26 de julho de 2013

#Livro: Charlotte Street

Oi, cherries! Depois de algum tempo, ofereço-lhes mais uma resenha literária!

Eu sofro de impulso literário. Fico, literalmente, louca numa livraria, querendo levar todos os livros que vejo para casa. Mas isso se revela ser um comportamento um pouco penoso e que, em alguns casos, me traz arrependimento. 
Já me deixei levar por capas antes. E o que dizer sobre essa? Ah, minha querida Londres! Você é tão linda e tão convidativa! Deve abrigar uma leitura tão encantadora quanto você mesma! Não é mesmo?

Não. Definitivamente não. 

Sinto em lhes dizer que, apesar da sinopse bonitinha (daquelas que dá mesmo vontade de começar a ler o livro instantaneamente) e das críticas positivas sobre o autor ser hilário e inteligente, a história é tão pobre e fraca que eu quase não a terminei. 

O ponto de partida é quando Jason Priestley (acho que o ator quis fazer graça com o homônimo do personagem de Barrados no Baile apenas porque, na mente dele, isso pareceria muito hilário) esbarra numa moça que está saindo de um táxi. Ela parte, mas não sabe que deixou com ele sua câmera descartável. E o inesperado encontro começa a fazer Jason agir como um louco apaixonado. Ele quer, a todo custo, encontrá-la, pois ela é A Garota. Sempre há uma garota, ele diz, no entanto, à medida que a história permanece no mesmo ritmo repetitivo e morno, Jason percebe que quer essa garota em especial. Ao menos para devolver sua câmera. Levado pela curiosidade, ele acaba por revelar as fotos dela e, de acordo com algumas pistas reveladas nelas, segue numa caçada pela garota. 

Parece que é uma caçada alucinada e cheia de tiradas hilárias, a princípio. Mas não é. A escrita de Danny é agradável, porém não é atraente. Ele tenta fazer a narração de Jason de um modo que passe a impressão de que ele é miserável e ferido, mas que, abaixo disso tudo, há um sarcasmo - que, por sinal, nunca entendi. Não encontrei um pingo da tal graça que todos dizem ter notado neste livro. Não sei se foi porque há muita referência a assuntos que não me interessam nem um pouco, ou apenas porque o nível de inteligência é diferenciado (ele sempre faz alusão à games, nível de inteligência que não faz parte do meu pacote), ou apenas porque não é o tipo de livro ao qual estou acostumada. Os personagens são adultos, no entanto, em alguns sentidos parecem ser bem imaturos, o que faz toda a ideia de ter um romance "irreverente" cair por terra. Sem contar que a tal "história de amor" deixa muito a desejar, já que, na verdade, não há uma história de amor em si. Jason não encontra a mulher e narra as conversas entre eles, que somente serve para que ambos se apaixonem verdadeiramente. Não direi aqui o fechamento, mas garanto que é algo que me fez perceber que gastei dinheiro desnecessariamente, se contar nas horas perdidas por lê-lo. 

O resultado da leitura é desanimador, sinceramente. Insere-se justamente naquele quadro no qual os leitores esperam demais da história e acabam por se decepcionar. Por isso, a menos que você precise muito de uma distração morna, sem grandes surpresas e sem muita emoção, não o recomendo com grande fervor.

~*~

Estive pensando em sorteá-lo aqui no blog, caso exista mesmo interessados nele. Estou tentando terminar a minha pilha de livros ainda não acabados para ver se, além desse, sorteio outros junto. Por isso, preciso saber da opinião de vocês. Vocês querem mesmo um sorteio com esse livro e mais alguns? Em breve posto mais sobre isso, caso eu enfim chegar aos 50 seguidores!

Love for books always, Nina. 

22 de julho de 2013

#Finchel is Forever ♥

Olá, cherries! 


Bom, desde a trágica e irreparável notícia sobre o Cory tudo o que tenho feito é ouvir canções na versão Glee, Against the Wind e Looking Back. E daí que me deu uma enorme vontade de rever as minhas cenas favoritas de Finchel, como sempre. Essa vontade sempre acaba voltando, na realidade... E decidi partilhá-las com vocês pra que possam também "revê-las" (apesar de ser um soco no coração, I know). Mas sei que, embora muita gente não consiga mais encarar a série como antes, Finchel vai ficar para sempre no coração e nas mentes de todos ♥ 

Rachel: We were good.
Finn: Good? We were amazing!
Rachel: The kiss was... Interesting.
Finn: Yeah, I'm calling the kiss of the century. 
Jesse: You're wrong, Finn. The kiss wasn't professional, was too personal and intense. The judges don't like it, they'll consider common and vulgar and cost you Nationals. Hi, Rachel. You look amazing and you sang great, you shouldn't have kissed him.
Rachel: Why are you here, Jesse?
Jesse: For you. 
Finn: Dude, back off. You are just jealousy. Jealousy for what we have and for what we share with entire audience, because was shared between two people who love each other. Was the Supermen of the kisses. It came with your own cape, right, Rachel?
(2X22 – New York)

Rachel: Where have you been?
Finn: Hiding out. Everybody hates me. 
Rachel: They don't. It isn't explain why you don't talk with me since we were back. 
Finn: Because you may be more pissy off than everyone else. I screwed up! I'm humiliated. Everyone worked so hard for everything, and I supposed to be this big shoot lider holding everyone together and I blow it. Cost us championship. 
Rachel: Look, being a artist it about express your real feelings in that moment no matter all the consequences. What you feeling in that moment?
Finn: That I loved you. And that I would done or give anything to kiss you one more time. 
Rachel: So you did. You gave all for one kiss. Was worth it? 
Finn: Yeah, and what about you? Was it worth for you?
Rachel: Yeah. Cause I know in my heart that we are another shoot in Nacionals. You have to know... I'm leaving, Finn. I'll go to New York and I will never coming back. 
Finn: Graduation is a year away. Have you any plan till there?
(2X22 – New York)


(P.S.: tinha me esquecido desta cena ontem!)

Finn: He didn't liked me.
Rachel: What? Who?
Finn: The recruiter. He watched the game and I waited like a idiot for twenty minutes while he talked with Shane. I even take a shower or changed my uniform for fear that I missed him.
Rachel: Wait, I don't understand what that's mean.
Finn: Means that I'm a sucks! It's means that I gonna stuck on here forever! Cooter won't recruit me! He said that I reaching in my ceiling!
Rachel: There are other colleges.
Finn: How there are others schools besides NYADA? I not good enough! I'm not good enough for being a quarterback to get a scholarship, I'm not sing good enough to get in NYADA. It's over for me!
Rachel: Stop it! Finn, look at me. Your dreams are not dead, ok? You just have to grow up without them, you have to find others new now.
Finn: I don't know how.
Rachel: We figure it out together. You are special. You know how I know that? Because I'll give you something that no one else will get.
Finn: You don't need do this, ok? The play is over, there is no point.
Rachel: No, the point is that I was wrong and stupid and imature, probably for not the last time, I lost in my ambition and...
Finn: And now?
Rachel: Now I'm just a girl with the boy she loves wishing remembering this moment for the rest of her life.
(3X5 – The First Time)

Finn: We are here.
Rachel: Are you are you joking? Cause it's not funny. We are gonna be late.
Finn: You will board the train of four twenty-five to New York. Your dads gonna meet you there and will help you with the dorm at the new school. You gonna spend four years of your life there and never set foot the place, so...
Rachel: But I have all the year to go and look at it.
Finn: You gonna go in the fall, you won't delay. We're not get married.
Rachel: You don't wanna marry me?
Finn:I wanna marry you so badly that I can't go through with this. But the thought of you stuck here another year because of me makes me sick.
Rachel: So came with me. Ok? We can get married in New York and living in a shue box apart together. Will be romantic.
Finn: Do you love me?
Rachel: Of course I do!
Finn: So tell me the truth, not something that you think I wanna hear. You wanna hundred percent that you wanna marry me?
Rachel: No one is hundred percent sure of anything.
Finn: I am. I'm sure that are something especial. That this is just the beggining for you. You gonna do amazing things. But to get there you got for this experience to your own.
Rachel: Wait a minute.
Finn: Listening. You gotta to live this experience.
Rachel: Wait a minute.
Finn: I cannot be there.
Rachel: Wait a minute, are you breaking up with me?
Finn: I'm setting you free.
Rachel: Oh my god.
Finn: You know how hard this is for me? How many times I cried about this?
Rachel: No, I'm not going. I'm not going. Not without you.
Finn: You don't have choice. I can't go with you.
Rachel: So I’ll stay here. I’ll go to everywhere you going.
Finn: Fort Benning, in Georgia? I need a chance to redeem my father, ok? I...
Rachel: Oh my god. Oh my god. Wait a minute. You joined the army? Are you insane? I can't believe this is happening right now.
Finn: Is one of the places I know you couldn't follow me. Look, you... You need get on that train. Ok? And you gonna go to New York and you gonna be a star. Without me. That's how much I love you. You know what we gonna do? Surrender. I know how hard this is for you cause how hard you hold on the stuff. But we’ll sit here and we gonna let go. And let the universe doing this thing, and if will ment to be together, so we'll to be together. Whatever in a little single shue box apartment in New York, or on the other side of the world. Ok? Will you do with me? You'll surrender?
Rachel: I love you so much.
Finn: I love you.
(3X22 - Goodbye)


Rachel: This is where you proposed me. When you did you remind that here was our first date, also is where we first meet. Do you remember that?
Finn: yeah, you really freaked me out.
Rachel: This place is like our Jerusalem. All the roads seems just lead  back here. I went to your house. Into entire shop, but i should known that you'd be here.
Finn: I know this sounds like weird, but I felt like singing here. Seems like helped me out in the stuff before, so...
Rachel: Yeah, I would have come here first, if you had pick up the phone, or answered my texts. Instead, I had to get a plane and drive around town searching for you like idiot.
Finn: Sorry, I needed a time to think.
Rachel: You had four months! I hated you for what you do in that train station.
Finn: I just try to help you.
Rachel: I hated you! Mas when I got to New York I think how much you love me, and how hard that was for you. And I thought this... This is how a men looks like. This how a men loves. But you... Not telling me where you were for four months and sneaking in the middle of the night without saying goodbye, that's isn't be a men, Finn.
Finn: I was trying to give your freedom.
Rachel: I don't need that you give me my freedom! I'm a grown woman! I don't need that you hide from me to keeping me doing the right for me!
Finn: Like that Brody guy?
Rachel: Has nothing to do with Brody, ok? Don't you think that I rather be with you?
Finn: Don't you said him was in Broadway? Right? Him have, like, thirty percent fat body? And who am I? I barely finished high school, and my life is absolutely no direction.
Rachel: Don't you get it? No matter how rich, or famous, or sucessfully I became when comes to you I always gonna be that silly girl that freaked you out in our first Glee's assay. You were the first boy who makes me feel loved, and sexy and visible. You were my first love and I want, more than anything, for you be my last. But I can't do this anymore. At least, not now. We're gone.
Finn: Uau, what I gonna do with my life? I don't got my girl, a job, or a place in this world.
Rachel: You have you. And this is better else in the world, as far as I'm concerned.
(4X4 – The Break-Up)


Finn: That's weird, traditionally only single ladies can catch the buquê. She loves me.
Rachel: I'm single.
Finn: You live with a guy. She loves me not.
Rachel: Have you been drinking?
Finn: You was the one that told me to stop to mocking around and being so sad sack. She loves me. And got me thinking about Will and Emma. About how relationships are like flowers. If you find a fine seed, put in a good soil, give water and sunlight... Bam, a perfect bud. She loves me not. And then comes winter and the flower dies. But if you take care that garden, spring come along and the flower will bloom again. She loves me.
Rachel: Are you telling me that you wanna to be a gardner?
Finn: I'm asking you how you can live with a guy, but still be single. She loves not.
Rachel: C'mon, it's New York! Did you never see Sex and The City? Brody and I had a very mature conversation, and we just decided that we won't, you know, put any labels or anything, or concern about who we are.
Finn: She loves me. So do you believe in all that stuff about no labels and mature conversations, Sex and the City? Really? She loves me not.
Rachel: Do you think I'm lying to you?
Finn: I think you lying to yourself. She loves me. And I think the real reason that you can't really commit with Brody is because you're in love with someone else. She loves me not.
Rachel: You?
Finn: You and I both know how this thing ends. I don't know how or when and I don't care where you're living or what dope you're shacked up with, you're my girlfriend. We are endgame. I know that and you know that.
(4X14 – I Do)

~*~

Sim, está tudo em inglês, porque não tive paciência para traduzir, HAHA. Acho que eu levaria bem mais tempo, eu apenas fiquei escutando as cenas e as transcrevendo no Word. Desculpe-me quaisquer erros, porque digamos que eu não seja fluente nem nada assim. 

Mas então, quais são as cenas favoritas Finchel de vocês?

~*~
Forever Our Faithfully, Nina. 

20 de julho de 2013

#Dai-me Português, porque se me der força jogo um professor em cima de alguém.

Se você já leu algo que alguém escreveu e ficou pensando que não entendeu quase nada, porque se ateve demais às vírgulas insanas. Se você já arregalou os olhos por ter lido uma frase completamente sem nexo pela falta conhecimento da pessoa cuja frase foi escrita. E se você já teve vontade de rir de chorar ou chorar de rir pelos "pq's" e "vc's" e "tmbm's" alheios... Você está no lugar certo. 

Costumo pensar que sou neurótica quanto ao Português. Louca, louca, louca. Saio atrás de erros ortográficos e gramaticais. Não sou capaz de me segurar. Corrijo todo mundo, do menor ao maior erro. E não, não penso que a culpa seja da falta de escolaridade, mas sim da capacidade pessoal de cada um. Conheço pessoas de 12 anos que escrevem extraordinariamente bem quanto tanto conheço pessoas de 30 que deveriam reaprender o alfabeto. 
Quer a resposta? Desinteresse. 
Já ouviu falar naquela frase "Não adianta ensinar quem está decidido a não aprender?". Válida demais. 
Eu costumo corrigir as mesmas pessoas pelos mesmos erros. Toda hora. Sou do tipo que tem uma paciência perseverante quando se trata de ensinar o Português às pessoas; construo resumos simples e totalmente auto-explicativos, sem poupar os exemplos. Creio que as pessoas os leiam, mas ler não é o suficiente. Você tem que entender
E elas não entendem. 
E aí, olá, erros repetidos mais uma vez. Olá, surtos silenciosos. Olá, vontade de arrancar minha cabeça. 
Você diz: acontece. 
Não, meu caro. Não era para acontecer. E é isso que me assusta. 

Você entra na escola e começa a ter aulas de Português desde os cinco anos, aprendendo as letras do alfabeto, aprendendo a juntá-las para formar seu nome, aprendendo a escolher as palavras certas para formar uma frase. ABC do português. E aí, tudo complica, certo? Errado, é você quem acha que tem que complicar o Português! 

Você entende o Inglês e o Espanhol. Você sabe bem mais sobre língua estrangeira do que sobre a sua própria língua. Não é normal nem bonito. Quer ir para os EUA? Beleza. Quer ir para Buenos Aires? Beleza. Mas aprenda primeiro a falar o Português, querido. Se você nem ao menos entende a sua língua, como vai compreender a do vizinho? 

Vivo brincando com uma amiga que eu deveria dar aulas de Português para leigos. E eu montei um prospecto de aprendizagem, caso você precise de um guia.

#1) Você nunca sabe Português tanto quanto acha que sabe  não vai estudar para a prova, porque "você nasceu sabendo Português"? Arranje uma desculpa melhor. Estude, sim. Você vai descobrir alguma coisa que ainda não tem ciência. 

#2) Leia bastante  está comprovado que pessoas que leem escrevem e falam melhor, pois amplia o conhecimento de palavras e ainda melhora o poder de dissertação. Além do mais, seu mundo nunca mais volta a ser o mesmo. 

#3) Ninguém escreve sem erros cem porcento do tempo  mas isso não significa que você pode se dar o luxo de escrever tudo o que vem à cabeça sem editar o que realmente precisa, por isso revise o seu texto/mensagem/trabalho.

#4) Aprenda os porquês, acima de tudo  pessoas que não os sabem podem provocar ataques cardíacos nas outras, além de não expressar claramente o que pretendia e uma pergunta se torna uma afirmação, ou uma explicação se torna algo tão louco que ninguém vai entender. 

#5) Escreva como alguém que pensa, não como alguém que apenas fala – há regras restritas, foque nelas. Preste atenção nas dicas de certo x errado.

#6) Permita-se rir dos erros absurdos que comete  mas nunca esqueça de corrigi-los para não correr o risco de alguém fazê-lo rindo da sua cara. Já pensou?

~*~

Ministério do Bom Português adverte: o uso irregular da língua pode provocar desemprego, repetição de ano escolar ou de cadeira da faculdade, e você pode ser tachado de ignorante e ser motivo de risadas alheias. Sua utilização indevida não é nada menos do que preguiça de estudar. Portanto, estude o quanto for preciso parar sair desse buraco. 

~*~

Yes you can improve your Portuguese, Nina. 

16 de julho de 2013

#Be Your Own Lesson

Estava escrito em letras garrafais. 
Não entendi. Parei e me dediquei a estudar meticulosamente cada letra, cada palavra, até que elas formaram o propósito da lição. 

"UNS CHEGAM, OUTROS VÃO. NOSSA VIDA É COM AQUELES QUE FICAM".

Continuei não entendendo. Olhei para todos. Ah, suas marionetes infelizes! O ar foi furado pela minha mão angustiada. 
"Mestre?", chamei alto. 
Ele era meu preferido. Eu o adorava, o idolatrava, o admirava. Ele foi um dos poucos que surtiu diferença nas minhas ideais e questionamentos. Ele foi um herói socialista disfarçado de professor que apenas não fez mais diferença no mundo porque era um em um milhão. Você diria, muito. Um é o suficiente para acabar com todos. Não é, não. Precisaríamos dele e de mais mil. E mais mil. Ele é um, único. Uma peça. Um Mestre.
Seus olhos procuraram os meus, porque nós éramos iguais. Mestre, mas aprendiz. "Sim, querida?", ele me inquiriu, com a sua expressão de um nato revolucionário. 
"Tudo não seria questão de ponto de vista, Mestre?", quis saber, ainda com a minha cabeça correndo milhas e milhas inúteis para alcançar a lógica evasiva dele. Ele não me interpelou, pois era assim que ensinava: insistia que deveríamos, acima de tudo, articular tudo para depois recebermos o novo fundamento. "É claro que, de maneira geral, isso é racional. Mas, Mestre, e as emoções? Não deveríamos, antes de agir, sentir? Isso não é ciência exata, sempre há lacunas para o livre-arbítrio. Nós podemos escolher o nosso caminho. E se o nosso caminho não for solucionado apenas com a exatidão dos conceitos? Não deve haver verdade plena em tudo que nos ronda, Mestre, não é mesmo?". 
"Querida, somos sociedade, mas antes de tudo, somos nós. De um a um compõe-se um grupo, e nem todo grupo é par. Você, presumo, é ímpar. É glorioso, no entanto desnecessário. A verdade se mascara de mentira, e, de mentira em mentira, têm-se História e Filosofia. Não se engane, quem conta a História são os vencedores. As lacunas abertas têm origem na exatidão dos conceitos, e se não houvesse exatidão, como reconheceríamos as falhas?", Mestre garantiu com convicção, com sua máxima arrogância diluída em um personagem formador de opiniões. "Não estou aqui para formar grupos pares. Não estou aqui para lapidar alguém, não. Vocês têm o único utensilio capaz de mudar suas vidas, e não sou eu. Eu sou apenas um intermediário na batalha. Todo ponto de vista tem seu rebatedor. O ponto de vista é seu", Mestre desviou seus olhos de mim para meu colega ao lado, ", mas dele também. A voz é sua, mas dele também. A determinação é sua, mas dele também. E tudo muda, constantemente. Ninguém nem nada é imutável. Os ciclos mantém tudo desordenado que, por incrível que pareça, é o que nos mantém ordenados".
"Mas se tudo muda, porque as emoções não? Por que elas são as únicas que perduram? Elas não caberiam aqui, Mestre?", insisti, incapaz de me controlar. 
"Elas sempre couberam, querida", Mestre me responde. "É delas que viemos todos. Nós sentimos para nos diferir dos outros, dos que já foram um dia".
"Nem todos ficam, Mestre. O senhor deve saber disso", estava surpresa por ser tão mais racional do que ele. Não. Não racional. Nunca fui racional. Quem me ensinara esta virtude fora ele. Eu era angustiada e passional. Minhas emoções eram o turbilhão que me moviam. Agia também, mas sentia de maneira exagerada antes de tomar alguma atitude. "Muitos se vão e, mesmo assim, permanecem conosco".
"Não permanecem. Elas podem persistir em nossa mente por um período indefinido, mas se vão junto. As memórias sempre se vão", ele respondeu. Sabia que Mestre tinha perdido a coerência. Ele estava agitado. 
Rebati incontrolável: "Não se vão. As lembranças sempre ficam. Ou o senhor já se esqueceu do rosto e da voz da sua mulher?". 
Mestre pigarreou, observando a inquietude da turma. Mestre, mais do que nunca, era meu aprendiz. 
"As lembranças não são isso", ele afirma.
"E o que são lembranças para o senhor?", meu olhar está ofendido e ofensivo. "O passado, o senhor me diz, não é uma lembrança? Nós o esquecemos, é por isso que cometemos os mesmos erros? Ou os cometemos apenas porque não aprendemos o bastante para sequer nos deixamos levar pelas memórias?". 
"Querida...", ele tentou retomar seu ponto de vista. Mas ele não o tinha mais. Não aprendera o bastante, naquele instante. Perdera-se. 
"Sinto muito, mas não será uma frase de efeito que remendará um coração quebrado", eu afirmei em minha defesa. "Corações quebrados, o que senhor pode até mesmo duvidar, são formados por lembranças. E elas nunca terminam, pelo contrário: renascem. Então, cadê seu ponto de vista, Mestre? Foi embora com suas lembranças?".
Tudo fora embora agora. Tudo fora roubado. Uma vida, uma felicidade, um futuro. E tudo por conta de um aprendiz que deveria ter aprendido mais. 

Acredito em Mestres. Eles me doutrinaram. No entanto, o que seria de mim sem minhas emoções e minhas lembranças? Eu não seria eu, eu seria eles. E nada é tão ordinário quanto ser alguém que não é para tentar ser alguém adestrado e ter na cabeça tudo o que todos têm. Ainda quero ser eu até o final. 

Encontre um caminho para você. Não siga aquele que todos já têm ciência. 
Seja de você alguém novo, alguém que vai fazer a diferença sentindo, não apenas 
jogando palavras ao vento. 

~*~

Be more than already you are, Nina.

14 de julho de 2013

#Cory, Forever


Acho que nunca chorei por algum artista. Acho que nunca, na verdade, senti esse baque no meu coração, nem mesmo quando o meu pai morreu. Acho que é porque havia respeito e admiração pelo Cory. E por mais que eu soubesse sobre seu envolvimento com as drogas isso não diminuiu, de modo algum, o sentimento que nutria - e que sei que sempre nutrirei - por ele, por seu talento, por seu trabalho e por seu personagem, nosso eterno Finn, mais do que nunca. 

Até agora meu coração está meio que rejeitando a verdade, de que ele se foi. Minha cabeça está processando isso ainda, mas meu coração... Ah, ele está tão quebrado! Sinto que o Cory levou consigo um pedacinho do meu coração. Por isso, está muito difícil traduzir em palavras meus sentimentos desorientados.

Apesar de toda a saudade e de toda a dor, sobra espaço para um pouco de raiva, também. Fiquei pensando sobre o porquê de ele não estar mais aqui. Não foi nada que se pode desconsiderar, entende? Foi uma coisa grande, uma coisa horrorosa e, na minha opinião, muito egoísta. É claro que ele amava muita gente e que tinha ciência de que muita gente também o amava - gente que sequer ele conhecia de fato, por conta dos milhares do fãs de Glee ao redor do mundo -, mas mesmo assim ele permitiu que as drogas o levassem. Mesmo assim, ele permitiu se colocar em primeiro lugar. Sei que esse problema era antigo, porém dá raiva. Porque não é possível que uma pessoa se entregue a um vício sem se dar conta das consequências, do que pode lhe acontecer. E eu vi acontecer, bem de perto, com o meu pai. Ele era fumante e alcoólatra, então, mesmo que isso pareça um descaso de minha parte, era inevitável o que houve com ele, o desfecho horrível que levou. Agora, por causa dos vícios nem ele nem Cory permanecerão comigo. Entende o que quero dizer? Poderia ter sido diferente, sim. Não diga que não. 

E como lidar com a dor, você se pergunta. Acontece. Nós temos de sentir dor, de nos acostumar com ela. porque todo mundo se vai; alguns cedo demais, é verdade. Mas é num piscar de olhos, a morte rouba quem nós mais estimamos. 

Gostaria de dizer que vai ficar tudo bem. Mas será que vai? Talvez, para mim e para você, sim. Mas e para os que realmente conviviam com ele, quem o conhecia de verdade? Para esses - e não posso deixar de pensar na Lea - tudo vai se ajeitar um pouco mais tarde. Nós perdemos um ator querido, um personagem inspirador, mas alguns deles perderam seus corações. 

Com certeza, Cory, com seu jeito desastrado e alegre, vai deixar muita saudade. Mas a alma colorida dele vai persistir aqui, que é o seu lugar, sempre nos inspirando e nos fazendo acreditar, exatamente como no primeiro dia. Que ele possa fazer a diferença mesmo estando longe. 

Gostaria de compartilhar com vocês um poema do Santo Agostinho que li agora há pouco e que me tocou de um jeito que quase me fez sorrir de tristeza (e espero que lhes façam melhores, também):

A morte não é nada
Eu somente passei
para o outro lado do Caminho.
Eu sou eu, vocês são vocês.
O que eu era para vocês,
eu continuarei sendo.
Me deem o nome
que vocês sempre me deram,
falem comigo
como vocês sempre fizeram.
Vocês continuam vivendo
no mundo das criaturas,
eu estou vivendo
no mundo do Criador.
Não utilizem um tom solene
ou triste, continuem a rir
daquilo que nos fazia rir juntos.
Rezem, sorriam, pensem em mim.
Rezem por mim.
Que meu nome seja pronunciado
como sempre foi,
sem ênfase de nenhum tipo.
Sem nenhum traço de sombra
ou tristeza.
A vida significa tudo
o que ela sempre significou,
o fio não foi cortado.
Porque eu estaria fora
de seus pensamentos,
agora que estou apenas fora
de suas vistas?
Eu não estou longe, apenas estou
do outro lado do Caminho...
Você que aí ficou, siga em frente,
a vida continua, linda e bela
como sempre foi.

A música que mais mexeu comigo enquanto eu estava criando esta playlist, além de The Scientist, foi I'll Stand By You, que pareceu falar diretamente comigo, você entende? Deixe que ela fale contigo também.


Keep Holding On
Cause you know we'll make it through
Just stay stronge.

I miss you already, Nina.