Editado por Alice Gonçalves . Tecnologia do Blogger.

#Resenhas: 2 em 1

by - outubro 31, 2012

Oooolá :) Sei que faz um tempinho que não resenho - e é por causa da preguiça, sério -, então decidi resenhar os dois últimos livros que li! Fiquei um tempo sem ler também por conta da falta de tempo e de disposição, mas finalmente criei vergonha na cara e investi nos livros.



Kacey Simon tem treze anos e comanda um programa escolar no qual responde cartas de colegas pedindo socorro devido a vários “problemas” pessoais; Kacey Responde parece ser a única coisa em sua vida popular que consegue controlar. 

Porém, por conta das novas lentes de contato violeta um imprevisto – catastrófico, de acordo com os parâmetros de Kacey – muda sua vida de um dia para outro. Óculos. Óculos?! Kacey Simon não pode aceitar isso! Óculos são para pessoas feias e impopulares! E, como se os óculos horrorosos já não fossem suficiente para degradar sua imagem de jornalista-popular-bem-sucedida-e-sincera-demais, Kacey tem que lidar também com os brilhantes e incômodos aparelhos nos dentes! A protagonista – a menina que parece que a escola inteira quer ser – agora se vê sendo a-menina-comum-e-excluída – agora parece que ela tem uma estranha... língua prefa! -, pois suas melhores amigas a descartam como se ela fosse uma batatinha frita esmagada. 

Sentindo-se a-pior-menina-do-mundo, Kacey fez amizade com um menino de cabelo azul que está em uma banda e que procura uma vocalista. Destino? Sorte? Kacey não sabe o que é, mas agarra a oportunidade para se recolocar ao topo da hierarquia escolar.

Kacey me conquistou de cara. Ela é aquele tipo de menina fresca que, por mais que você tente odiar, não consegue. Não porque ela diga coisas inteligentes ou gentis – muito pelo contrário: Kacey tem uma maldita boca não-seletiva e acaba despejando as verdades cruéis em cima de todos -, mas porque a cada capítulo, eu descobri as camadas dela. Kacey não é apenas a menina-cruel, ou a menina-popular. Ela é a menina-doce-que-você-gostaria-de-algum-dia-conhecer. Kacey é, sim, algumas vezes irritante e pé-no-saco, mas depois que ela se envolve com o garoto do cabelo azul, a Kacey-real, a Kacey que a própria Kacey não se permite ser, aparece. Kacey é hilária e sabe como rebater tudo o que ouve. 

Óculos, Aparelho e Rock ‘n’ Roll é recheado de deliciosas pequenas coisas que vai fazer você querer relê-lo após ter chegado ao seu fim. Existe o comum, mas também habita o incomum, e Kacey – em meu ponto de vista - por mais que diga que não tolera o diferente, no fundo, quer ser o diferente. Ela apenas não dá o braço a torcer. O que mais me chamou atenção foi que a trajetória da protagonista é inversa ao que estamos acostumadas: Kacey vai de popular a excluída social. A personagem cresce bastante no decorrer da trama, pois tem muito que aprender; tem que rever suas atitudes, transformar-se em uma nova Kacey e reavaliar seus sentimentos. 

Meg Hounton, com uma escrita que só pode ser descrita como MegCabotlística, me divertiu do começo ao fim, ainda que eu tenha tido a impressão que o fechamento tenha ficado um pouco a desejar. Pareceu que o fim ainda tem continuação. Ou talvez eu apenas considere isso, pois o final de Kacey tenha sido completamente diferente do qual eu imaginara. Gosto de me surpreender nos finais, mas ou fico a) decepcionada ou b) com raiva ou c) confusa. Torço para que Meg faça uma continuação, pois esse livro tem total cara de continuação; ele merece uma continuação.

Você vai gostar de Óculos, Aparelho e Rock ‘n’ Roll se já leu: os livros adolescentes de Meg Cabot (não listarei todos, mas você pode começar com a série O Diário da Princesa).

> Estrelinhas: 


Jackie já passou dos vinte, trabalha em uma editora de livros eróticos – e ela detesta as vírgulas e os ponto-e-vírgulas com os quais é obrigada a manusear – e descobre que seu namorado, na verdade, não é mais seu namorado. O quê? Sim, e-mails também servem para acabar-com-namoros. Jackie fica sabendo pelo próprio namorado, Jeremy (!), que ele se enturmou muito mais do que pretendia na viagem “para-se-encontrar”. E agora Jackie quer se repaginar. 

Precisa urgentemente de encontros, mesmo que ela saiba que não irão dar em nada. Então ela coloca sua bota de salto alto, uma roupa ousada e arrasta suas amigas para uma boate: está aberta a temporada de caça. Não importa quem é o alvo, desde que o dito-cujo faça Jackie esquecer-se de Jeremy. Ela não aguenta mais pensar quem é a lombriga com quem seu ex está se envolvendo. Jackie se vê, a cada semana, conhecendo caras que tem muito pouco a ver com ela. Retoma a amizade com Andrew, um amigo de Jeremy, tem que lidar com suas amigas loucas – por que Sam é tão neurótica? -, ignorar os telefonemas da mãe e tentar não estrangular a irmã mais nova, Iris. 

Com tantas pessoas ao redor lhe sufocando, Jackie tem que aprender a seguir em frente. Tem também que aprender a dar adeus às coisas – e pessoas, principalmente; exemplo? Jeremy, Jeremy, JEREMY! – e encontrar um novo rumo e significado para sua vida. Será que Jackie vai conseguir superar tudo o que está sentindo?

Observação: ainda não entendi por que minha amiga Camila teve coragem de trocar esse livro comigo, de verdade! Porque eu me apaixonei por Temporada de Caça: Aberta desde o primeiro capítulo!

Jackie me fez rir mesmo quando eu não poderia rir. Os pensamentos de Jackie, que saem em um fluxo de intensidade atrelados, que puxam diversos assuntos em um só parágrafo, me fizeram adorar completamente a narração. Eu tentava parar em um capítulo “x”, mas não conseguia, pois a narração gostosa me incitava a acompanhar o próximo, e o próximo e o próximo. 

As situações hilariantes pelas quais Jackie passou – piercing no umbigo, cara A que não larga do pé dela, cara B que é ruim de cama, trem que pega fogo e que a coloca no noticiário por meio segundo – me divertiu a cada página. 

Dá para perceber que Sarah conhece os dilemas e as aventuras pelas quais as mulheres acima dos vinte passam, por isso consegui visualizar a Jackie como a típica mulher insatisfeita com o trabalho, com si mesma e com o tipo de vida que leva.

Infelizmente, o final deste livro também não terminou como eu previa. Tive também a impressão de que ele ficou inacabado. Porém, apesar disso, vale completamente a pena.

Você vai gostar de Temporada de Caça Aberta se já leu: a série Boys de Meg Cabot (O Garoto da Casa ao Lado, Garoto Encontra Garota e Todo Garoto Tem). 

> Estrelinhas: 



Próximas resenhas: As Vantagens de Ser Invisível e A Culpa é das Estrelas!

Love, Nina 

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1 comentários


  1. Amor,

    Saudades suas também!!

    Caro me falo de um acidente. Vc está bem? Precisa de alguma coisa?? Qq coisa mande um email ok?!!

    bjinhos flor

    Gabi Lopes

    ResponderExcluir

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