2 de agosto de 2013

#Filme: Renoir

Olá, cherries! 

Alguém ainda não sabe o quanto eu sou apaixonada por filmes franceses? Bom, é melhor saber. Eu tenho verdadeira adoração por eles. E o filme que indico hoje é Renoir, sobre pintura e amor. 
Tudo começa quando a jovem e bela Dedeé aparece na casa dos Renoir, dizendo que foi mandada pela já falecida esposa do pintor para posar a ele. A garota é vivaz e bem mais esperta do que aparenta. A princípio não sabe ao certo como se inserir na família, mas aos poucos vai se integrando de acordo com as histórias que lhe contam dos retratos pintados por Renoir - que exibem seus filhos, sua falecida esposa e suas musas de outrora. 
O ambiente retrato no filme é calmo e bucólico. As paisagens são lindas e exuberantes, mas delicadas - relembram as próprias pinturas do senhor. Parece que paisagem e pintura se misturam, se moldam uma na outra, como um complemento. É arte sendo arte, mas arte imitando a vida e vida imitando arte. 
Já adequada na casa, Dedeé, então, se depara com uma inesperada notícia (exatamente como todos da família): o filho mais velho dos Renoir está de volta, depois de ter sido gravemente ferido na guerra. Ele está em convalescença e, até segunda ordem, não está autorizado a regressar ao Exército. Jean é um jovem bonito, de apenas 21 anos. Ele logo se encanta pela nova musa do pai, como era de se esperar. Mas eles não vivem uma longa e ardente história de paixão, pois Dedeé é resistente e, depois de um tempo, começa a se achar no privilégio de ser a única da casa a não ser tratada como uma empregada. 
Os personagens também são dignos de beleza e de atenção, pois cada um tem uma peculiaridade - são humanos, acima de tudo. Todos têm de lidar com seus fracassos, com seus defeitos e reaprender a viver. O senhor Renoir tem uma doença, provavelmente articular, que o impede de pintar por muito tempo e que proporciona dores e calombos em suas juntas, em especial nas mãos e nos joelhos - tanto é que ele vive numa cadeira de rodas, e suas empregadas têm de levá-lo para todos os lados. 
Dedeé é uma típica personagem francesa: tem uma profundidade de sentimentos que deixa a desejar, com o passar do tempo. Ela parece simpática e afável no começo, mas depois de alguns surtos dela, numa tentativa de renunciar seu posto de "musa-paga-para-servir-também", seu temperamento diverge; agora, ela é arredia, explosiva e rebelde. Desaparece sem dar satisfações ao patrão, o que acaba rendendo, em uma das vezes, uma discussão entre ela e Jean, pois ele discorda dos modos de se divertir dela. 
Uma coisa que sempre me atrai em filmes estrangeiros é a delicadeza e a naturalidade com a qual é retratada a nudez - porque, sim, há nudez neste filme; apenas feminina, já que Dedeé é justamente paga para posar nua. Porém, o interessante de se analisar é que a pintura de Renoir é imprecisa e "borrada", fazendo alusão aos pintores abstratos. E quase sempre ele não opta por pintar o ângulo que vê Dedeé posada. 
Este filme, como supracitado, é sobre pintura e amor. Mas você pode interpretá-lo como uma só coisa: a arte se funde no amor, e o amor se funde na arte. E, no final, você entende exatamente a necessidade das pinceladas erráticas de Renoir. O amor também é uma arte e, tal como ela, tem suas variações, ensinamentos e interpretações.

~*~

O que acharam da resenha? Vocês gostam de filmes franceses? Já conferiram Renoir? Não deixe de comentar! ;)


~*~


Amour, Nina. 

Um comentário:

  1. Oi Nina, eu tinha tanto tempo sem vir aqui, que tava com saudade já! hahaah
    Eu tava realmente sem tempo pra internet e resolvi voltar correndo e encontro esse post.
    Simplesmente amei sua dica, o filme parece ser de uma delicadeza singular e eu já tô louca pra ver.
    Filmes franceses tem uma certa mágica e uma doçura no ar, parece que é um padrão, faz parte do roteiro, sabe?!
    Adorei o post Niina.
    Beeijo :*
    http://www.canseidarotina.com/

    ResponderExcluir

Seu comentário é super bem-vindo. Não esqueça de deixar o link do seu blog para eu o visitar assim que possível ;)