27 de julho de 2012

#Happiness;


Sou indiferente. Finjo que sou feliz. Forço um sorriso.
Essa é a minha felicidade. A felicidade disfarçada. O fato é que eu sou muito boa em esconder tudo. Sentimentos, cartas, diários, palavras, segredos.
Gostaria de ser mais próxima das pessoas; gostaria que eu não me apegasse tanto em alguém, porque esse alguém, um dia, vai me decepcionar e vai doer quando eu tiver que dizer adeus.
Gostaria que todo mundo agisse como eu: não faço para os outros o que não quero o que façam comigo. Mas as pessoas agem por impulso, achando que não vão magoar, que nunca irão descobrir nada. Mas descobrem. Eu descobri.
O que ganhei? Mentiras. Palavras que nunca foram usadas. Palavras que soam tão falsas que dão vontade de vomitar.
O pior não é você saber que descobriu algo podre. O pior é que você nunca mais vai confiar de novo. Você tenta, porque acha que o amor vai superar isso, que o amor vai curar isso. Quer saber da verdade? Nem o amor nem o tempo curam falta de caráter.
Você sempre vai ser a pessoa que ninguém mais vai confiar, a pessoa que vai ficar sozinha no final, porque ninguém suportou.
E as pessoas suportam muitas coisas. Ela fingem muitas coisas. Mas elas são como um ccopo d'água. Elas transbordam. A raiva transborda. As lágrimas transbordam. Palavras frustradas transbordam. Você diz para si mesmo que vai melhorar, que tudo isso é o suficiente. Mas é impossível ser feliz sustentando a farsa que a sua vida se tornou. É mais fácil recomeçar do zero, voltar à época em que você era sozinho, mas que não tinha que dividir o teto com um mentiroso; aquela pessoa que fez a sua vida um pesadelo.
Tudo o que você quer é uma casa. Um lar. Pode ser muitas coisas. Uma lembrança. Um livro. Um minuto. Mas apenas quando você transforma uma pessoa em um lar que você percebe que, cara, você é feliz. Você, agora, não é mais aquela pessoa que tinha que aguentar tudo calada. Aquela pessoa não-importante para as pessoas. Porque, agora, com a pessoa que é seu lar, você é importante. Porque ela nunca largaria você, qualquer que fosse a circunstância. Ela diz a você que vai ficar ali, por você. Não porque ela precisa de você, mas porque ela sabe que você precisa dela.
Você não tem que procurar alguém rico, alguém que tenha o jeans perfeito, o cabelo perfeito. O trabalho mais bem remunerado. No fundo, nós só queremos alguém que nos complemente. Alguém que enquanto estamos lendo nosso livro preferido, pergunta se queremos um copo de chocolate quente. Alguém que consegue recitar sua frase favorita, só para te ver sorrindo. Alguém que consegue ficar em silêncio, ao seu lado, sem se constranger, sem achar que precisa dizer algo. Alguém que só deite do nosso lado e pergunte qual canal queremos ver, mesmo que ele saiba exatamente qual é nosso canal preferido. Alguém que está ali, por nós. Que não vai a lugar nenhum, mesmo se você pedir. Esse alguém vai ficar segurando sua mão, enquanto te escuta chorar. Porque esse alguém sabe que ele é tudo para você. Que ele é a sua casa.
Depois de um tempo, os mentirosos apenas se tornam uma lembrança. Uma lembrança que, no final, faz você rir e se perguntar: Como eu pude suportar isso?
Mas, sim, você suportou. Você mostrou à vida - e a todos ao seu redor - que nada pode matar você. Que você conseguiu forçar aquele sorriso, mas que, agora, não tem que forçar mais nada. Porque, finalmente, você se libertou. Você consegue sentir o vento farfalhando em suas asas, pode sentir  cheiro da grama, pode sentir seus dedos formigarem pela expectativa.
Ah, a liberdade. Ela é a felicidade. Ela é que te faz olhar para o céu e pensar: Sou feliz. E, sim, agora você é feliz.
Você conseguiu.
Você não é mais uma sombra no meio das pessoas. Agora você é a que todos os outros querem ser.
E a felicidade? Ah, se eu te contar a fórmula para alcançá-la, você ainda estaria na cama.
Então, levante, vista a sua melhor roupa e o seu melhor sorriso. Já sorriu para alguém que não conhece? Pois sorria. Sorria mesmo sem motivos. Mesmo se a pessoa para a qual você está sorrindo, um dia, lhe fez mal. O sorriso é a única coisa que não podem roubar de você. Então, espalhe seu sorriso. Espalhe a liberdade. Espalhe para todo mundo o quanto você é feliz. Os incomodados? Ah, deixe que eles se mudem para Marte de inveja.
Porque agora você é a estrela que sonhou alcançar. E, olhe, você brilha mais do que todas as outras. Acredite.

Love, Nina.

9 de julho de 2012

#Resenha do livro Exclusivo - Kate Brian;

Hellows, amoras! Como vocês vão? Então, depois de muito tempo sem uma resenha aqui, venho hoje compartilhar com vocês um livro que uma amiga me emprestou, Exclusivo. Esse é o primeiro livro de uma série, até bem grandinha. 


Título Original: Private
Autora: Kate Brian
Editora: Record
Páginas: 304
Nota: 2/5

Reed é a garota nova no internato Easton. Ser admitida ali é para poucos, e Reed vê que seu destino começar a brilhar. Porém estar na Easton Academy é muito diferente de ser aceita por seus alunos. Deslocada demais, Reed se esforça para se enturmar, porém parece que seus esforços são em vão. As meninas parecem sofisticadas e exibicionistas demais para ela. Até que conhece as garotas do Alojamento Billings. Elas são as garotas mais bonitas, inteligentes e bem colocadas do campus. E elas sabem disso; o poder está sempre nas mãos dessas meninas. Por isso, Reed, imediatamente, procura ser aceita pelas Billings, a todo custo. A cada tentativa de inclusão, Reed descobre que as meninas têm muito mais do que rostos bonitos; elas mantém segredos, e estão dispostas a fazer qualquer coisa para mantê-los em segurança. 

Certo. Parece tão fácil gostar desse livro! Garotas bonitas, roupas lindas, controle nas mãos de poucas, que sabem usá-lo a seu favor. Parece o tipo de mundo que todas nós gostaríamos de ser inseridas, certo? Mas eu, definitivamente, não gostei muito dessa trama - nota-se apenas pela minha nota. Achei, sinceramente, a história boba demais, fraca mesmo. Clichê, talvez. Sabe aqueles problemas que tem certeza de que faz você revirar os olhos? Sim, eles estão presentes na vida dos alunos de Easton. Drogas, bebida, amores impossíveis. Não achei nada de mais. Não apreciei muito o ritmo da escrita, também. Achei a Reed meio evasiva. Algumas situações não ficam claras, ficam naquela coisa "tente adivinhar, querida". Não sou muito fã disso. E para completar, tenho que falar da Reed. Cara, ela é uma personagem fraca. Uma maria-vai-com-as-outras. Parece que ela não tem personalidade alguma. Entendo que ela esteja encantada com as meninas do Billings, mas por que correr tanto atrás delas? Ela poderia muito bem ter ficado satisfeita com as colegas de alojamento. Todo esse draminha de ficar tentando ser aceita pelas Billings é meio... hm, idiota. E todo o rolo com o Thomas é bem bobinho também. Achei que faltou muita autenticidade na história e na construção da personagem. 

Embora eu tenha exposto minhas opiniões acerca deste livro, espero mesmo, de coração, que vocês tirem a prova por si mesmas. Talvez eu não estivesse tão inspirada assim para esse tipo de livro, quando o li. Então, se querem lê-lo, passem por cima das minhas opiniões, viu? 

Espero que tenham gostado da resenha - apesar de ela ter sido completamente negativa. 

~Com todo coração, Nina.