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#Irmandade das Seis: Resenha de Divergente

by - setembro 26, 2013

Olá, vento! Olá, pessoa que lê a postagem e não comenta. Olá, pessoa que segue o blog só por conta das promoções! 

Então, promoções. Por falar nisso, o mês de Setembro deu a chance das irmãs lerem Divergente, da Veronica Roth, livro que tentarei resenhar da melhor maneira possível sem desagradar demais os leitores. 

~*~
Título Original: Divergent
Autora: Veronica Roth
Editora: Rocco
Páginas: 502
~*~
Bueno, para você se situar a trama é distópica; a ideia contrária de utópica. Mas antes que falem que é uma cópia barata de The Hunger Games, preciso dizer: não é bem assim. Sim, há aquela questão chave de todas as séries literárias distópicas de hoje em dia: a revolução. Que no caso de Divergente, é a menina errada. Ou a menina certa no lugar errado, talvez. E esse é o caso de Beatrice, a personagem principal. Mas não, não acho que provoque o mesmo impacto ou euforia que THG. 

Onde Beatrice vive não existem países, mas facções: Audácia, Abnegação (da qual faz parte), Amizade, Erudição e Franqueza. Cada facção é responsável por educar suas moradores de acordo com seu nome, ou seja, Beatrice deveria ser altruísta, se doar ao próximo ao invés de pensar em si mesma. No entanto, raras são as vezes que ela se sente parte de sua facção, pois o altruísmo que lhe foi ensinado não acontece naturalmente. 

Quando os adolescentes completam 16 anos lhes é concedida a opção de escolherem uma facção que lhes realmente agrade, ou que seja capaz de "fazê-los se encontrar", que faça com que eles entendem que é o lugar deles. É realizada uma simulação para testar as aptidões deles e, depois, uma cerimônia na qual eles decidem a qual facção querem pertencer. Ocorre, no entanto, um erro na simulação de Beatrice, fazendo com que seus resultados sejam inconclusivos, indicando que não se encaixa em uma só facção: ela então descobre que é uma divergente

E, como obviamente dá para perceber, é bem aí que tudo muda. Porque a Beatrice, na Cerimônia de Escolha, opta por deixar a família, na Abnegação, e seguir em frente para buscar seus ideais na Audácia, o lugar dos "corajosos" (e, também, dos inconsequentes). Porém, ela descobre que a Audácia não é, exatamente, o paraíso, aquele lugar dos sonhos que ela imaginava. Pode, sim, testar sua coragem, mas isso não significa que vá adorar tudo: ela precisa aprender a lutar, a quase apagar seus oponentes, a manusear uma arma, a delimitar melhor seus pontos fracos e fortes, para que consiga anular seus medos; e, além de tudo, que, de repente, começa a se tornar corriqueiro demais na trama (uma coisa que me irritou profundamente): Tris precisa aprender sobre a arte de amar, ou melhor, a arte de tentar ficar longe do cara que, por sinal, é um dos seus instrutores. Por ela ser inexperiente neste quesito, tudo é novo demais para ela, especialmente porque ela não é a das mais bonitas, e Quatro, seu amado, poderia escolher qualquer outra. Mas é claro que os encontros com ele faz com que o coração de Tris se abale e, então, (ao menos para mim) parece que boa parte da vida dela na Audácia gira em torno de Quatro. 

Não nego, Quatro é ótimo. Um personagem completo e forte. Ainda mais: um personagem humano, nada do tipo perfeitinho demais, nem cavalheiro demais, nem chatinho demais. Ele foi o único personagem com o qual me identifiquei de verdade, pois Beatrice, no meu ponto de vista, é apenas uma menininha fracote demais que tenta simular ser forte. Nisso, a autora idealizou Beatrice demais, pois a menina não passa a coragem suficiente para que eu pudesse acreditar que, não, ela não era tão fraca e idiota assim. Mas ela é. A personagem não é uma heroína com a qual estou acostumada (e nem me refiro à Katniss), o que deixou muito a desejar na construção de seu gênio e de seu aprendizado. 

E além de tudo, não consegui entender o porquê havia tanto problema assim em ser da Abnegação. Tudo bem que Tris quisesse quase morrer ao pular de um prédio, ou sei lá, mas o que tinha de tão errado em querer viver para ajudar os outros? De certo, a autora quis apresentar uma personagem contrária aos aspectos humanos, mas não me convenceu nem um pouco. 

E ainda acho que esse tipo de trama não deveria ter romance, pois o romance, num dado momento, tira completamente o foco, joga o real objetivo do livro para o segundo plano, e os leitores apenas ficam ávidos pelo casalzinho cheio de mimimi

O ponto alto foi o final, mas, ainda assim, não foi suficiente para me instigar a continuar a série. No mais, a proposta da série não sai muito do parâmetro das outras: a menina que tem lutar contra o sistema governamental - o que, quase sempre, envolve questões políticas, já que há meio que uma guerra silenciosa se travando entre as facções; então, claro que, nessa situação, ser uma divergente apenas irá complicar tudo, pois o governo precisa controlar a todos e, se Beatrice não pode ser controlada, há um impasse: o que fazer com alguém como ela? Leia e descubra o desenrolar da escolha dela! ;) 

E para os fãs (ou não), o primeiro filme da trilogia deve sair no ano que vem e já tem um trailer, confira: 


Por incrível que pareça, o trailer me chamou a atenção, por ser bem composto. Nele existe a essência da maioria dos fatos do livro, o que, por enquanto, é um ponto positivo. É claro que, como acaba ocorrendo com a maioria das películas baseadas em livros, haverá algum tipo de modificação. Mas acho que a história é tão simples, contada numa linearidade tão precisa, que não dá pra errar muito dessa vez. 

~*~
Não deixe de ler as resenhas das outras irmãs também! Como diria meu professor de Formas Narrativas, nada pode ser omitido numa resenha, não importa se você gostou ou não do livro, apenas deixe clara a sua opinião. E me desculpe se estraguei a ânsia de alguns de ler a série, não foi minha pretensão. Mas eu não pude deixar de expressar o meu ponto de vista :)

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~*~

Love for books always, Nina. 

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