Editado por Alice Gonçalves . Tecnologia do Blogger.

#Resenhas: 2 em 1

by - novembro 16, 2012


Charlie escreve cartas para um destinatário que não temos ciência. Ele relata as pequenas e grandes coisas de sua vida; família, amigos, contato com drogas, com bebidas, com sexo, com o amor, com meninas, com homossexualismo e com as despedidas. Charlie é reservado e tímido. Faz amizade com seu professor de Inglês, que lhe empresta livros incríveis.

Sua vida é pacata, comparada aos outros adolescentes de mesma idade, porém, assim que conhece Sam e Patrick, Charlie é sugado para um mundo desconhecido e excitante. Seus dias singulares começam a mudar a partir das coisas e sentimentos que experimenta ao lado de seus amigos. Tem que lidar com a paixão por Sam, com segredos de Patrick e com segredos familiares. Aos poucos, Charlie é corrompido por seus novos atos ilícitos e relata suas experiências como se fossem coisas comuns.

Certo. Eu esperei muito tempo para ler esse livro. Fiquei na expectativa. Imaginei que ele se tornaria o meu livro preferido. Mas não foi isso que aconteceu. Confesso que me decepcionei com o Charlie.

O Charlie sobre o qual as resenhas apresentam e que foram lidas por mim é maravilhoso. É o garoto fofo e meigo que todas as meninas se apaixonariam. E, sim, elas poderiam se apaixonar por ele. Eu mesma poderia me apaixonar por ele, porém, confesso, sou contra quase tudo o que ele faz depois que conhece Sam e Patrick. Você pode pensar que sou careta. Quer saber? Sou mesmo careta. Não gosto – normalmente desprezo – pessoas como o Charlie, que precisam de drogas e bebida e cigarros para se encontrarem.

Por um lado, pareceu-me que Charlie não tem a capacidade de rejeitar as coisas, de dizer não. Ele simplesmente aceita, assim como aceita tudo o que vê e que ouve. E por outro lado, pareceu-me que Charlie é um menino indiferente. Aquele tipo de pessoa que não se importa com as coisas ao seu redor, que apenas diz sim para não se incomodar mais tarde.

Não consegui me apegar a nenhum personagem. Não consegui achar nenhum deles especial. Sam poderia ter sido diferente: uma menina mais adorável, mais compreensiva. E Patrick... cara, para mim, ele nem precisava estar no livro. Ele não acrescenta em nada à história; consegue, às vezes, causar incidentes, mas nada que me faça gostar dele.

Charlie escreve muitas vezes que tinha uma tia que amava muito, mas que morreu. Em minha opinião, essa tia é a única coisa concreta que faz Charlie ser um menino meigo. A lembrança que ele tem dela é o que me fez enxergá-lo como um menino frágil, que precisava de ajuda. Não o tipo de ajuda a que ele recorre – drogas, cigarro e bebidas -, mas ele precisa de uma amizade verdadeira. Não achei que a amizade que ele manteve com Sam e Patrick possa ser chamada de amizade, porque Sam e Patrick não auxiliaram Charlie em nada de fato.

Achei a história um pouco vaga. Parece que existem buracos na narrativa, que não é nada excepcional. Charlie, ao mesmo tempo em que parece ter 12 anos – e por que ele ficava chorando tanto, alguém pode me explicar?! -, parece também que ele é muito mais velho do que realmente é, por conta das situações que envolvem principalmente as drogas.

Você vai gostar de As Vantagens de Ser Invisível se já assistiu: ao seriado Skins (mas recomendo apenas as três primeiras temporadas, que, em minha opinião, são as melhores).

>> Estrelinhas: 


Hazel Grace tem câncer nos pulmões, e sua mãe começa a achar que a filha está depressiva demais – já que Hazel parece dedicar bastante tempo para pensar na morte. Por isso, sugere que ela se insira em um Grupo de Apoio. Hazel, a princípio, detesta a ideia de frequentar o grupo, já que todo mundo também tem câncer e só fica falando sobre suas doenças. Porém parece que Hazel está com sorte: Augustus Waters, um amigo de um dos frequentadores do Grupo de Apoio, parece estar a fim de conhecê-la melhor.

Hazel não se intimida e engata uma conversa com ele, que a convida para assistir a um filme em sua casa. Hazel, aos poucos, se vê cada vez mais próxima de Augustus – ou apenas Gus -, e a relação se faz cada vez mais necessária depois que Augustus começa a ler o livro preferido de Hazel, Uma Aflição Imperial. Hazel confessa aos leitores que já escreveu muitas cartas para o autor do livro-bíblia, mas que nunca obteve resposta.

Então, Augustus usa um dos seus Desejos para levar Hazel a uma viagem até a Holanda para Hazel conhecer Peter Van Houten, o autor de Uma Aflição Imperial, e lhe fazer as perguntas que não saem de sua cabeça acerca do final do livro. Na viagem, é inevitável que Hazel não consiga mais resistir à Gus. E então eles engatam em um namoro com muito humor e dificuldades.

Já li alguns livros com o mesmo tema de A Culpa é das Estrelas. Mas eu sempre acho que cada livro é diferente. E, sim, a história de Hazel é diferente e encantadora. Hazel sabe que vai morrer e isso é o que a difere das outras personagens acometidas às mesmas situações. O que mais me chamou atenção foram os diálogos engraçados entre Hazel e Augustus.

Gus é um pouco petulante, mas sua petulância é necessária para a relação. Ele me fez rir diversas vezes, mesmo por coisas bobas. O relacionamento entre eles é doce e divertido. O mais interessante é que Hazel nunca pretendeu encontrar um amor e acabou que Augustus se tornou a alegria de sua vida. É fácil de perceber o quanto eles se amam, o quanto Hazel e Augustus fazem sacrifícios para estarem juntos.

O romance narrado a cada página é muito mais romântico que qualquer pôr do sol à beira da praia, realmente. O romance é muito mais romântico do que flores e caixas de bombons e corações espalhados pelo chão. Hazel luta constantemente contra si mesma, pois precisa estar ao lado de Augustus até o fim.

A Culpa é das Estrelas é um livro tocante, que nos faz ter esperança, apesar de tudo. Faz-nos torcer pelo amor e, especialmente, pela vida. Acho que existem dois tipos de pessoas; as que a) aceitam a morte, mas que lutam assim mesmo e as que b) não aceitam a morte, mas que não fazem nada para mudar a vida. A princípio, Hazel era uma pessoa do tipo b, mas conforme as dificuldades chegam, ela se torna uma pessoa do tipo a, porque ela sabe que precisa de Augustus até o último dia.

Você vai gostar de A Culpa é das Estrelas se já leu: Antes de Morrer e Um Amor Para Recordar.

>> Estrelinhas: 

Breve, mais resenhas!

Love, Nina.  

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3 comentários

  1. aaaaatá, e depois tu vem me dizer que tuas resenhas são fracas!
    mas atéeee parece!
    eu adorei as duas; tu me deixou sem vontade de ler o primeiro livro, e com muiiiiiiita vontade de ler o segundo! asuifhausifhai
    mtmt bom!
    bjjjjjj

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  2. AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH.
    QUEEEERO ESSE THEME PRA MIM, OK?!
    é TIPO AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHH.
    hahahaha
    Vou ver como estarei no mês de dezmbro, mas talvez consigo sim.

    Beijos ;*
    Carol,

    http://caixa-a-a.blogspot.com

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  3. Dois livros que eu queria muito ler *-* Quase comprei A culpa é das estrelas uma vez, mas na hora de pagar passei a maior vergonha porque não sabia que estava sem dinheiro na carteira kkkk
    Já As vantagens de ser invisível estou com mais vontade de assistir ao filme por causa da Emma :DDD mas ainda assim quero muito ler o livro.

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