28 de setembro de 2013

#Skylab e La Ballade

Achei este filme completamente por acaso, mas como eu sou louca por filmes franceses lá fui eu pesquisar maiores informações sobre a produção e torcer para que ele chegue logo aos cinemas porto-alegrenses.  

Sinopse: uma família extensa se reúne com o intuito de parabenizar o membro mais velho, o bisavô, por seu aniversário, no entanto, como toda reunião familiar, o evento gera desentendimentos e histórias antigas retornam à tona. 

Que relação um satélite, na foto acima, tem com a história? Skylab é o nome da primeira estação espacial norte-americana, lançada em 14 de maio de 1973. Ela se desintegrou em 1979, quando adentrou a atmosfera terrestre e caiu no Oceano Índico. Na época, acreditava-se que a estação cairia na França, mas os fragmentos do Skylab espalharam-se de fato na Austrália.

A trilha sonora (composta por canções francesas e americanas) - e a Fani concordaria comigo, haha - é totalmente envolvente e te transporta para o ambiente e para a década do filme. Apesar de ainda não tê-lo conferido, as músicas fizeram sua parte. Duas em especial me chamaram a atenção (uma, inclusive, compõe o trailer): 

Gerard Lenormand - La Ballad de des gens heureux

Jeanne Moreau - Ni trop tot ni trop tard

Não deixe de acessar AQUI para conferir o restante das canções! ;)
E não deixem de assistir ao trailer do filme, claro!


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Título Original: Le Skylab
Ano: 2013
Gênero: Comédia
Diretora: Julie Delpy
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Muitas músicas francesas pra vocês, Nina. 

#Woody Allen e seus diversos narradores


Não sei vocês, mas eu sou apaixonada pelo trabalho do Woody. Cada um mais formidável que o outro e nunca perdendo seu estilo único - mesmo aqueles cujos enredos não são majoritariamente baseados na comédia, como Vicky Cristina Barcelena, ou Meia-Noite em Paris. O que mais me chama atenção em seus filmes é justamente o fato de ele narrar das mais variadas formas sua storyboard. 

Annie Hall - se a cena em si já não é cômica o suficiente, Alvy (o personagem), ao interagir conosco e ao apresentar o cara da fila ao Marshall McLuhan, facilita a potência de sua comicidade. 

Manhattan - O escritor narra em off o que acontece na cidade e a própria cidade é uma ferramenta que possibilita a narração, também. 

Poderosa Afrodite - O coro grego é o diferencial neste filme que poderia não ter dito seu destaque merecido se seguisse apenas com a narração linear; quem já assistiu sabe que o coro grego aparece diversas vezes em muitas situações. (A resposta de Zeus é de rachar a cara, hahahaha). 

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Graças a um evento no prédio da Letras, hoje, pude rever essas cenas e compartilhá-las com vocês. Por isso, comentem. Eu mantenho o blog por causa dos seguidores, especialmente. Gostam do Woody? Detestam? Nunca assistiram a estes filmes, nem aos outros? Não deixem de comentar!
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Literatura e Cinema pra vocês, Nina. 

26 de setembro de 2013

#Irmandade das Seis: Resenha de Divergente

Olá, vento! Olá, pessoa que lê a postagem e não comenta. Olá, pessoa que segue o blog só por conta das promoções! 

Então, promoções. Por falar nisso, o mês de Setembro deu a chance das irmãs lerem Divergente, da Veronica Roth, livro que tentarei resenhar da melhor maneira possível sem desagradar demais os leitores. 

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Título Original: Divergent
Autora: Veronica Roth
Editora: Rocco
Páginas: 502
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Bueno, para você se situar a trama é distópica; a ideia contrária de utópica. Mas antes que falem que é uma cópia barata de The Hunger Games, preciso dizer: não é bem assim. Sim, há aquela questão chave de todas as séries literárias distópicas de hoje em dia: a revolução. Que no caso de Divergente, é a menina errada. Ou a menina certa no lugar errado, talvez. E esse é o caso de Beatrice, a personagem principal. Mas não, não acho que provoque o mesmo impacto ou euforia que THG. 

Onde Beatrice vive não existem países, mas facções: Audácia, Abnegação (da qual faz parte), Amizade, Erudição e Franqueza. Cada facção é responsável por educar suas moradores de acordo com seu nome, ou seja, Beatrice deveria ser altruísta, se doar ao próximo ao invés de pensar em si mesma. No entanto, raras são as vezes que ela se sente parte de sua facção, pois o altruísmo que lhe foi ensinado não acontece naturalmente. 

Quando os adolescentes completam 16 anos lhes é concedida a opção de escolherem uma facção que lhes realmente agrade, ou que seja capaz de "fazê-los se encontrar", que faça com que eles entendem que é o lugar deles. É realizada uma simulação para testar as aptidões deles e, depois, uma cerimônia na qual eles decidem a qual facção querem pertencer. Ocorre, no entanto, um erro na simulação de Beatrice, fazendo com que seus resultados sejam inconclusivos, indicando que não se encaixa em uma só facção: ela então descobre que é uma divergente

E, como obviamente dá para perceber, é bem aí que tudo muda. Porque a Beatrice, na Cerimônia de Escolha, opta por deixar a família, na Abnegação, e seguir em frente para buscar seus ideais na Audácia, o lugar dos "corajosos" (e, também, dos inconsequentes). Porém, ela descobre que a Audácia não é, exatamente, o paraíso, aquele lugar dos sonhos que ela imaginava. Pode, sim, testar sua coragem, mas isso não significa que vá adorar tudo: ela precisa aprender a lutar, a quase apagar seus oponentes, a manusear uma arma, a delimitar melhor seus pontos fracos e fortes, para que consiga anular seus medos; e, além de tudo, que, de repente, começa a se tornar corriqueiro demais na trama (uma coisa que me irritou profundamente): Tris precisa aprender sobre a arte de amar, ou melhor, a arte de tentar ficar longe do cara que, por sinal, é um dos seus instrutores. Por ela ser inexperiente neste quesito, tudo é novo demais para ela, especialmente porque ela não é a das mais bonitas, e Quatro, seu amado, poderia escolher qualquer outra. Mas é claro que os encontros com ele faz com que o coração de Tris se abale e, então, (ao menos para mim) parece que boa parte da vida dela na Audácia gira em torno de Quatro. 

Não nego, Quatro é ótimo. Um personagem completo e forte. Ainda mais: um personagem humano, nada do tipo perfeitinho demais, nem cavalheiro demais, nem chatinho demais. Ele foi o único personagem com o qual me identifiquei de verdade, pois Beatrice, no meu ponto de vista, é apenas uma menininha fracote demais que tenta simular ser forte. Nisso, a autora idealizou Beatrice demais, pois a menina não passa a coragem suficiente para que eu pudesse acreditar que, não, ela não era tão fraca e idiota assim. Mas ela é. A personagem não é uma heroína com a qual estou acostumada (e nem me refiro à Katniss), o que deixou muito a desejar na construção de seu gênio e de seu aprendizado. 

E além de tudo, não consegui entender o porquê havia tanto problema assim em ser da Abnegação. Tudo bem que Tris quisesse quase morrer ao pular de um prédio, ou sei lá, mas o que tinha de tão errado em querer viver para ajudar os outros? De certo, a autora quis apresentar uma personagem contrária aos aspectos humanos, mas não me convenceu nem um pouco. 

E ainda acho que esse tipo de trama não deveria ter romance, pois o romance, num dado momento, tira completamente o foco, joga o real objetivo do livro para o segundo plano, e os leitores apenas ficam ávidos pelo casalzinho cheio de mimimi

O ponto alto foi o final, mas, ainda assim, não foi suficiente para me instigar a continuar a série. No mais, a proposta da série não sai muito do parâmetro das outras: a menina que tem lutar contra o sistema governamental - o que, quase sempre, envolve questões políticas, já que há meio que uma guerra silenciosa se travando entre as facções; então, claro que, nessa situação, ser uma divergente apenas irá complicar tudo, pois o governo precisa controlar a todos e, se Beatrice não pode ser controlada, há um impasse: o que fazer com alguém como ela? Leia e descubra o desenrolar da escolha dela! ;) 

E para os fãs (ou não), o primeiro filme da trilogia deve sair no ano que vem e já tem um trailer, confira: 


Por incrível que pareça, o trailer me chamou a atenção, por ser bem composto. Nele existe a essência da maioria dos fatos do livro, o que, por enquanto, é um ponto positivo. É claro que, como acaba ocorrendo com a maioria das películas baseadas em livros, haverá algum tipo de modificação. Mas acho que a história é tão simples, contada numa linearidade tão precisa, que não dá pra errar muito dessa vez. 

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Não deixe de ler as resenhas das outras irmãs também! Como diria meu professor de Formas Narrativas, nada pode ser omitido numa resenha, não importa se você gostou ou não do livro, apenas deixe clara a sua opinião. E me desculpe se estraguei a ânsia de alguns de ler a série, não foi minha pretensão. Mas eu não pude deixar de expressar o meu ponto de vista :)

NÃO DEIXE DE CURTIR A PÁGINA DO BLOG NO FACEBOOK ;)
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Love for books always, Nina. 

22 de setembro de 2013

#Continue a caminhar!

Minha professora de Introdução à Pesquisa tem muitas certezas. Uma dela é que caminho e caminhada não é a mesma coisa; uma caminhada é a junção de vários caminhos, ou seja, um método para se chegar ao final de uma caminhada. E a outra certeza é que, naturalmente, uma pergunta sempre gera uma resposta, que continua a acontecer. Mais perguntas, mais respostas. E, não, isso não tem um fim. Não é um ciclo, caso contrário não teria propósito algum. Por que você, um ser que quer ir para frente, daria um passo para trás, regressando à pergunta inicial, que pode - sim, eu disse pode - levá-lo à mesma resposta que já concluiu? 

Mas isso, de modo algum, tem a ver com Pesquisa. Já que eu não entendo nada deste assunto - acredite, é uma área bastante complexa para pessoas leigas; alguns slides não simplificarão a sua vida; pelo contrário, quando você acha que entendeu certa questão, muitas outras perguntas voam pela sua cabeça. 

Isso tem correlação com a felicidade. Fiquei pensando: será que algumas pessoas não encontram a felicidade por que se perderam em suas caminhadas, ou por que estão utilizando os caminhos errados? Ou, acima de tudo, nem sabem qual é a diferença entre caminho e caminhada?

Pois bem, pessoa que caiu no buraco da infelicidade. Digamos que você, alguém que faz sei lá o quê e que tem sei lá qual objetivo de vida, está perdido numa cidade desconhecida. Você também não sabe como foi parar lá. Não sabe se entrou no guarda-roupa, ou se foi levado por extraterrestres. Mas não importa, esse não é o grande problema. O problema é: você está perdido. E a grande pergunta é: como vai sair daí? 

Você pode:
a) pedir ajuda a passantes. 
b) considerar que os habitantes desta cidade não falam a sua língua de origem, portanto, vocês não vão conseguir se comunicar, e você opta seguir em frente, sempre em frente. 
c) parar e analisar a situação, para encontrar um caminho. A partir do caminho, você fará a sua caminhada.

Você quer entrar em contato com alguém, porque o desespero está tomando conta, mas tem que se concentrar. Sabe que estar perdido é o ponto inicial, porque a partir da dúvida (como vai voltar de onde veio?) vai surgir um objetivo (você precisa dar o fora dessa cidade). A situação é a pior possível, portanto você tem que ser rápido para encontrar um caminho, mesmo que o mais incerto e mesmo que ele o dirija a uma incipiente caminhada também incerta. Mas tudo bem, porque agora você está focado. Agora há o planejamento (um caminho a ser percorrido) e você somente precisa adequar os métodos (a caminhada a ser encontrada). 

Então agora lhe sobraram as alternativas "a" e "b". Você precisa se adequar, também. Achar um meio-termo. Sinal de fumaça, tambores, pictogramas? Como você poderia se comunicar com essa gente? Você sabe, não sabe?

Sim, gestualidade. Mímica. Sinais. Pode estar enfrentando uma circunstância pitoresca, mas é uma saída. É uma das saídas, um dos caminhos. Bingo, você está se dirigindo para a sua caminhada! Algumas pessoas te olham, estranhando. Você está agindo como um bobo. Mas elas o entendem. Elas sabem que você quer sair dessa cidade. Elas, então, lhe apontam um caminho. Mesmo sem proferir quaisquer palavras, mágica, vocês estão conversando! Você agradece com um gesto que poderia indicar agradecimento, e elas se vão. Você segue em frente, sempre em frente, determinado. Você tem um objetivo e está na sua caminhada. Tem ciência de que vários outros caminhos podem surgir e que você vai ter de modificá-los em detrimento da sua necessidade, mas, vamos concordar, você está prestes a sair dessa cidade desconhecida! Está, aos poucos, próximo da sua iminente felicidade!

Muitas horas se passam, você quer desistir, porque os caminhos não se adequam à sua caminhada. Acredita que se perdeu de novo, que vai precisar retroceder e recomeçar. Mas se o ciclo se repetir, então você estará duplamente perdido. Com a mesma pergunta, obterá - possivelmente - o mesmo resultado. E você não está disposto a perder mais horas aí, você quer estar em casa, preencher a papelada do escritório, ouvir seu chefe te pedir muitas pautas para um único dia, escutar sua mulher reclamando do volume da TV, dar banho no seu cachorro fedorento... Ou seja, você tem outros planos. Ficar preso para sempre em terras longínquas não está no previsto. 

Você precisa ser científico, trabalhar com fatos. Se seguir em frente não está lhe rendendo frutos, quem sabe virar naquela esquina lhe traga respostas satisfatórias. Ah, um centro comercial! Você não precisa comprar nada - afinal, não é este o seu objetivo -, mas precisa de informações. Sem informações, sem base, sem conhecimento, não haverá caminhada. O cara de farda também não fala a sua língua, mas o que é aquilo? Ah, um estande: Informações em outras línguas aqui. Você está salvo!

"Oi, como eu saio daqui?", você pergunta. A mulher te analisa. "Ih, seu moço, cê tá perdido? Donde cê é? Donde cê veio, seu moço?", o sotaque esquisito dela te faz cócegas na garganta, mas ela fala a sua língua. Vocês estão separados pelo sotaque, é apenas uma variação linguística, não de vocabulário. Dá pra entender, dá pra suportar. "Sabe a quebrada do seu Nelso? Sou de lá, você sabe? Depois do matagal, depois das casinhas coloridas. Lá nas montanhas, bem longe!", você tenta explicar da forma mais simples possível. Se ela não entender isso, você já era. "Ih, seu moço, cê tá doido! Aqui ninguém sabe ir pra lá, não. Ô Cláudio, venha cá! O moço aqui tá perdido! Tá doido, também!".

Pronto, você já era. Agora, além de perdido, você é doido. "Pode deixar que eu encontro o caminho, moça", você diz, amaldiçoando a população local. "Não, seu moço, cê tá errado! Pode ir pelo caminho, não, cê tá entendendo? Tem que seguir a caminhada! Siga a caminhada, seu moço!", a mulher replica. "E onde fica a caminhada?". 

"Ah, seu moço, deixa disso! Cê tá complicando tudo! Vai em frente, sempre em frente. E faça o favor de não voltar mais, cê ouviu? Se voltar, tá perdido!".

Mas você está mesmo perdido. Cadê a sua caminhada? Cadê a sua felicidade? Por quê caminho e caminhada estão à toa, rindo da sua cara, enquanto você tenta adequar tudo? Cadê a sua resposta tão esperada? Você vai mesmo achar o caminho e caminhada de volta para casa? Mas quando? Por que nada está funcionando? 

Agora, você está desolado e frustrado. Você se perdeu na vida também. O que vai ser de você se ficar nesse fim de mundo pra sempre? Como vai se adequar à esse povo? E a sua felicidade, como fica? Você não a encontrou. Talvez, nunca a tenha encontrado, mas agora? Nossa, sua moça, agora a felicidade desse cara tá perdida de vez! 

~*~

"Método: caminhada; estudo do conjunto de caminhos - procedimentos metodológicos"

E é por isso, minha gente, que todo mundo se perde, seja na vida, ou seja na cidade. Cadê o caminho e caminhada de todos vocês? Sejam curiosos, planejem, estranhem, questionem, "tirem suas lentes". Vão em frente, mas não se esqueçam da caminhada. Ela é mais importante que o caminho, viu só?

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Encontrem suas caminhadas por aí, Nina. 

[texto escrito em 28/08]

17 de setembro de 2013

#Irmandade das Seis: Promoção Divergente

Oi, cherries! 

Como vocês sabem, no mês de Setembro a Irmandade das Seis está sorteando o livro Divergente.


E para concorrê-lo, você deve SEGUIR PUBLICAMENTE OS BLOGS DA IRMANDADE e seguir os passos abaixo:

a Rafflecopter giveaway

Quais blogs precisa seguir para efetuar a sua participação? Aqui:


É, são cinco blogs, pois estamos à procura de uma nova sexta integrante. E, sim, você precisa seguir os cinco PUBLICAMENTE, repetindo. 


As resenhas serão postadas no final do mês, portanto fiquem de olho! (:

Participem e boa sorte, Nina. 

12 de setembro de 2013

#Por mais Escrita Criativa, por favor - Parte I


Pois bem, hoje a postagem é imensa; tentarei falar um pouco sobre o Festiva, que consistiu (afinal já aconteceu) em encontros com autores jovens e publicados que fizeram/fazem pós-graduação em Escrita Criativa na FALE, Faculdade de Letras da PUCRS. Segundo o Professor Assis Brasil, este é o único curso de pós sobre o assunto no país. Pretendo apresentar os autores e falar um pouco de cada dia do evento (que ocorreu a semana inteira, do dia 02/09 ao 06/09). 

1º dia (segunda-feira)
Assunto: A Formação do escritor na prática - e na teoria; Entre oficinas, mestrados, leituras e saraus: escritores debatem modos de aprimorar a escrita.

Moema Vilela: 
Escritora e jornalista, Moema é mestre em Estudos de Linguagens (UFMS) e em Teoria da Literatura/Escrita Criativa (PUCRS). Organizou Vozes da Dança (2008) e Vozes do Teatro (2010), perfis literários de artistas de MS, e publicou contos em revistas e na antologia De tudo fica um pouco (2011). Co-editora da revista Cultura em MS, é doutoranda em Escrita Criativa (PUCRS). Trabalha com arte e comunicação desde 2000, como artista, produtora cultural, assessora de imprensa e em televisão (TVE).

Eduardo Cabeda:

Formado em Letras pela UFRGS e mestrando em Escrita Criativa pela PUCRS, Eduardo é escritor, roteirista e diretor de cinema. Organizou obras, publicou romances históricos e também um livro de poesias. Escreveu a peça Exército de Sonhos, na estrada há 14 anos, com mais de 1,5 milhão de espectadores. Como roteirista assina comerciais de TV, documentários, roteiro de longa e institucionais. Escreveu e dirigiu o curta A Livraria Vasquez e é cofundador da produtora Santuário Filmes.

Reginaldo Pujol Filho

Publicou Quero ser Reginaldo Pujol Filho e Azar do Personagem, ambos pela Não Editora. Também organizou a antologia Desacordo ortográfico pelo mesmo selo. Tem contos incluídos em coletâneas, jornais, revistas e sites literários. Já colaborou com resenhas e ensaios para veículos como Suplemento Pernambuco, O Globo, Bravo!, Zero Hora, entre outros. Possui pós-graduação em Artes da Escrita pela Universidade Nova de Lisboa e é mestrando em Escrita Criativa pela PUCRS.

Melhor momento do dia: as dicas cedidas por cada um dos escritores.
>> Encontre seu "coven" (grupo): o bom de se inserir numa Oficina de Escrita é que você encontra pessoas do seu mundo, que querem ler os seus escritos e que vão querer dar opinião, além de compartilhar livros e autores maravilhosos contigo. 
>> Crie metas: de nada adianta querer terminar um livro ou um conto se você não praticá-lo, então nada de passar dias sem escrever, e mais: obrigue-se a escrever. É claro que há dias que não queremos reler nossas próprias palavras, ou dar continuidade aos capítulos, porém é importante manter um ritmo e uma didática para que, no fim, a história não se torne incoerente.
>> Experiencie as Oficinas: aproveite, caia de cabeça e não deixe que a teoria te impeça de frequentar as aulas.
>> Tenha um autor que te inspire: isso ajuda no enfoque, assim você conquista para si uma linearidade de estilo e não se perde durante o processo de criação, ou de escrita. LEMBRE-SE: inspirar-se não é copiar!
>> Apresente suas obras para pessoas que não estão familiarizados contigo: elas podem ser bem mais críticas do que aquelas com as quais você convive diariamente, pois estas têm a tendência de adorar tudo o que você escreve. É bom mudar de críticos para ter um feedback mais verdadeiro, já que nem todos, depois que seu trabalho for publicado, irão apreciá-lo. 
>> Entre nos debates de outros mundos: entre nos mundos literários de seus amigos; por exemplo, ajude-os a sanar um problema com seus personagens. Isso estimula, também, a sua criatividade, pois você sai da sua zona de conforto e da sua bolha de mundo.

2º dia (terça-feira)
Assunto: Liberdade do verso, necessidade do poeta; uma reflexão sobre a técnica e a pulsão. Afinal, o que é fazer poesia hoje?

Diego Grando

Poeta, publicou Desencantado Carrossel (2008), o livreto 25 Rua do Templo (2010) e Sétima do Singular (2012), todos pela Não Editora. É doutorando em Letras pela UFRGS.

Natasha Centenaro

Dramaturga e escritora, Natasha é mestranda em Letras – Escrita Criativa (PUCRS). Integrou a coletânea do Prêmio Lila Ripoll de Poesia 2010. Coautora de O Retrato de Laura, vencedor do II Festival de Esquetes da CCMQ. Participou das comissões de jurados do Prêmio Mais Teatro Revelação e do Prêmio Tibicuera de Teatro Infantil. Colaborou na dramaturgia de Sonhos [Im]possíveis. Autora de Até que a morte nos separe ou o curso de casamento, a ser encenada em novembro de 2013.

Daniela Damaris

Mestre em Teoria da Literatura (PUCRS), especialista em Ciências da Religião (UNISC) e graduada em Letras (UNIFRA). Trabalha com revisão, edição e produção de textos e livros. Autora de Lótus (poesia, 2010), Cais de cítara (poesia, 2011) e, no prelo, Mares de Siram (poesia, 2013), O som da folha quando cai (ensaio, 2013) e Balé pisanino (2014), além de participante de antologias. Indicada, pela ARL, ao Prêmio Fundação Bunge de Crítica Literária.

Por motivos acadêmicos, não pude estar presente neste dia, porém decidi manter o cronograma para aqueles que apreciam a poesia (confesso que eu não sou seduzida facilmente por ela).

3º dia (quarta-feira)
Assunto: Alguns meios para a legitimação do artista; A experiência de jovens autores em concursos e editais que movimentam o sistema literário.

Guilherme Castro
Nasceu em Santa Vitória do Palmar (RS), em 1979. Radicou-se em Porto Alegre em 1996. Formou-se em Direito (PUCRS) e atua na Agência Nacional de Saúde Suplementar como Especialista em Regulação. Escreve contos. Participou das oficinas literárias dos escritores Charles Kiefer e Luiz Antônio de Assis Brasil. Menção honrosa no 24º Concurso Internacional de Contos de Araçatuba (2010), vencedor do 21º Concurso de Contos Luiz Vilela (2011). Mestrando em Escrita Criativa-PUCRS.

Patrícia Silveira
Doutoranda no curso de Escrita Criativa pela PUCRS. Mestre em Teatro pelo Programa de Pós-Graduação em Teatro (PPGT) (2012), da Fundação Universidade do Estado de Santa Catarina. Possui graduação em Letras Português-Espanhol pela Universidade Federal do Rio Grande (2005) e Bacharelado em Turismo na Universidade Federal de Pelotas (2004). Vencedora da segunda edição da Bolsa Ivo Bender de Incentivo à Criação Dramaturgica, concurso promovido pela Secretaria Municipal da Cultura de Porto Alegre e Instituto Goethe, em 2012.

Natalia Borges Polesso
Nascida em 1981, é escritora, professora, tradutora (e amadora). Mestre em Letras, Cultura e Regionalidade pela UCS e doutoranda em Teoria da Literatura na PUCRS. Autora premiada em concursos literários, tem contos publicados em jornais, revistas, blogs e portais de literatura. Em junho de 2013, via lei de incentivo à cultura (Financiarte), publicou seu livro de estreia, Recortes para álbum de fotografia sem gente. Mantém um blog chamado A Inércia de Alice

Momento importante do dia: as dicas de sites que disponibilizam concursos literários e editais. 


4º dia (quinta-feira)
Assunto: A distância não existe para quem ama a literatura; mudar de cidade, deixar o emprego, largar tudo: um papo com autores que cruzaram o país para estudar Escrita Criativa.

Patrick Holloway

Duplamente diplomado com láurea em Literatura e Jornalismo pela University of Stirling (Escócia) e pela University of Wilmington at North Carolina - UNCW (Estados Unidos). Mestre com distinção em Escrita Criativa pela University of Glasgow. Doutorando em Escrita Criativa na PUCRS, onde trabalha em tese sobre linguagem e identidade através da poesia. Tem poemas publicados em múltiplas revistas, como 'Poetry Ireland Review', 'New Voices Press', 'New Writing Scotland' e 'Irish Examiner USA'. (nota: seus poemas são escritos em três línguas: português, inglês e irlandês).

Luís Roberto Amabile
Em 2009, quando era jornalista na grande imprensa em São Paulo, Luís folheou ao acaso a revista Bravo!. E leu sobre a oficina do Assis Brasil. O título da reportagem era “O forjador de escritores”. Resolveu então se mudar para Porto Alegre e se forjar escritor. Cursou a oficina, depois o mestrado em Escrita Criativa e agora se doutora em Teoria da Literatura. Teve contos e peças publicados no Brasil, em Portugal e na Espanha. É autor de O amor é um lugar estranho (Grua Livros, 2012).

Vanessa Sila
Formada pela PUC/POA em Letras - Tradutor Intérprete, fez também especialização em Literatura Brasileira pela PUCRS. Estudou Poesia com o Prof. Armindo Trevisan, a Oficina Literária com o Prof. Assis Brasil e três meses com Cintia Moskovich, sobre leitura. Participou da Oficina de crônicas com Ivette Brandalise e da oficina do Prof. Charles Kiefer. Livros publicados: Tempo Encantado, Nuances? Alguém morre no final, Nanoescritos, Cronicando. Em outubro, lança Nanotempo, no prelo.

Melhores momentos do dia: Patrick falando português num sotaque irlandês muito bonitinho (mas impossível de não rir, eis a verdade), Patrick dizendo que escreve "bêbado" (depois de algumas doses de uísque), Patrick sendo enfático sobre o contraste social tão evidente no Brasil. 

5º dia (sexta-feira)
Assunto: O que não é dito em sala de aula; Novos aspectos de mercado, de gêneros, o escritor profissional e os desafios de fazer literatura no século 21.

Davi Boaventura
Soteropolitano nascido em 1986, Davi é escritor e jornalista, graduado pela Universidade Federal da Bahia. Além de contos em revistas do Brasil e no site português Letrário, publicou, em 2012, a novela Talvez Não Tenha Criança no Céu, pelo selo Virgiliae. Escreve crônicas para o blog coletivo O Purgatório e é colunista do Blog de Literatura do portal iBahia, veículo de entretenimento da Globo.com em Salvador.

Rodrigo Rosp
Nasceu em 1975 e vive em Porto Alegre. Fez pós-graduação em estudos linguísticos do texto na Ufrgs e cursa mestrado em escrita criativa na PUC. É escritor e editor da Não Editora e da Dublinense. Lançou os livros de contos A virgem que não conhecia Picasso (2007), Fora do lugar (2009), Fingidores (2013) e organizou a antologia de contos cinematográficos 24 letras por segundo (2011), todos pela Não Editora.

Juliana Grünhäuser
Graduada em Letras (2008) pela UFRGS, possui experiência no âmbito de língua portuguesa como docente nas disciplinas de português (gramática) e redação. Mestre em Teoria Literária (2011), no eixo da Escrita Criativa pela PUCRS, foi redatora e editora do informativo da Faculdade de Letras (Notícias Fale). É doutoranda de Escrita Criativa na PUCRS.

Melhor momento do dia: conselho sobre a (não) auto-publicação e a conversa que tive com a Moema e o Luís Roberto para a minha reportagem para o Editorial J (redação da Famecos na qual estou estagiando); ambos foram muito simpáticos e atenciosos. 

P.S.1: todas as informações sobre os autores e as fotos foram tiradas da página do Facebook do evento.
P.S.2: só eu achei que o Patrick lembra o Ezra de PLL? Pessoalmente mais ainda, HAHA. 

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Pessoal, sei que o post está GIGANTE, mas eu não queria reparti-lo em um monte de partes; espero que tenham se identificado com o tema, ao menos. Não deixem de comentar, ok?

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Keep Writing, Nina. 
mundodanina@gmail.com

7 de setembro de 2013

#Viagem pelo mundo


Quem gosta de viajar e de enfrentar aventuras, às vezes, um tanto quanto precárias deve assistir ao programa da Multishow Não Conta Lá em Casa. E é justamente isso que trago a vocês, pois o André Fran, o criador do programa, foi à PUC na semana passada nos prestigiar com uma palestra muito instrutiva, engraçada e acadêmica para divulgar o livro que registra aventuras da série, que já está na sexta temporada - agora  com um novo integrante, o Michel.



Fran, desde o começo, deixou claro que o intuito do programa era mostrar o mundo como ele é, portanto, rejeitou ótimas localidades, ótimos guias, ótimas condições. E, acima de tudo, queria percorrer os países com seus amigos, o que torna as viagens muito mais reais, pois realmente há o vínculo pessoal - ao contrário dos programas dos quais já temos ciência que juntam pessoas completamente diferentes e desconhecidas com um único propósito de programação.



Apesar de ser Jornalista formado, Fran e seus amigos nunca entraram nos países aos quais "visitaram" como tais; eles sempre são turistas, pois isso proporciona muito mais liberdade - podem transitar por onde querem, conhecer pessoas locais (as quais, em muitos casos, os ajudaram em muitos episódios) e ter o visto de entrada, já que, em muitos países, Jornalistas são rejeitados, pois os conterrâneos acham que eles podem querer reportagens que não retratam seus melhores ângulos políticos e sociais, por assim dizer. 


Fran também nos relatou causos sobre algumas viagens e seus roteiros, sobre peculiaridades de alguns países e nos respondeu perguntas. Exibindo carimbos de países como Japão, Egito, Rússia, Ucrânia, Malvinas, Coréia do Norte, Haiti e Cuba, Fran diz que um local que tem muita vontade de conhecer é a Faixa de Gaza. Quase conseguiu certa vez, mas Israel não autorizou sua saída. 


O livro é constituído por relatos mais profundos sobre as viagens que já fez, no entanto, há histórias que se misturam com seus relatos, fatos que, segundo Fran, não poderia ter deixado de lado, pois são igualmente importante e complementam as aventuras


Ah, por que o programa se chama Não Conta Lá em Casa? Bem, os locais que a equipe já visitou não são os melhores do mundo, então como poderia contar à família sobre eles? É melhor não contar (claro que eles contam, mas amenizam bastante os riscos). 




Infelizmente, não pude adquirir um exemplar autografado, mas tenho certeza de que este é um livro que vou querer ter. E vocês, se pudessem, o comprariam?

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O que acharam deste post? Não deixem de comentar, especialmente se forem novos seguidores! 

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Bon Voyage, Nina. 
mundodanina@gmail.com

5 de setembro de 2013

#Irmandade das Seis: A Mulher do Viajante no Tempo

Essa é a primeira resenha por conta da Irmandade das Seis, e o livro escolhido e sorteado do mês de Agosto foi A Mulher do Viajante no Tempo. 


Desde quando assisti ao trailer do filme baseado neste livro me interessei pela história, que é uma mistura de "fantasia" com romance. A fantasia contida nele é muito mais inexplicável do que sobrenatural, digamos assim. Tanto é que no exemplar que li, em inglês, há uma legenda  que diz: "Aqui está o próximo The Lovely Bones (que deu origem ao filme Um Olhar do Paraíso)... Um raro livro". 

O ponto central da trama é a "doença" de Henry: ele é capaz de viajar no tempo. Às vezes, é capaz de interagir com ele mesmo, quando criança. As suas partidas geralmente acontecem quando está estressado, ou com dor de cabeça, e numa dessas viagens ele conhece Clare. A relação entre Clare e Henry é bem amarrada e vai sendo construída de modo tranquilo. Há certa predestinação, pois Henry a conheceu quando ela tinha seis anos, e este tinha 36. Às vezes, não há como prever o que vai vir a seguir, pois tudo é suscetível a mudanças. Clare, nem nós, sabe quando é que ele vai desaparecer. Isso dá certa instabilidade e ansiedade na leitura. É bonita a maneira como ambos lidam com a incerteza, embora em muitas partes eu tenha me surpreendida com as atitudes de Clare, por ser tão tranquila. 

Achei agradável a maneira com a qual a autora teceu a disposição das narrativas, que se intercalam entre os dois personagens. O começo foi um pouco confuso, pois tudo ainda estava muito cru e não havia muita apresentação, apenas narrava sobre cenas específicas, especialmente de Henry - sua primeira viagem, a relação que mantinha com seus pais, acidente de carro; cenas espaçadas e sem muita importância. Porém, quando a leitura "engrena", tudo se torna de fácil assimilação. As construções dos personagens é boa, ambos são bastante tranquilos e semelhantes - por isso o relacionamento deles é um tanto quanto "pacato", parado. Porém, isso, de maneira alguma, interfere na construção do romance. 

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O livro deste mês de Setembro é Divergente, que estou louca para ler! *-*

Novos seguidores, sei que alguns de vocês estão aqui somente por conta dos sorteios, mas não se acanhem e digam um oi e suas opiniões, ok? Espero, de coração, ter seguidores verdadeiros aqui. 

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Love for books always, Nina.