Editado por Alice Gonçalves . Tecnologia do Blogger.

#A primeira carta de amor

by - dezembro 28, 2013

Eu almejara o amor há muito tempo, disso meu coração bem tinha ciência. No entanto, de acordo com seu aspecto mais amplo, eu não era uma exímia entendedora. Claro, eu era jovem demais para entender um sentimento tão complexo e arrebatador quando o amor – e por isso mesmo me era cabível aprendê-lo. Ninguém sabe amar desde o nascimento. Bem, é claro que amamos nossos pais até pelo menos atingirmos uma idade suficiente para quebrarmos os vínculos estritamente amorosos. Mas, veja bem, o amor vai além das barreiras familiares. E quando ele acontece é como pular a cerca da fazenda e se aventurar pelos pastos até então inexplorados: esse outro tipo de amor, o romântico, se incute em nós por conta de pessoas que sequer conhecemos de verdade. É a partir desse ponto que a nossa vida independente começa – é a partir daí que seguimos os nossos próprios passos, que quebramos a cara sozinhas, que enfrentamos problemas irresolutos por irresponsabilidade, que aprendemos dos mais variados modos a sobreviver no mundo.

Com você, eu via essa necessidade. De aprender cada vez mais a retribuir.

Mas, acima de tudo, você me ensinou a ser amada. Não que muitos tenham tentado tal feito – na verdade, acho que de forma genuína, você foi o único. Aos que tentaram antes, eu repelia. Você não era meu alvo, era meu destino. Eu sabia que deveria me reservar para você. Não tinha cem por cento de certeza, é claro, mas a esperança renascia a cada momento que passávamos juntos. Acreditava que não era para ser com os outros. Era com você que meu coração se contentaria, se inundaria de amor. Apesar de ter sofrido calada por tanto tempo, você conseguiu me fisgar do modo certo, não teve medo de investir em mim e aceitou todos os meus ditos ‘pontos fracos’ – eles diziam muito sobre mim, era o que você me falava sorrindo e roubando um selinho meu. Você não fugiu e ria das minhas neuroses não porque as achava engraçadas, mas porque, de certo modo, as compreendia. Apesar de muitos pontos apostos que, por vezes, nos afastavam, havia muitas histórias que nos uniam, que nos faziam entender como um. Acho que não nos atraíamos porque éramos apostos, mas porque nossas diferenças é que acabavam nos completando. Havia dificuldades, é claro. Mas nosso relacionamento estava sendo construído com um misto de companheirismo e confiança. Eu confiava em você. Muitas não confiariam, mas eu estava cega de amor. 


Com muito amor, Nina. 

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5 comentários

  1. Olá!!!, Deus te abençoe boa tarde, texto maravilhoso, para você amiga que em 2014, vem aí Um NOVO ANO cheio de oportunidades. Que ele seja afortunado que prevaleça o perdão que você sorria 365 dias, sem perder o fôlego e que a cooperação seja tão comum quando dormir e acordar.
    E que a cada amanhecer você seja grato por estar vivo, e por poder recomeçar e assim, sinta a felicidade irradiar a sua vida e tenha a certeza de que neste NOVO ANO, tudo de bom, será ainda melhor! sucessos amiga.
    Blog: http://arrasandonobatomvermelho.blogspot.com.br
    Canal de youtube: http://www.youtube.com/NekitaReis

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  2. Que texto lindo! Adorei, mesmo :)

    Beijos!

    www.delamila.com

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  3. Oi Nina, como vai?

    Que texto lindo, me tocou bastante devo lhe dizer. Parabéns pelo talento, você tem de sobra viu?!

    Estarei voltando aqui sempre que puder, lhe prometo, pois adorei seu blog super fofo e eu adorei tudo aqui.

    Sucesso, feliz ano novo e até meus futuros comentários =)

    Jenny.

    www.loucaporlivros2.blogspot.com.br

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  4. Lindo seu texto!! Você mandou para a pessoa em questão? Porque olha, tá lindo, e se não mandou, você deveria :P hahahahaha
    champagne supernova

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  5. Nina, você esteve (ou está) apaixonada e não me contou? hahaha
    Muito lindo, me vi em muitas frases >.<

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