ser aceita pelas Billings é meio... hm, idiota. E todo o rolo com o Thomas é bem bobinho também. Achei que faltou muita autenticidade na história e na construção da personagem. 

Embora eu tenha exposto minhas opiniões acerca deste livro, espero mesmo, de coração, que vocês tirem a prova por si mesmas. Talvez eu não estivesse tão inspirada assim para esse tipo de livro, quando o li. Então, se querem lê-lo, passem por cima das minhas opiniões, viu? 

Espero que tenham gostado da resenha - apesar de ela ter sido completamente negativa. 

~Com todo coração, Nina.

22 de junho de 2012

#No Carrinho

Hey, amores, como estão vocês? Hoje trago a vocês minhas últimas comprar no quesito livros! :D Fazia algum tempo que eu não adquiria livros novos e me deu ALOKA na Saraiva hoje! Fui lá apenas para comprar um presente para uma amiga, mas, no fim, saí de lá com três livros para mim! 

1. Perfeitas (série PLL)

Ok, na verdade, eu tenho todos os livros publicados, aqui no Brasil, da série, EXCETO esse, porque, sem querer ~eu juro~, eu pulei do segundo para o quarto livro! Estou tentando comprá-lo há muito tempo, mas só agora consegui! Essa série está entre as minhas preferidas, de verdade! Só perde para O Diário da Princesa, A Garota Americana e Desaparecidos (todas séries da Diva Meg). 
~Dica de música: Hands Of Time - Rachel Diggs (Carol, você tinha razão, essa música é mara! *-*)

2. Codinome Cassandra (série Desaparecidos)

Comprar esse livro foi um DILEMA. Porque eu tinha jurado para mim mesma que minha cota de livros estava ótima sem esse, mas acabou que eu o comprei ~porque eu sou muito impulsiva quando se trata de livros~ Eu nem sabia que já tinham publicado esse segundo volume da série, então quando eu o vi, eu LITERALMENTE entrei em surto! 
~Dica de músicaMissing - Evanescence (ok, ela é do tempo dos dinos, mas tem tudo a ver com o título da série!). 

3. Glee - O Início
MANO, EU ME SENTI UMA CRIANÇA COMPRANDO ESSE LIVRO KKK Tipo, eu ainda não vi nenhuma temporada inteira do seriado, nem nada assim, mas eu já me apeguei muito aos personagens ~mesmo odiando um pouco a Rachel~ Eu nem sou muito fã de musicais ~só vi HSM~, mas Glee REALMENTE me conquistou; talvez porque eu ame muito a Sue e ache os casais gays mais legais! E pelo o que andei pesquisando, esse é o primeiro livro de uma série, LOL. 
~Dica de música: Paradise - versão Glee (claro!). 

Bom, por hoje é isso! Espero que eu tenha feito vocês quererem sair correndo até a livraria mais próxima! E quem já leu algum dos livros (provavelmente já devem ter lido, pelo menos, Perfeitas) opina aí, gente! Até mais, amadas! 

~Com amor, Nina. 

17 de junho de 2012

#Falling

Ouvindo: Can't Help Falling In Love - Ingrid Michaelson
Humor: precisando de um abraço 

~Depressão mode on~

Você acorda. Fica na cama por alguns minutos. Pensa no que vai fazer o dia inteiro. Tenta preparar uma lista para organizar suas prioridades. Tenta lembrar se não esqueceu de nada. Não esqueceu. A lista está grande, mas você sabe que não pode deixar nada de fora. Você sabe também que precisa criar coragem para fazer tudo aquilo. Você levanta. Se arruma. Sai de casa. Conforme as horas passam, a lista se avoluma mais e mais. Você pensa que não tem mais papel para anotar mais nadinha. Aperta a letra. Vira o verso. Risca alguns itens. Mas não adianta. Você está com vontade de chorar, quer largar a lista na metade do caminho. Quer estar debaixo das cobertas, fazendo nada. Quer ter a vida da sua melhor amiga. Quer ser a sua melhor amiga. Porque você sabe que ser você já não é o suficiente. Quer estar vivendo num seriado americano. Quer ter alguma parte da vida perfeita, intocada, maravilhosa. Mas essa não é você. Sua vida não melhora, sua vida está estagnada. Você não cresce, você não sorri, você não melhora. Você só perde. Você se esforça, mas não alcança o que quer. Você dá o seu melhor para ser a melhor, mas não consegue. Você fica ali, na média. Naquele submundo dos infernos, onde parece que você não consegue sair. Nada te anima. Tudo parece te colocar para baixo. Você não consegue ajuda. O dia termina. Você não fez nem a metade da sua lista. Rasga o papel; ele é inútil. Você lembra que planejou cada passo. Mas parece que só andou para trás. Parece que não conseguiu acertar um só caminho. Você é um nada. O melhor e maior nada de todos. Nada. Você não é ninguém. Você não vai conseguir nada. Você só cai, e cai, e cai. Levanta, mas cai. Suas mãos cobrem suas lágrimas, as lágrimas que você sabe que não deveriam cair, mas que não te obedecem. Elas precisam cair, precisam te mostrar que você não conseguiu. Que você continua sendo um nada. Simplesmente nada. Nada. Nada. Você é um nada. 

E chega um momento que você para de viver. Para de sentir. Para de ser você. Porque você não sabe de mais nada. Está correto? Está errado? Você continua sendo um nada. Aquele nada que você sabe que sempre fora. O nada. Nada. Simplesmente nada. 

~Depressão mode off~

Com amor, Nina