12 de novembro de 2013

#And all the souls says...

Se você precisa de mais tempo, venha cá.
Se precisa de salvação, não hesite, venha cá. Passe para esse lado, para o meu lado. Junte-se a mim. Não venha porque peço, mas porque quer. 

Não é tarde demais para desistir. Ninguém disse que você precisa seguir em frente em todos os momentos. Você tem o direito de não gostar de alguém, de dizer que não há mais conserto para si mesma, de apontar o dedo e não querer ser a culpada. O ódio atinge a todos, atinge a você também. A vingança, é o que lhe falam, é para pessoas fracas e miseráveis. Mas você sabe, sempre pode piorar. Pode ter que se confessar, ter de suportar pessoas ridículas a todo instante, ter de se abster do choro. 

Mas não deixe a água te levar. Grite, se for preciso. Mate-se por dentro, mate tudo que lhe faz mal. Carregar tudo isso apenas lhe causa ainda mais danos. 

Distancie-se de quem não te quer bem e aproxime-se de gente que você julgou erroneamente. Sua alma agradece.

Corra para o final, não espere mais. Não deixe os outros lhe ditarem. Tudo é bonito, se você permitir tirar suas vendas. Sabe o que eu soube? Que a vida não é fácil para ninguém, seja você alguém que acabou de perder sua casa, ou seja você filha de uma prostituta. Coisas assim acontecem. Mas é ainda pior se você for uma ovelha negra. A cor negra é tão linda, poucos enxergam sua beleza, todos de olhos vendados, veja só!

Garotinhas de 17 anos que não sorriem, que não estão em lugar algum, que não são nada além de ovelhas negras. Almas perdidas. Aonde foi Jesus, todas querem saber. Desapareceu. Nenhuma delas é anjo, todas de asas arrancadas, bestializadas, sufocadas. Ninguém está ali para elas. E elas não acreditam em milagres. Elas estão comigo, sem Jesus. Ainda não aprenderam a viver, mas estão ao meu lado. Almas perdidas, todas elas. 

Venha cá você também, se perdeu tudo, ou o pouco que lhe restava, ou o que achava que seria para sempre. Venha cá. Depois de todo esse tempo, pra que fingir que não quer fazer algo, ser algo, devolver algo?

Seja a luz que te cega, a menina que um dia vai sorrir, que vai enxergar muito além do que consegue. O tipo de menina que não quer ser mãe da sociedade, que não quer ser esposa dos homens e que não vê futuro em nada. 

Porque, no final das contas, todas as almas dizem: mate-me.

Se não o fizer, quem morre é você. 


Give me a superhero and save me, Nina. 

Um comentário:

  1. adorei o texto! foi você mesma que escreveu?
    tem muito talento :))
    beijinhos, champagne supernovafan page

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