31 de janeiro de 2014

#Definition of love

Eu já postei isso sobre isso no ano passado, mas continuo amando tanto ouvir Definition of Love que não poderia deixar de, agora, postar o texto na íntegra. É tão lindo, que eu mal tenho palavras para expressar meu amor por ele. 

A definição do amor, por Andrew Landon: 
"O amor é uma coisa engraçada. Você espera que seja fácil . Você espera que  seja um mundo de rosas e risos e momentos perfeitos que encontra apenas em filmes. Você espera que ela sempre diga a coisa certa, e sempre saiba exatamente como você se sente, ou exatamente como reagir a ela. Você espera que ela te acalme quando você está gritando ou te persiga quando você fugir. Você espera tanto que se sinta total e completamente derrotado quando algo não corresponde, exatamente, com todos os seus planos. Mas é essa a coisa. O amor não é um plano. Ele não tem um certo começo e certamente não tem fim ou linha de chegada visíveis para aqueles que estão nele, profundamente.

O amor acontece e é incrivelmente confuso. As pessoas ao seu redor não podem compreender por que você faz as coisas que você faz, ou por que você luta tanto por algo que parece causar-lhe tanta dor, porque simplesmente eles não podem ver . Eles não podem ver o anel invisível da loucura que o rodeia quando você está apaixonado. É inconveniente, doloroso e devastador, às vezes, mas não podemos viver sem isso. O que você não aprende é como o amor é difícil. Quanto trabalho é preciso. Quanto de nós mesmos temos que colocar nele. Como não vale a pena até que sejamos completos idiotas e absolutos sobre o assunto.

O amor não é ela te acalmar quando você grita . É ela gritar, tão alto, tanto, de volta para você, bem na sua cara para acordá-lo e mantê-lo aterrado. Não é ela ou ele trazer-lhe rosas todos os dias ou te preparar coisas fofas que tornam o seu relacionamento mais apresentável.

É depois de uma longa luta, que drena a vida e os ossos de ambos, e ainda assim ela aparecer na sua porta na manhã seguinte de qualquer maneira. Não é ela dizendo as coisas certas ou ela sabendo exatamente como lidar com você. Então, não, não é ela acariciando o seu cabelo e lhe dizendo que tudo vai ficar bem. É ela ali parada, admitindo que ela está tão assustada quanto você está. Você tem que lembrar que com amor você não é o único envolvido. Você, sem saber, colocou sua vida e o seu coração  nas palmas das mãos de outra pessoa e disse: aqui, faça o que quiser. Faço-o em picadinho. Ou esqueça que eu já entreguei a você. Contanto que você o tenha.

O amor nos faz loucos. Faz uma realidade invisível e apaga todas as linhas que não devemos atravessar. Porque o amor não se trata de cercar -nos, de nos fazer sentir seguros, de nos fazer sentir certeza sobre o futuro. Trata-se de espantar tudo fora de todos os nervos do nosso corpo, mas continuando de qualquer maneira. Porque toda a luta e todas as lágrimas e toda a incerteza vale a pena. E é  muito melhor do que ser 100% feliz sem ninguém para nos mostrar que há um mundo de diferença entre sentir-se "feliz" e sentir-se completo".

Eu ainda não sei como alguém pode ler esse texto e continuar a pensar da mesma maneira sobre o amor, realmente não sei. Porque ele te toca profundamente, te faz enxergar repentinamente o amor, te faz perceber que tudo que você sabe sobre esse sentimento não passa de uma ilusão.  

Love, Nina.

29 de janeiro de 2014

#Porque até as estrelas queimam

Você sorriu para mim pela primeira vez na semana. Estava cansada, eu bem sabia. 
Tinha conhecimento de todas as suas dores, mas não sabia por que meramente te olhava, ao invés de te abraçar e prometer o impossível. Era difícil para mim te ver nessa situação. Nossos fins de semana foram substituídos por estudos, por noites com insônia, por um pouco de rancor, também. 

Você guardava tudo para si, trancafiava seus lamentos e orações num bauzinho no fundo da sua alma, num lugar que eu não era capaz de alcançar, por mais que me esticasse e me esforçasse. 
Você se fechou, foi para além das montanhas, para além do que eu te conhecia. 
Minha cama estava fria e vazia; olhava para ela como quem olha alguém que já conheceu um dia: essa cama, sem você, é uma estranha para mim. Preferia quando nossas noites eram preenchidas por pratos de macarrão, daqueles instantâneo mesmo, e pelos seus filmes preferidos se misturando às suas risadas. 


O que sobrou agora são olhos fundos, visivelmente exauridos e imploradores por um pouquinho de alívio e de ajuda. Entretanto, você não vinha até mim; os cantos se tornaram meus ombros, a nossa música preferida foi esquecida e, agora, você parece soterrada de estresse, de um tipo de sofrimento que não tenho condição de levar adiante. Queria ser aquele que vai limpar as suas lágrimas antes de adormecer, mas você me repele. Vem me repelindo constantemente. 

Quando me aproximei de você e perguntei-lhe sobre você, sobre a sua noite, sobre seus estudos, sobre o que estava perdendo contigo longe de mim, você balançou a cabeça. Isso me destrói por dentro, como ácido corroendo ferrugem. 
– Seja forte por nós dois, por favor  você me disse, contendo as lágrimas. 
Você parece uma fugitiva agora, mas ao mesmo tempo alguém completamente em cárcere. Você não consegue se livrar disso, está aprisionada. 

– Estou contigo. Deixe-me entrar mais uma vez  encostei sua têmpora no meu peito, enquanto minhas mãos delineavam suas costas. Estava com saudade desse contato, de você permitir que ajamos como antes, como duas almas em um só corpo. 
– Você não pode me ajudar, acho que estou condenada  você respondeu, respirando contra mim. 


– Preciso tentar. Não porque você é incondicionalmente minha, mas porque sei que precisa de mim. Eu quero cuidar de você, eu preciso cuidar de você. Deixe-me fazer isso, certo?  eu disse. Eu a apertei em meus braços, e você suspirou, expressando um pouco de que não me deixava ver.

– Obrigada por isso, por me conhecer tão bem  você ergueu o olhar e me encarou, e depois pressionou os lábios nos meus. Você estava sendo sincera, esplendorosamente sincera. Finalmente tinha abaixado a guarda. 
– Senti a sua falta  você disse, e quando isso foi devidamente processado pelo meu cérebro, não me contive e sorri, um pouco mais aliviado. 

Exatamente como o seu sorriso para mim, o meu era o primeiro da semana também. 
Obrigado por me libertar. 

Love, Nina. 

28 de janeiro de 2014

#Em meio à tudo, a ilusão

Eu vivo numa ilusão.
Sempre presa entre o aqui e o lá. Presa no semáforo fechado e, quando ele enfim me libera, continuo estacionada. Porque saber que ele abriu e não mover o carro parece ser mais prudente do que saber que alguém pode me atingir do outro lado. Eu vivo no vermelho, e se formos falar de quem somos, acho que eu sou o amarelo; sempre na dúvida: acelero, ou simplesmente breco? Ao contrário dos outros, eu diminuo a velocidade, até que o verde se transmute para o vermelho num piscar de olhos.

Eu sou uma ilusão.
Sou um livro fechado, esquecido, empoeirado. 
Sempre presa em mundos que não me pertencem, ou que, se me pertencem, eu não estou neles. Fico presa na história, habitando um reino como se fosse dona dele, quando na verdade deveria somente passear pelas estradas e sumir do mapa. 
Queria aprender a sumir do mapa. A fingir que essas mesmas estradas têm fim, que me levam para a história seguinte. Se ao menos eu tivesse uma bússola... Mas ela nunca funcionou comigo, não sei onde é o Norte, não sei onde é o Sul. Sempre vagando entre os polos continuamente. Não paro, mas também não sou de insistir. Desisto. Não há local para mim aqui, nem lá. 


Eu começo uma ilusão.
Sempre de olhos abertos, mas com o coração fechado. Tenso. Errado. 
Veja bem, é o medo. A ilusão nos assusta. Você encontra monstros pelo caminhos sobre os quais não tem controle, pois não sabe quais armas utilizar contra eles. Começo lutando com eles, sem nada, completamente sem noção alguma. Acabo me cansando, porque a ilusão me dá ponta pés a todo instante. Não sei para onde correr, estou mais uma vez perdida. 
Começar ilusões, ou terminar com os medos?
Minha espada cai, e minha coragem se esvai.


A ilusão me chama, e eu corro até ela, repetidas vezes. 


Ainda parada em frente ao semáforo, Nina. 

26 de janeiro de 2014

#Resenha: Blue Jasmine

Depois de um período longo sem assistir a filmes do Woody Allen, trago a vocês seu novo trabalho, sobre o qual ouvi falar muito bem e que foi matéria até mesmo de um boletim de rádio meu, numa das cadeiras de Jornalismo (já que eu quase nunca sei sair da cartola Cultura). 

Lançamento: 2013
Duração: 1h38
Gênero: comédia dramática
Nacionalidade: Estados Unidos

Jasmine, após uma se ver sem dinheiro, acha que a única quem pode lhe ajudar é sua irmã adotiva, Ginger. Para tanta, Jasmine se muda para Los Angeles para viver com a irmã num apartamento minúsculo. Claro que ela detesta, já que estava acostumada a ter uma vida cheia de espaço, cheia de jóias e de glamour. A personagem tem que aprender a lidar com o namorado de Ginger, Chill, que aparece quase o tempo todo bêbado, apesar de, muito visivelmente, gostar da namorada e dos filhos dela. Jasmine é vê defeito em Chill em quase tudo que ele faz, especialmente porque a irmã, diz ela, poderia arrumar um cara melhor. Ginger é muito diferente de Jasmine; ao contrário da irmã, que sempre fora a preferida da família, Ginger vive na simplicidade e, devo dizer, na breguice. Ela é aquela típica mulher que se contenta com pouco, porque sabe que não poderia subir na vida de maneira melhor. 


Jasmine, então, é obrigada a arranjar um emprego para sustentar um curso de informática, pois ela acha que assim pode conseguir um diploma de decoradora pela internet. Ela, por indicação de um amigo de Chill, começa a trabalhar como recepcionista de um consultório dentário. Ela é desorganizada e logo o emprego começa a afetá-la psicologicamente. É obrigada a tomar medicamentos para abrandar os sintomas que lhe abatem quando começa a ter uma crise nervosa. 

Ao longo da narrativa, há flashbacks que nos mostram o passado luxuoso de Jasmine: casada com um homem muito rico, que se esquiva do governo para não ter de pagar impostos e que a trai constantemente, dividia a fortuna entre casas em várias localidades e viagens ao exterior e que "olha para o outro lado", para fingir que não sabia dos golpes do marido. De começo, foi fácil perder-se nos flashbacks; mas quando a trama fez mais sentido, não houve muitos problemas para distinguir o passado do presente. 


Após ser assediada pelo chefe na clínica, Jasmine abandona o emprego e - como golpe do destino -, após ir a uma festa, conhece um homem que parece se encaixar exatamente no tipo de homem que a personagem precisa: ela mente sobre seu marido (agora já falecido), seu filho e sua formação, dizendo que já é decoradora de interiores; isso faz com que seu pretendente se interesse nela, pois necessita que alguém decore sua nova casa. Eles se envolvem romanticamente (embora não fique muito claro se Jasmine está realmente apaixonada por ele) e parece que a vida da moça está, aos poucos, se restabelecendo. Após tantos traumas e dramas, por alguns minutos fiquei feliz por ela, finalmente, conquistar um pouco de tranquilidade. Entretanto, quando parece que tudo vai se ajeitar, Jasmine sofre outro baque, que a descontrola mais uma vez.



Esse filme é caracterizado mais pelo drama, pelos ataques de fúria ou de ansiedade do que pela genuína comédia. A comédia fica por conta de algumas respostas amargas de Jasmine, ou de algo sem noção que Ginger é capaz de dizer. Mas sem deixar de ser um filme promissor, com uma trama muito bem amarrada e com personagens muito bem construídos, Blue Jasmine é de tom até mesmo um pouco morno. Há a característica de Woody, obviamente, de trazer elementos incomuns para as narrativas, tais como o "fundo do poço" para Jasmine e a "felicidade" para Ginger. Acostumados com aqueles filmes felizes, nos quais os personagens sofrem, mas alcançam uma vida digna, aqui não há isso. Se a vida de Jasmine já estava ruim no começo, ao final está ainda pior. A melancolia é um dos elementos que mais adoro em seus filmes, muito bem retratado nas crises da personagem. A trama simples e até mesmo corriqueira, com um tema até mesmo cotidiano, é de fácil assimilação - porém, é um pouco difícil se identificar com Jasmine. Ginger, apesar de um pouco louca, é muito mais vivaz e muito mais digna de nosso afeto. Jasmine, ao contrário do que acontece com a maioria dos personagens miseráveis pelos quais compadecemos, é tão baixa que, ao final, é comum pensar que ela mereceu seu desfecho. 

Não deixem de conferir! :)


Love, Nina. 

#6 on 6


Hoje está começando o primeiro 6 on 6 do blog. Para quem não sabe como funciona, seis participantes tiram seis fotos todo dia seis do mês - é claro que vocês podem ver que é dia 26, porque eu e as meninas nos reunimos depois do dia 6 desse mesmo mês, então não deu tempo de postar. Mas a partir do mês que vem, as fotos serão postadas todo dia seis! 

O tema desse mês é começo/recomeço. 

Foi aniver da minha mãe, e toda a família dela se reuniu na casa da minha avó. O bolo era de abacaxi, haha.

Essa foto eu tirei no jardim suspenso de um dos shoppings de Ribeirão Preto, minha cidade natal, 
ela me lembrou demais um recomeço, por causa da saudade que me deixou do lugar.

Recomeço de ano: esse é o amanhecer visto de dentro do avião que peguei para retornar à Porto Alegre. 

Todo ano, uma mulher da Inglaterra nos manda cartões de Natal. Na verdade, ela os endereça
 ao filho do antigo inquilino da nossa casa, mas mesmo assim eu os adoro receber! 

Mais um recomeço: eu com um livro novo e um ingresso para o cinema. Ir ao cinema e 
depois passar na livraria é o meu ritual preferido!

Duas das minhas melhores amigas, a Jéssica e a Tamara no dia do aniver delas. Conheço-as há seis anos e, 
apesar de nos ver muito pouco, adoro estar com elas, e esse dia foi muito especial, pois tive a chance de encontrar 
com algumas das amigas delas, que também são minhas amigas. 

Vocês podem dar uma espiadinha nas fotos das minhas colegas apenas clicando aqui:



Até o próximo 6 on 6!


Love, Nina

23 de janeiro de 2014

#Nos cantos dessa casinha

Quem escreve um poema abre uma porta.
Mas e quem abre o coração?

Só pra você saber, não abri meu coração; você chegou antes.
Você abriu a casa inteira para mim. Um mês antes, eu era a sua sina, nossos olhares se entrelaçavam em toda esquina, em cada bar, em cada livraria. Você estava lá, me olhando. Mas desde que você me estendeu a mão e ofereceu a sua casinha, daquelas simples de campo e de porcelana, você me fez outra alguém: a portinhola se abriu em mim, bem no meu peito. Você conseguiu isso.

Só pra você saber, eu não estava drogada quando disse o primeiro sim, você simplesmente estava no caminho. Não estava no meu plano passar o fim de semana com a sua camiseta no corpo - aquela que agora é minha -, observando os insetos baterem na janela pedindo refúgio e fingindo que cada estrela encontrada era mais um degrau rumo à felicidade. 


Sabe quando você vê algo errado e aquilo te deixa mau-humorado, dizendo que não há mais homens mas, sim, bichos e que finais felizes não existem? Mas então, você abre aquela janela do porão e se depara com um jardim secreto e tudo fica bem de novo? Pois bem, você é meu jardim secreto dessa casinha que erguemos ao redor de nós.


Mas vem cá. 

Só pra você saber, estou cuidando do nosso jardim. Então fica mais um pouquinho, é rapidinho. 
Abra a janela do porão de novo, amor. 


Love, Nina.

21 de janeiro de 2014

#Resenha: Sábado à Noite

Desde que eu li o primeiro capítulo do segundo livro, antes de ler este primeiro, eu quis dar uma chance à Sábado à Noite. Fiquei muito feliz quando o comprei, no entanto levei bastante tempo para "engrenar" na leitura.

Sábado à Noite, originalmente, era uma fanfic (história ficcional feita por fã) da Babi, sobre a banda McFly. E como Babi não conseguiu ser uma rockstar, ela transformou a sua vida literária em uma: foi assim que SAN nasceu. Assim, a trama narra a história em terceira pessoa (coisa que não me agrada muito, pois já estou muito acostumada à primeira pessoas) de Amanda, uma das garotas mais populares da escola de Alto Paraíso e que tem como melhor amigo Bruno, que faz parte da turma dos "fracassados". Na escola, o grupo de Amanda e de Bruno não se misturam e parecem travar sempre aquela rixa de desprezo. 

Ao decorrer da narrativa, somos apresentados aos marotos, grupo de Bruno: Daniel, Caio, Rafael e Fred (que é um ano mais velho). É revelado, então, que Daniel tem uma quedinha por Amanda, que já recebeu cartas de amor de Daniel em outra época. Entre amores não resolvidos e muita intriga, a história de Amanda e de Daniel se entrelaça e ambos tentam se dar bem - apesar de Amanda fugir de Daniel na escola e não querer revelar às suas amigas que está com o garoto. E, apesar das 324 páginas, essa é toda a história. Você deve estar se perguntando como assim?, mas a verdade é que depois da metade do livro, há um vício de acontecimentos: Amanda se junta com Daniel, se diverte com ele, dá uns amassos e, então, o evita publicamente. Quer dizer, tudo bem, tem aquele agravante: Amanda não quer contar pra ninguém sobre Daniel, pois uma de suas amigas parece estar nutrindo sentimentos por ele, também, e para não magoá-la, Amanda resolve ter esse relacionamento de gato-e-rato, sempre agindo às escondidas e dizendo que "não pode" e blablablá. 
"- Você já está fazendo, meu amigo. Você ama essa garota. É a melhor coisa que uma pessoa pode fazer pela outra" - p. 39.
"As pessoas idolatram algo que não conhecem" - p. 89. 
Quem lê a sinopse, tem certeza de que a história é cativante - e, de certa forma, Amanda e Daniel são muito fofos juntos - mas acho que faltou desenrolar muito a trama, pois essa coisa de "ir e vir" é meio cansativa, o que diversas vezes me fez desanimar de continuar a lendo. Ainda acho que a Babi poderia ter comprimido muito mais a história e ter feito um livro menor, mas de melhor qualidade. A capa é um fator muito positivo - eu simplesmente me apaixonei por ela. Mas a revisão, na minha opinião, poderia ter sido mais velada, pois encontrei vários erros de pronome e de vírgulas, coisa que, de primeira, me faz gostar ou desgostar de um livro. Porém, de maneira geral, a escrita agrada, apesar de não ser nada excepcional. Os personagens são bem construídos, no entanto achei que o grupo de Bruno, os marotos, sejam infantis demais e, Daniel em especial, dramático e bobo. Ele é encantador, mas é meio piegas. O drama que o envolve com Amanda, como supracitado, acabou por me cansando em alguns pontos. 

~*~

Título: Sábado à Noite
Autor: Babi Dewet
Ano: 2012
Páginas: 324
Editora: Évora
Gênero: Romance juvenil

~*~

Love for books, Nina.

19 de janeiro de 2014

#Resenha: Amada Imortal

Oi, gente! Mais uma resenha de livro para vocês! *-*


Título Original: Immortal Beloved
Autor: Cate Tiernan
Ano: 2010
Páginas: 279
Editora: Record
Gênero: Ficção Sobrenatural

~*~

A trama de Amada Imortal se inicia quando Nastasya está com seus amigos, completamente bêbada, e vê um deles matar um homem com magick. Assustada, ela tenta ficar incomunicável para eles, então corre em busca de ajuda, nos Estados Unidos. A garota, logo no começo, nos conta que é imortal, mas uma imortal do tipo "vampira-bruxa", pois ela pode viver muito tempo e ainda tem o dom de fazer magia (magick). Apesar de já ter quase 460 anos, ela é do tipo que evitar ao máximo fazer o uso de sua magick, especialmente porque não tem controle de seu poder. 
"Magick significava dor e morte. Aspirar ao uso de magick significava aspirar ao poder e se você tem poder, alguém vai querer tirá-lo de você". - p. 80-81
Nos Estados Unidos, Nastasya vai para Massachusetts atrás de uma senhora, que já tinha oferecido auxílio a ela, outrora. A garota parece manter uma batalha constante dentro de si, entre o ir embora e o ficar. Apesar de River's Edge, a fazenda de River, exigir trabalho braçal todos os dias, aos poucos Nastasya acaba sendo seduzida pela reabilitação. A fazenda é mantida por River com o intuito de fazer os imortais que perderam seus rumos abrirem a porta para a possibilidade de praticar o bem. Toda a magick feita lá dentro do "retiro" é feita a partir de pedras, ou de ervas - coisas naturais, o que me fez perceber que é nada menos do que a dita magia branca; tudo o que os alunos aprendem é ficar em harmonia com o ambiente e retirar dele somente o que precisam, sem danificar nada. 

É claro que, em meio aos ensinamentos e aos círculos feitos, o livro trás um pequeno romance - que, na verdade, não é exatamente isso. De início, Nastasya se encanta com Reyn, um "deus viking", mas por algum motivo que ela ainda não sabe, parece que ela já viu Reyn alguma vez. Ele, no entanto, é indiferente com relação à garota. Nell, uma das alunas, daquele tipo bonita, elegante e sempre feminina, tenta de tudo para conquistar Reyn que, assim como trata Nastasya, trata Nell - como se não ligasse para muita coisa, por assim dizer. 
"Talvez o que River quisesse dizer era que o tempo em si era como um rio, se movendo sem parar para frente, e você estava em um novo rio todo dia, toda hora. Durante toda a minha vida eu tinha me sentido como um lago. Um lago onde tudo estava guardado, para sempre. Todas as minhas experiências, todas as diferentes pessoas que fui, tudo o que tive, tudo o que perdi... Eu carregava isso tudo comigo, o tempo todo". - p. 264-265.
Conforme os meses se passam, Nastasya passa a conhecer melhor a todos, mas nunca conta a ninguém sobre seu passado dramático: na infância, quando ainda não sabia que era imortal, viu sua família ser massacrada por invasores do norte, durante um inverno. Esse episódio parece persegui-la constantemente, produzindo variados flasbacks. 

Nastasya é uma personagem um pouco irritante - mostra-se mimada várias vezes, mas sem perder um toquezinho de humor. Os dramas pelos quais ela já enfrentou apenas assoma seu gênio, que é inconstante e explosivo. Apesar de tentar se controlar e, apesar de tentar ser uma boa aluna, diversas vezes suas emoções raivosas ganham a batalha, e ela acaba por criando situações um tanto quanto bobas. Ela tenta ser uma pessoa forte ao mascarar suas dores e sentimentos, mas acho que, verdadeiramente, ela é meio fraca, pois fracassa muitas vezes ao tentar ser centrada. É do tipo que reclama inutilmente e que é a dona da história apenas porque a autora, a Cate, achou que esse tipo de personagem que não se encaixa em lugar algum poderia fazer algum sucesso. E nem vamos começar a falar sobre essa obsessão por personagens masculinos mau-humorados e fechados que conquistam todo mundo - eu acho isso extremamente ridículo, pois, num mundo normal, acho que ninguém se encantaria por um garoto assim. Cadê a educação, pelo amor de Deus? Porém, de forma geral, a leitura é bastante satisfatória, e a história agrada bastante, apesar dos pontos negativos supracitados. 

Love for books, Nina. 

_____________

Quer participar do sorteio desse livro? Não deixe de seguir o blog e de curtir a página dele no Facebook! Em breve, trago a vocês maiores informações sobre essa novidade! 

18 de janeiro de 2014

#O nosso muito pouco

Lucas,

Acho que nunca te escrevi uma carta, né? Apesar de amar recebê-las, fico meio cética ao escrevê-las; você sabe que eu nunca fui muito boa com as palavras, não como você, senhor escritor-nas-horas-vagas. 

Eu imaginei muitas palavras pra colocar aqui, e ainda não sei quais escolher. Acho que vou começar escrevendo:

Obrigada por nunca ter reclamado dos meus dramas. Obrigada por entender mais que todos quem eu sou. Talvez isso levasse um tempo com as outras pessoas, mas eu soube desde que eu te vi olhando pra mim, naquela estação, que tinha que acontecer com a gente. Foi totalmente ao acaso. Mas você ficou ao meu lado, naquela festa da Stella. Você me escutou. Você disse algo como "Você é meu plano B". Eu não sabia o que significava, mas sabia que era algo importante. Obrigada por aquilo. Por me escutar, em especial. Eu sei que sou confusa e meio idiota de vez em quando. E quase nunca te agradeço pelas coisas que faz. Mas você não é como eu, você diz tudo. Escreve, também. Gosto de receber suas palavras.

Obrigada pelas cartas. Aqui, muito longe de você, elas têm funcionado como gotas de chocolate para uma garota carente. 


Entenda, não sei até quando você vai suportar tudo isso. Talvez leve um tempo, talvez cinco anos, ou cinco dias. Eu vou entender. Estou muito longe. Imagino o quanto deve ser agonizante para você. Mas quero que saiba que, apesar da nossa distância, estou aqui para você. Afinal, foi exatamente por isso que comecei essa carta. Eu precisava te contar que nada vai mudar em mim. As letras que você me escreveu, as flores que me mandou, as frases da Clarice Falcão que você cantou baixinho para mim, muito obrigada. 

Você sabe como eu posso ser sentimental. Quem sabe, um dia em aprenda a parar de ser assim. Mas, com você, eu não tenha vergonha. E obrigada, também, por não ter vergonha de mim. 


Bem, me perdi aqui. Eu te disse que não era boa nisso. 

Só queria te perguntar, afinal, até quando você vai estar aí, esperando. Não vou me importar se você disser que já desistiu de nós. Eu entendo. Do mesmo modo como você me entende, eu entendo a sua decisão. 

Mas não esqueça, nada vai mudar em mim. 

Saudades, 
Sophia. 


Flocos pra vocês, Nina.

[Carta baseada num conto que estou escrevendo, cujos personagens se chamam Sophia e Lucas] 

16 de janeiro de 2014

#Resenha: Confissões de Adolescente


Confissões de Adolescente foi um seriado televisivo em 1994, pra quem não sabe. Eu acho que eu mesma já assisti alguns episódios originais, estrelados pela Deborah Secco, Maria Mariana, Georgiana Goés e Daniele Valente, que, no filme, fazem participações especiais, já que a história é construída para outros personagens. 


Nessa nova trama, somos apresentados a quatro irmãs: Tina, Alice, Bianca e Carina. Elas vivem com o pai, que está tendo problemas financeiros e acha que vai ter de mudar de apartamento para dar conta dos gastos. Tina já não mora mais com as irmãs e com o pai, mas tenta ajudar o crise familiar procurando um emprego, assim como as irmãs. Em meio a isso, surge uma história paralela - que, até o meio do filme, eu não tinha entendido -: há flashbacks, revelando como Tina conheceu o namorado Lucas. 


O filme aborda temas como homossexualidade, embora não seja tão amplo, aborto e sexualidade. Bianca esconde um relacionamento da melhor amiga enquanto faz amizade com a garota nova do colégio, que é constantemente atacada e excluída por seus colegas. Essa amizade faz com que a amizade entre Bianca e sua melhor amiga, Talita, se desgaste e entre em crise. Alice, enquanto tenta diminuir as despesas, quer transar com o namorado pela primeira vez - coisa que apenas se complica cada vez mais, sempre acontece alguma coisa que os impedem de irem até o fim, o que gera muitas cenas cômicas. Carina, a mais nova, entretanto, ainda não precisa se preocupar com garotos, pois parece que nenhum deles é interessado nela - até que um deles, do colégio, é ajudado por um amigo a conquistá-la, rendendo boas risadas, pois eles satirizam Crepúsculo da forma hilária. Tina, enquanto está atrás de um emprego, é obrigada a reaver a sua relação com Lucas, que parece estar em "outro pé", na relação, por assim dizer. 



Lucas, ao meu ver, é imaturo demais para o gênio sério de Tina, que se empenha em encontrar um equilíbrio na sua vida. Dá pra perceber que ela é meio infeliz, pois seguiu o que o pai queria que ela fizesse, estudasse Direito, assim como ele. O pai das meninas me lembrou demais o meu próprio pai, aquela pessoa que acha que pode planejar o futuro dos filhos, que tenta impor um ideal de vida a eles. Com essa atitude dele, ele também tenta convencer Bianca a estudar Direito, que resiste e o confronta sempre que possível. 


De forma geral, não tenho tido paciência para filme brasileiro de comédia e, mesmo que Confissões de Adolescente não seja majoritariamente cômico, pois trás alguma pitada de drama, ele me conquistou de um modo muito bom. Acho que pelo fato de os personagens serem todos adolescentes e a trama invadir bastante o meio e os problemas das pessoas dessa faixa-etária, isso serviu para me conquistar muito. Sem contar que é um filme que dá pra você ver com as suas amigas, sozinha e com a família, pois é um mix de tudo que encontramos na vida. 


Um ponto muito positivo, aliás, foi a trilha sonora. É realmente encantadora. Misturando canções antigas com novas, a produção acertou bastante. A própria Sophia Abrahão, que interpreta a Tina, canta durante o filme Leãozinho, do Caetano. Por ficar com Sina na cabeça, fui procurar outras músicas dela, e a que mais adorei foi Flores, que é muito melódica e um amorzinho. Quem quiser conferir, aqui está:


Nota: 

Love, Nina. 

13 de janeiro de 2014

#Esse amor é nosso

Você não me comprava anéis, nem colares caros, mas mesmo assim eu gostava das coisas que recebia. Geralmente eram flores com uns cartõezinhos bonitinhos. De vez em quando você até arriscava a escrever alguma coisa, lembra? Não me dava as estrelas, mas eu meio que me sentia no céu – o que era completamente clichê.

Nosso relacionamento era incrível, eu não tinha muito de que reclamar. Eu tinha aprendido a esperar bem mais de mim mesma do que você. Por isso, de vez em quando eu me pegava cantando para você, qualquer canção, apenas para vê-lo sorrir. Era uma coisa que apenas me fazia adorar ainda mais estar contigo; já você, gostava de retribuir, de dizer o quanto eu sempre era perfeita cantando, ou o quanto a minha cara de travesseiro estava bonita logo pela manhã. Eu sabia que existia certa hipérbole, mas como não ser seduzida por suas palavras? Você sempre conseguia me ganhar com muito pouco: com seu sorriso característico, com um bombom fora de hora, com um dueto improvisado.

Eu tinha aprendido a parar de gostar de ficar sozinha, gostava mais da sua companhia. Das suas mãos nas minhas, dos seus beijos, por vezes, imprevisíveis. Não havia muito espaço entre nós – não éramos do tipo de esconder a felicidade, nem de evitar um sorriso público. Estávamos aprendendo juntos a não nos importar com o que diziam, a nos importar mais conosco, a cuidar mais um do outro – mesmo que aquilo parecesse ridículo.

Eu era meio ignorante com relação ao amor, achava que meu coração era seu, para sempre. Acreditava que nosso destino era esse: eu e você, sem mais ninguém por perto. Por vezes, achava que deveria lhe confessar todos os sonhos malucos que já planejara para nós: eu, você, uma casa do campo. Ou então, eu, você e nossos animais velhos e ranzinzas. E, talvez ainda, dois ou três filhos. Não me importava se era muito, ou pouco: era o que minha mente me fazia querer. Eu meio que necessitava desse futuro. Queria que ele estivesse o mais próximo de nós do que realmente estava. Tínhamos 15 anos – e nada era para sempre. Mas quem sabia? O futuro era naquele dia. Se era ridículo?  

Achava que o ridículo mesmo era fingir que não estava feliz. 


Amour pra vocês, Nina. 

10 de janeiro de 2014

#Yesterday, goodbye.

Ontem estava tudo bem. 
Eu continuava o mesmo, você também. Você me dizia, sorrindo, que iríamos ficar juntos por um longo tempo. Ficamos por tempo suficiente, agora penso. 

Mas agora, tudo de que preciso é sair daqui e ficar sozinho. 
Você aí, como sempre quis. Talvez, um pouco mais solitária que o normal. 
Talvez eu tenha dito alguma coisa errada, e você nunca teve coragem de me dizer o quê. Você se calou, consentiu e esqueceu. Mas será que esqueceu? Você nunca se esquece, você é o que eu chamava de 'quebra-cabeça': quando eu entendia uma parte sua, havia mais mil para desvendar. E eu nunca acertava. Sempre estava perdido, mergulhado num misto de surpresa com frustração. 
Acho que nunca te entendi. Você continua revirada, desvairada e nem um pouco comedida. 

Achei que fosse uma boa ideia jogar isso com você, o jogo do amor. Parecia simples quando estávamos juntos, aconchegados na cama num dia frio. Mas, agora, aqui fora dessa casa, olhando pela última vez a sua expressão, percebo que nós sempre fomos um campo de batalha. 

Nós nunca falamos sobre isso, mas é isso que ainda somos. 

Não somos mais os mesmos. Carrego uma espécie de nuvem negra por sobre a minha cabeça, e você, uma sombra a persegue mais que tudo. 
Nunca mais seremos iguais, nem confidentes. 

A partir de agora, estamos separados. Estamos nos separando. É o que você pareceu querer. 
Eu não tenho certeza de mais nada. Não importa agora. 


É fácil se apaixonar por alguém como você, mas nunca me disseram quão árduo seria quebrar seu coração.


Don't Believe in Yesterday, Nina. 

4 de janeiro de 2014

#Resenha: Extraordinário


Título Original: Wonder
Autor: R. J. Palacio
Ano: 2012
Páginas: 318
Editora: Intrínseca
Gênero: Ficção Americana

Extraordinário narra a história de um garotinho de 10 anos, August, que, ao longo da vida, sofreu inúmeras cirurgias plásticas por conta de um problema genético. Devido às cirurgias, que tentaram melhorar o aspecto de seu rosto, o garoto nunca frequentou uma escola, sempre teve aulas em casa, ministradas pela própria mãe. Então, quando seus pais lhe oferecem um ano normal, ele hesita - August acha que não está pronto; aliás, que a sociedade não está pronta para recebê-lo e aceitá-lo. No entanto, após visitar a escola e ser recebido por três alunos "exemplares" - Jack, Charlotte e Julian -, Auggie aceita o desafio.
"SEUS FEITOS SÃO SEUS MONUMENTOS: Esse preceito significa que deveríamos ser lembrados pelas coisas que fazemos. Elas importam mais que tudo. Mais que do aquilo que dizemos ou do que nossa aparência. As coisas que fazemos sobrevivem a nós. São como monumentos que as pessoas erguem em honra dos heróis depois que eles morrem. (...) Por isso nossos feitos são nossos monumentos. Construídos com memórias em vez de pedra". - p. 72.
É claro que houveram dificuldades: brincadeirinhas começaram a surgir e rumores também; de início, como ele é algo 'novo', todo mundo quer olhá-lo, mas então ficam horrorizados. Apelidos surgem e brigas também. É difícil para ele, afinal o garoto não sabe em quem confiar. Apesar de fazer amizade com Summer logo no primeiro dia, no Halloween ele fica sabendo de uma verdade incômoda vinda de Jack, alguém que August achou que fosse seu amigo. Ao longo do ano, August começa a perceber que, apesar de seu rosto ser daquele modo, há pessoas que gostam dele e que o acham engraçado. Ele é um menino que está crescendo e aprendendo a lidar com as dificuldade e superá-las com um pouco de sarcasmo. August, então, percebe que pode ser extraordinário e especial de um modo que não o faça achar que tem algum problema. August é um menino especial em variados aspectos, inesquecível também. 
"Eu gostaria que todo dia fosse Halloween. Poderíamos ficar mascarados o tempo todo. Então andaríamos por aí e conheceríamos as pessoas antes de saber como elas são sem máscaras". - p. 80.
A leitura é dividida em muitos narradores, o que confere ao livro uma característica muito dinâmica. Os vários pontos de vista - que passam por sua irmã, o namorado dela, uma amiga da irmã, Jack e Summer - revelam verdades, além da que August acredita e vê. A trama começa de forma um pouco monótona, foi o que achei, mas conforme as dificuldade aparecem na vida de August, é muito fácil se apegar aos personagens e entender todos os sentimentos contidos na história: o horror, o medo, a hesitação, a adoração, a raiva, a compaixão e a amizade. A amizade, aliás, é a segunda maior lição, incutida na gentileza. Foi ótimo ler que, embora o personagem tenha limitações como qualquer criança de sua idade, tudo foi se encaixando ao longo da narrativa. 
"Não, não é tudo ao acaso. Se fosse, o universo nos abandonaria à própria sorte. E o universo não faz isso. Ele cuida de suas criações mais frágeis de formas que não vemos. (...) Talvez seja uma loteria, mas o universo deixa tudo certo no final. O universo cuida de todos os seus pássaros". - p. 208. 
"Não precisamos dos olhos para amar, certo? Apenas sentimos dentro de nós. É assim no céu. É só amor. E ninguém se esquece de quem ama" - p. 233. 

Extraordinário trata da infância e dos medos, de uma escala geral, muito humanos de uma forma linda e encantadora. Ele reflete, exatamente, o que todos nós receamos: a rejeição. Constantemente, August é afligido por esse sentimento diversas vezes, mas sempre o ignora com uma frase engraçadinha e com os amigos ao seu redor. August é um garotinho doce e inspirador, e que age de forma especial o tempo todo. O livro é tão tocante e especial, que tenho a certeza de que ele se tornou um dos meus favoritos. Tinha, totalmente, um olho nas minhas lágrimas que segurei, assim que o terminei. 

"Toda pessoa deveria ser aplaudida de pé pelo menos uma vez na vida, porque todos nós vencemos o mundo" - p. 313.
 O trecho que mais me marcou e que, certamente, lavarei pelo resto da minha vida é esse:
QUANDO TIVER QUE ESCOLHER ENTRE ESTAR CERTO E SER GENTIL, ESCOLHA SER GENTIL.
Gentileza pra vocês, Nina.  

1 de janeiro de 2014

#Músicas que quebram o seu coração

Acho que Glee se tornou uma doença, para mim. Desde o começo do ano passado não largo as músicas do seriado, e volta e meia crio listas com elas. E eu sei que é o primeiro dia de 2014 e deveria ser só alegria, mas a última que criei foi essa: músicas que quebram o seu coração. Querem conferir? 


Parte I - Without You

Parte II - Roots Before Branches

Parte III - Somewhere Only We Know

Parte IV - If I Die Young

Parte V - Still Got Tonight

Parte VI - The Scientist

Parte VII - Cough Syrup

Parte VIII - Homeward Bound/Home

Parte IX - I'll Still By You

Parte X - Make You Feel My Love

A very gleekin' new year, Nina.