Editado por Alice Gonçalves . Tecnologia do Blogger.

#Livros, muito obrigada!

by - janeiro 31, 2013


Fenoglio: Ah, sim. Você quer ser escritora...
Meggie: Você fala como se isso fosse algo ruim.
Fenoglio: Não, não. Apenas solitário. Às vezes, o mundo que você cria parece bem mais amigável e vivo do que o que você realmente habita.
Meggie: Eu queria poder estar nele...
(Coração de Tinta - O Livro Mágico)

Tenho sentimentos contraditório pelos meus livros preferidos. Quase não empresto, e eles mal saem do meu quarto. Puro egoísmo! Mas eles são como pessoas para mim. Você não consegue dividir sua pessoa preferida com metade do mundo, certo?
Costumo pensar que não é o livro em si que se torna meu preferido. Na verdade o que o faz tão adorado é, especialmente, o(a) autor(a) e os personagens. Muitas vezes, a história não tem quase que peso algum. Ela apenas complementa a essência do livro. Por isso, os personagens principais sempre se tornam meus melhores amigos. Se preciso de um conselho sei que iriei encontrá-lo em uma devida página - muito comumente marcada de alguma maneira por mim.
E se você tem um melhor amigo que é personagem fictício, vai entender o que irei falar.
Sabe quando você se nega a entender que o livro acabou? Que não existirá mais telefonemas para livrarias, que você não vai mais esperar meses para o próximo volume e que, principalmente, você não vai mais poder sentar-se na cama e viver das aventuras daquela personagem?
Então, instintivamente, não há como repelir as lágrimas. 
E você pode achar que é bobagem, que está sendo infantil e que "é apenas um livro".
Mas não é.
Você sente que a última palavra que leu separou-a daquilo que você se encantou e que, para sempre, irá lhe encantar.
Você vai reler muitas e muitas vezes o mesmo livro e vai chorar da mesma maneira, porque é como se um amigo tivesse ido embora. Pior: você sente que não pode fazer mais nada por ele. Agora você está sozinha, e ele criou asas. 


Confesso que sempre choro nos finais de O Diário da Princesa. Porque a Mia é a minha melhor amiga. Eu tenho muitas amigas reais, que me dão conselhos, que me fazer rir, que amam as mesmas coisas que eu, porém a Mia é como se fosse uma extensão de mim. Tanto quanto a Meg Cabot se vê na Mia, eu me vejo também.
E, surpreendentemente, a Fani, de Fazendo Meu Filme, parece merecer um lugarzinho no meu coração. Da primeira vez que li a série me irritei diversas vezes com ela, por achá-la um pouco imatura e muito, mas muito chorona. Sério, ninguém é tão chorona quanto essa menina!
Porém - depois de diversos acontecimentos desastrosos na minha vida recentemente -, tenho que dizer que entendo a Fani. Se eu me mudasse por um ano para longe de meu país, eu também choraria de saudade das pessoas que ficaram aqui. Especialmente se eu tivesse um amor recém-encontrado.
Aceitar o drama da Fani foi bastante complicado no começo, pois não conseguia vê-la como uma adolescente de 16 anos. Mas, depois, percebi que sou como ela. Tenho aquela síndrome de Peter Pan. E, embora tenha como favorito o último livro, por ela estar mais madura, acho que, por um lado, ela deixou de ser a Fani. Aquela Fani tão parecida comigo, que tem vergonha de tudo, que tem poucos amigos, que tem uma paixão tão fervorosa por algo que todos a taxam de "obsessiva". No entanto, por outro, foi maravilhoso descobrir a Nova Fani. Aquele tipo de personagem que alguém tímido gostaria de ser um dia - expansivo, popular e completamente repaginado. 

O que mais me fez chorar não foi o fato de ela conseguir seu Feliz Para Sempre com o Leo - que, na verdade, não é tão encantador quanto o Rodrigo :) -, mas sim ter mudado tanto e eu não perder mais acompanhá-la. Deixar de fazer parte da vida de alguém dói. Mesmo que esse "alguém" não exista realmente. 

Costumo dizer que bons livros nos mudam. E, além disso, fazem parte da nossa vida para sempre. São histórias, personagens e autores que fizeram você ser quem é hoje. E sou muito grata a todos os meus livros e escritores preferidos. Além de eles fazerem parte da minha vida, me impeliram a continuar a ser eu mesma. A lutar por que quero.
O  mais importante: eles me fizeram encontrar o que tenho de melhor para oferecer ao mundo. 

As palavras. 
Podem não ser muito importante para você, mas sem elas eu não saberia seguir em frente. 

Dedico esse post a todos vocês, escritores, que criam mundos maravilhosos e que mudam minha vida constatemente.

Love, Nina. 

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3 comentários

  1. Feliz demais por voce nao ter abandonado o blog....

    Indiquei você para um MEME a leitura, acho que voce tem a cara disso futura escritora.... olha no meu blog e voce entenderá.... bjs e até

    http://brincardecrescer.blogspot.com.br/2013/02/meme-de-incentivo-leitura.html

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  2. Ninaaaaa! Que felicidade em ler uma postagem sua!
    Às vezes me preocupo quando você some por tanto tempo.
    O que dizer sobre os livros da Paula ein? Eles realmente são uma dose de energia, gosto demais, hehe :)
    Por falar nisso, quero fazer a postagem sobre a sessão de autógrafos com ela, ainda essa semana, mas não sei se vai ser possível por que as fotos estão no celular do Bruno, e eu quer colocar a foto que tirei com ela..

    Beijos!
    Carol! :)
    http://caixa-a-a.blogspot.com

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  3. Nina, adorei seu blog, já estou seguindo!!!
    Adorei este Post, primeiro pela citação do livro "Coração de Tinta", porque será? E depois por conta do livros da série Fazendo meu Filme... amei ler essa série é muito fofa!!!
    Bjks Linda!!!
    http://coracaodetinta.blogspot.com.br

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