Editado por Alice Gonçalves . Tecnologia do Blogger.

#Heart and Love

by - julho 03, 2013

My favorite song,

Lembra quando eu disse que adoro o Elton John? Continuo adorando, com um porém: como dou atenção demais às letras das canções, não consigo mais escutar Don't Go Breaking My Heart sem lembrar de você. Eu costumo chorar ao ouvi-la, porque cada palavra me remete a o que nós sustentamos. E eu gostaria de não ser aquela pessoa que vai quebrar seu coração. 
Mas, você sabe. Eu faço tudo errado. E, com isso, digo que quebrarei seu coração. 
Poderíamos cantar sobre isso, ou conversar cara a cara. Mas eu sou covarde, lidei com isso por tempo demais; prolonguei a situação até me sentir sufocar. E, sim, estou sufocando. Não que esteja me faltando ar, no entanto... É uma dor que me consome, entende? DÓI NO PEITO, PROFUNDAMENTE.
Não consigo olhar dignamente para você.
Não consigo mais me portar como se fosse ingênua demais.
Não consigo mais ser eu ao seu lado.
Perdi-me.
Deixei os meus pedaços pelo caminho e, ao invés de confortá-lo, sinto que estou afundando você também. Antes, era aos poucos – eu achava que não fosse afetá-lo, que você conseguiria lidar melhor com isso; mas eu perdi a cabeça antes de você, certamente. Não, meu coração. É ele quem se perdeu, quem não suportou o fingimento por mais tempo. Agora, você está sendo puxado para o vórtice confuso e irremediável cada vez mais rápido.
E é por isso que escrevo. Que tento escrever, digo. Não sei se terei coragem de entregar isso a você, para depois sair correndo. Porque, você pode não perceber – nem mesmo acho que alguém perceba –, mas eu sinto vontade de correr dos seus olhos e dos seus gestos a todo segundo. É insuportável para eu ver seu coração mais perdido que o meu. Eu sinto muito por isso. Por tudo, sinceramente. Não quero conviver com essa dor para sempre – ainda que saiba que não tenho como me livrar dela. Por um lado, não quero perder você. Por outro, preciso perder você. Construir uma nova vida sem você. Testar até onde sei viver sem ter você presente em todos os momentos.
Isso me mete medo. Não sei se posso continuar sem você.
Sei que você não esteve comigo desde sempre, mas o pouco que está ao meu lado parece a eternidade para mim. Tento me lembrar como matei todos os sentimentos contraditórios que nutria por você e cheguei à conclusão de que não expurguei nenhum mal, porque ele nunca esteve lá. E amar alguém é aceitar. Eu aceitei e entendi você desde aquela primeira batata frita. Coloquei as diferenças de lado e fui em frente. Porque parecia o correto. E porque parecia que você precisava de mim mais do que nunca.
E, agora, você ainda precisa. Se não mais ainda do que necessitava naquela época.
E isso me mata. Está me matando constantemente. Não quero que você precise de mim. Quero você livre, sem amarraras, sem coração quebrado. Quero você completo, não pela metade.
Sinto muito prolongar a dor e a angústia. Eu também sofri, se quer saber. Todos os dias, em todos os abraços, em todos os olhares. Havia orgulho e carinho, mas havia toneladas de lamentação. Eu quis adiar ao máximo esse momento, porque... Pode parecer fácil. Ridículo, na verdade. Mas não é. Nunca dá para respirar como antigamente depois de quebrar um coração e machucar uma pessoa.
Porque, depois, quem fica machucada é você. Quem vai lutar para se recuperar é você também, não apenas a outra pessoa.
Parece ridículo, certo?
Todos concordariam que eu agi como uma megera por todo esse tempo, sempre tendo ciência do que você sente. Alguns diriam que mereço perder você. Outros, que é a vida – você perde algo todos os dias e, no final, se acostuma com isso. Mas o motivo pelo qual estou aqui escrevendo depois de tanto tempo é que... Enfim precisei me libertar e, com isso, quero libertar você também. É justo, entende? Não consigo evitar pensar que sou estúpida demais, com você, comigo, com todos que nos rodeiam. Que fiz todos de marionetes, todos levando para o túmulo algo que não precisavam manter.
Sei que sou estúpida. Isso pode não aparentar, mas sou. Mas quero que saiba que eu tive sorte de encontrar você. De todos, você foi a pessoa que mais me encantou até agora – e não, não estou tentando fazer você sentir-se menos impotente; é a verdade. Sou do tipo, você sabe, que não se encanta por pouco. E você conseguiu. Encontrou um meio de se infiltrar pelo muro que construí ao meu redor e apagou todas as inseguranças que um dia tive. A única que persiste é insegurança de perder você para sempre. Não planejei deixá-lo livre para sempre. Isso é muito tempo. Quero você de volta, depois. Preciso ter você de volta depois de algum distanciamento. E sei que ele é notório neste instante e não serei eu quem o culparei. Você tem o direito. Assim como teve o direito de escolher a mim para amar. Mas, por favor, depois de mim, encontre alguém novo. Alguém que poderá suprir todas as suas necessidades. Os buracos que ficaram por conta de mim. A dependência de estar lado a lado comigo. A loucura de cair de cabeça em algo que não compreende.
E é mesmo incompreensível e inexplicável como esse tipo de coisa ocorre – como duas pessoas que se amam não têm o seu destino entrelaçado. Eu entendo que esteja zangado. Eu também estou.
Mas deixa eu lhe dizer algo. As histórias são mentirosas. Algumas pessoas não ficam juntas, sim. Isso acontece o tempo todo. Talvez, não porque não haja amor o bastante , mas porque... Não acontece. Não era para acontecer, entendeu? O amor não é um jogo de sorte ou azar – muitas vezes há muita sorte, mas nenhum destino ou futuro. O amor, por si só, já é complicado – imagine fazê-lo durar para sempre!
Portanto... Apenas imploro. Por favor, por favor, por favor. Não vá embora. Não para sempre. Quero você comigo, às vezes. Como sempre fomos. Apenas continue. Siga em frente, mas não se esqueça do passado. O passado te faz quem é hoje. Alguém com quem quero dividir muito mais do meu tempo.
Parece tarde, mas não é. Nunca é tarde para dizer “sinto muito”. E eu sinto muito.
E...
Não transforme isso numa canção antiga.
Seja uma nova canção e defina a nova era.

Without heart now.


_________________ 

“Algumas pessoas estão destinadas a se apaixonarem uma pela outra, mas isso não significa que estão destinadas a ficarem juntas” – 500 Dias Com Ela.


Without heart and love, Nina. 

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3 comentários

  1. *levanta da cadeira e bate palmas com lagrimas rolando nas bochechas*

    Incrível, nina, realmente incrível. Não há palavras para descrever esse texto brilhante. Tenho que confessar, sim eu chorei, e não não foi mentira, realmente bate palmas e estou com as lagrimas no meu rosto. Sabe por que? Porque o seu texto me deu nostalgias. Eu lembrei de tantas pessoas que me sentia bem, porem no fim, eu tive que dizer adeus, uma até logo, libertar-la de sua vida sem mim. Realmente sei a dor que vem nisso, sensação de algo vazio, um vazio que dificilmente será preenchido por uma outra pessoa.

    Não tem como ser preenchido, pode sim passar despercebido, mas nunca preenchido. Não tem como, é impossível. Se há cura, então please diga-me. Pois lidar com nostalgias não é fácil ao perceber que aquela lembrança tornara algo tão distante, a ponto de não lembrar mais direito a cor do cabelo da pessoa. é horrível.

    Então Nina, continue assim, eu amo seus textos. Mais uma vez, Parabéns.

    psi: perdoe-me pelos erros, estou muito sentimental para reler esse comentário *limpa lagrimas*

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  2. Oi Nina, que texto brilhante! É tão verdade isso sabia? Acho que um dia todo mundo vai entender, vivenciar um situação (triste) dessa.
    Você soube transcrever muito bem, soube trazer sentimento! Lindo mesmo!
    E sobre a playlist, ouvi! Tô ouvindo ainda, aliás. Não consigo fechar a sua aba, muito boas viu? Algumas eu conhecia, outras não. Mas é bem o estilo que eu amo! rs
    Beijos!!

    miragem-real.blogspot.com.br

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  3. E essa é a história da minha vida. Tudo que aprendi nos últimos anos e você passou para esse texto brilhante Nina.
    Está realmente incrível, amei de paixão cada palavra e compreendi cada sentimento.
    :*

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