28 de julho de 2014

#Resenha: Princesa Adormecida

Não esqueçam de participar do sorteio de Esta é uma história de amor! As regras estão aqui.
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Título: Princesa Adormecida
Autora: Paula Pimenta
Editora: Record
Páginas: 189
Ano: 2014


Paula Pimenta é autora das séries Fazendo Meu Filme e Minha Vida Fora de Série, além de livros de crônicas e poemas. Ela já participou, também, de uma antologia de contos com escritoras mundialmente famosas, como a linda da Meg Cabot. O último livro da Paula que saiu é Princesa Adormecida, uma releitura do conto de fadas A Bela Adormecida. 

Neste livro, a nossa personagem principal é Áurea, também conhecida como Anna Rosa. Confuso? A princípio, sim. Eu fiquei total perdida no começo, não estava entendendo nada, mas calma. Conforme a leitura avança, você entende melhor. Os pais de Áurea se conheceram na França. O pai dela tem sangue real, mas a mãe não. Tudo parece ótimo, até que uma amiga em comum dos dois sente ciúmes deles. A mulher, Marie Mallevile, se diz apaixonada pelo pai de Áureahá anos e jura vingança por não ter ficado com ele. Com isso, ela tenta raptar Áurea - sem sucesso, pois é delatada por um garotinho. Conforme a garota cresce, as investidas de Marie pioram, até que Áurea morre. 

Oi? Sim. Ela morre... para todo mundo, menos para a família, que é a única a saber que Áurea, na verdade, agora se chama Anna Rosa e vive com os tios, no Brasil. Esse plano é arquitetado para tentar despistar Marie. Então, Rosa cresce cheia de cuidados: não pode falar com estranhos, não pode sair com as amigas, não pode namorar... E Rosa não entende muito bem o porquê disso tudo, apesar de ter diversas versões disso na cabeça. 

Tudo muda a partir do momento em que ela e as amigas vão passear sozinhas pela cidade, sem a autorização da escola  e dos tios da menina. Elas vão a um bar, onde a DJ Cinderela  está tocando lá (se você leu o conto de Paula contido no Livro das Princesas sabe totalmente quem é a personagem). Rosa dá seu número à DJ, que promete informações sobre seus shows e coisa e tal por mensagens. É aí que tudo realmente começa. Rosa, que nunca falou muito com meninos, começa a conversar com um por mensagens. Com base no que eu já tinha lido, achei que fosse a Marie Mallevile se comunicando com a Rosa, se passando por um menino legal para conquistar a menina. Acontece que eu quase acertei. 

Bem, os dias vão se passando e Rosa se vê cada vez mais apaixonada pelo garoto das mensagens, chamado Phil. Apesar de a personagem ter 16 anos, nessas horas ela parecia ter uns 12, sinceramente. Sem falar que as mensagens eram melosas demais. De certo modo isso irrita, mas depois que você se acostuma, tudo bem. Como eu já li todos os livros dela, já me acostumei. Mas para quem não está acostumado, é meio difícil. É muito "Oi, princesa", ou "Oi, minha linda". Sou romântica, mas não sou de gostar dessas coisas. 

Enfim, deixando isso pra trás... O enredo é muito bem arquitetado e envolvente. Dá totalmente para ler o livro em uma só sentada, porque você fica tão presa à história que não consegue fazer outra coisa. E a Rosa é uma personagem muito cativante, me lembrou um pouco a Fani, de FMF. E o Phil? Tô querendo um pra minha vida, haha. 

A ilustração da capa é de tirar o fôlego, simplesmente adoro quadros impressionistas, e essa arte ficou linda! E, por dentro, há um monte de coisas diferentes, também, como os balõezinhos das conversas entre Rosa e Phil, as páginas arrancadas dos bilhetinhos e as matérias de jornais. Infelizmente não posso contar mais nada sem soltar spoilers importantes, portanto leiam, porque vale muito a pena! 



Love
Nina 

26 de julho de 2014

#TOP 5: músicas da Taylor Swift

Opa, já sabe do sorteio que estou fazendo? É do livro Esta é uma história de amor. Não deixe de participar, viu? As regras estão aqui.

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Decidi fazer um TOP 5 sobre a Taylor Swift, porque passei a noite inteira ouvindo as canções dela e, especialmente, as cinco que mais amo.

1. Fearless não fala somente sobre ser destemida no amor, mas também sobre ser destemida na vida. Sobre ter a decência de passar por todas as experiências de cabeça erguida e ir atrás do que quer, sem medo. Ela fica na primeira posição, porque acho que ela fala muito sobre mim e define a trilha sonora da minha vida numa só música.


2. Fifteen é aquela canção que só diz verdades, embora sejam difíceis de aceitar. É sobre quando a gente é jovem de mais pra entender que a vida é muito mais do que aquilo que vemos e sentimos. Quando temos 15 anos achamos que tudo é para sempre, até nos darmos conta que a vida muda, as opiniões mudam e os sentimentos também; afinal, nós crescemos e deixamos o passado para trás. Vamos em busca de uma vida de verdade. Se eu ainda tivesse 15 anos, essa seria a trilha sonora do meu aniversário, com certeza. 


3. Mean fala sobre bullying. Sobre superá-los, especialmente. Porque é claro que quase todo mundo já sofreu esse tipo de intimidação de alguma forma, e todo mundo sabe que tudo o que queremos é que essa fase passe para sermos quem somos, sem termos de nos esconder dos outros. Porque, um dia, todos nós seremos o que quisermos, e aqueles que obstruíram nosso caminho somente serão 'maus', ou 'patéticos'. Uma das canções mais especiais que acho da Taylor, pois é divertida, sem deixar de mandar o seu recado.


4. Long Live é sobre querer ser lembrado e deixar a sua marca no mundo. Não tenho palavras para explicar o amor que sinto por essa música. Sou feita dessa música, completamente. Todo mundo quer ser especial nesse mundo, quer fazer a diferença, e essa canção é sobre deixar suas impressões. É sobre dizer, também: estou indo atrás do que quero. Simplesmente perfeita.


5. Invisible é sobre... É, é sobre o quanto, às vezes - ou quase sempre, no meu caso -, nos sentimos invisíveis perante o mundo. Eu já fui muito mais invisível do que sou hoje, e eu sei o quanto machuca. É horrível ser ignorada, não fazer parte de algo e se sentir excluída o tempo inteiro. Com sorte, a gente acha o nosso grupo, pessoas que realmente se importam com a gente e que nos fazem felizes. 




E aí, o que acharam? Qual é o TOP 5 de vocês da Taylor? 

Love
Nina 

20 de julho de 2014

#Aprenda a parar de chorar pelo seu coração

Não deixem de participar do sorteio do livro Esta é uma história de amor, viu, gente? É só seguir as regras! (POST ABAIXO)
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A gente tenta se proteger da melhor forma possível, tenta acreditar um pouco, também, e tenta inventar uns sonhos malucos. A gente vai pra fora, pra Itália; volta e se desencanta com o nosso país. A gente, também, tenta dizer que o amor vence. Mas vence de quem? 

Ouvi dizer que nada é para sempre, querida. Às vezes, a gente finge não entender as coisas, que tem alguém nos esperando, que nosso sorriso é verdadeiro. Mas, no final, o que nos resta é um pouco de solidão. No final, a gente entende muito de tudo, a nossa casa está vazia quando chegamos da rua e nosso sorriso mais revela decepção do que outra coisa. Viu só? É tão fácil se proteger. A gente se protege mentindo pro mundo. E sabe de uma coisa? A gente tem que parar com isso - tem que parar de dizer que "está tudo bem", que gostamos da empresa na qual trabalhamos, que as pessoas ao nosso redor são amáveis. No fundo, a gente tem que parar de se magoar. E, às vezes, fazemos isso inconscientemente. Por isso é tão triste. Por isso, quando entendemos o que está acontecendo, ficamos chocadas. É difícil aceitar a realidade e a verdade. Ninguém gosta de sofrer ao descobrir a vida. 

Mas é preciso. É preciso que inspiremos fundo e encaremos o que está bem a nossa frente. A verdade pode ser qualquer coisa, desde que você entenda suas consequências. E as consequências podem ser tropeções, hostilidade ou sofrimento. Eu sei que dá medo, afinal ninguém quer sofrer nessa vida. Mas é preciso. Porque somente assim vamos entender o que significa a vida, o que há depois do final da rua, o que está ou não determinado a nós. 

É assim que vamos entender que não temos de chorar por todas as coisinhas que nos fazem. Dói, e é preciso que doa, mas a gente tem a liberdade de se permitir sentir, ou não. Se for preciso, sinta. Mas se a situação é descartável, descarte também a dor. Ninguém disse que você está predestinada a sofrer sempre - de vez em quando, é um aprendizado; mas sempre? Querida, você não tem que derramar lágrimas toda hora. A vida não foi feita pra gente ter o coração partido frequentemente. A dor pode ser sentida, mas seu coração é capaz de repeli-la, de renunciá-la. Porque nosso coração foi feito pra viver, pra estar livre, pra cair de cabeça, se for preciso. E, às vezes, é preciso. E chorar por ele não vai mudar nada. Ele sabe se virar sozinho, querida; ele quase não precisa de você e das suas dores. Mas não pense que ele é inatingível, também. Ele sofre, como você. Mas não chore. Afasta o choro, porque a vida é isso aí que você vê: uma vastidão de acertos e erros. 


Love
Nina 

16 de julho de 2014

#Sorteio: Esta é uma história de amor

Oi, gente!
Como eu faço muitas resenhas e estou abarrotada de livros, decidi fazer o primeiro sorteio do blog!



Sorteio do livro Esta é uma história de amor (Jessica Thompson).

Regras:
1. SEGUIR o blog. Quem não seguir será automaticamente descartado como o ganhador do sorteio e eu selecionarei outra pessoa.
2. Seguir os passos do Rafflecopter.
3. O sorteio acaba dia 15 de Agosto à meia-noite.
4. O vencedor tem até cinco dias úteis para entrar em contato comigo pelo e-mail mundodanina@gmail.com
5. O livro será enviado para o ganhador até uma semana depois do encerramento do sorteio.

a Rafflecopter giveaway

Qualquer dúvida, entre em contato comigo: mundodanina@gmail.com

Que a sorte esteja a favor de todos! 


Love
Nina 

13 de julho de 2014

#Resenha: Eleanor & Park

Título Original: Eleanor & Park
Autora: Rainbow Rowell
Editora: Novo Século
Ano: 2013
Páginas: 325

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Se não me engano, descobri Eleanor & Park pelo Corujando bem no comecinho do ano. Ele demorou a chegar nas minhas mãos, devido a um problema na Livraria Cultura, mas quando o peguei, o li em um único fim de semana. Foi tão rápido, tão maravilhoso, que eu desejei ter prolongado a leitura. 

Park é um mestiço que adora música alta, enquanto Eleanor é a garota nova tímida. Eles se conhecem no ônibus escolar e, aos poucos, apesar de vácuo dos primeiros dias, uma amizade nasce. Park empresta gibis e grava fitas para Eleanor e, assim, eles se aproximam de modo bastante cauteloso, mas ao mesmo tempo rápido.

Eleanor se acha gorda e se veste com roupas pouco convencionais. Seu estilo é muito diferente dos demais, o que a destaca diante da multidão, além de receber apelidos maldosos e ser alvo de brincadeiras humilhantes. Ela é ruiva, um fato que me ganhou desde o começo. Eu amo gente ruiva. Se pudesse, teria nascido ruiva, acho lindo. Só que isso parece não agradar seus colegas, que a apelidam de "Cabeçorvente". Park, em contrapartida, está sempre de preto, com raras exceções. Ele é um típico adolescente dos anos 80, por isso me identifiquei demais com ele. É muito fácil apreciar Park, porque ele é muito gentil e verdadeiro. 

Aos poucos, é claro que a amizade evolui para amor. E, de maneira alguma, Rowell fez essa transição parecer forçada. Devido à família pouco normal de Eleanor, ela não pode falar que está namorando Park, então, começa a inventar mentiras para dizer do porquê não vai pra casa logo após a escola. Seu padrasto, Richie, é um bêbado machista e totalmente descontrolado. Sua mãe, no entanto, não tem coragem de se separar dele, então a família inteira sofre com brigas e outras coisas mais sérias. Richie tenta se impor perante a todos, intimidar a todos e, Eleanor especialmente, tem medo dele. Tudo o que ela faz é sair da rota dele, para não arranjar problemas. 

O relacionamento de Eleanor e Park é meio que baseado em omitir boa parte da vida de Eleanor. Park não tem ciência de que a família dela é do modo que é, porque a garota evita falar sobre isso. Há certos impasses, também: por exemplo, a família dele a acha esquisita; a mãe de Park, apesar de ser educada, acha que Eleanor não é a menina certa para seu filho. Mas, aos poucos, esse "estranhamento" vai se desfazendo, e a Eleanor e a mãe de Park encontram maneiras de se aceitarem.

O livro é simplesmente lindo e sensível. Ele lida muito com essa coisa de se estar perdido na sociedade, de não se encaixar. Além disso, lida muito com as relações interpessoais. É realmente tocante a maneira como Park e Eleanor se relacionam, porque não é nada forçado e há uma pitada humor em quase tudo. Com certeza, Eleanor & Park me deixou com uma ressaca literária terrível. Estou tentando mergulhar em outros livros, mas não consigo. Tudo que quero fazer é reler este. Ele, com certeza, deixa o leitor meio frustrado e depressivo, mas isso, de maneira alguma, é uma coisa ruim. É justamente o que o faz perfeito. Um dos livros mais sensíveis e lindos que já tive a oportunidade de ler, vou levá-lo para sempre no meu coração e na minha estante! E o mais legal é que, conforme você vai avançando na leitura, dá pra criar uma playlist bem bacana com as músicas que são citadas!
Love
Nina 

8 de julho de 2014

#Espero que você tenha esperança

A vida é sobre limites e aceitar suas escolhas, mas também sobre ultrapassar esses limites e mudar suas escolhas. Você pode decidir escolher o limite mais seguro, aquele que não te define, que a faz ser somente mais uma. Você é uma em um milhão. Você é a chance desperdiçada. E quando se é desperdiçada, nada mais lhe impede de recomeçar. Parta do zero, mesmo que isso doa, mesmo que esteja cansada demais para tentar. Não precisa acertar, veja bem; a vida não é feita sob medida pra gente, ela vai se ajustando a nós conforme nossa jornada. Conforme nossos sorrisos, conforme as nossas perdas, conforme cada passo nosso. Nossa jornada é grande, vamos enfrentar intempéries, vamos carregar o peso de uma culpa, vamos esconder a nossa verdadeira identidade, apenas porque assim parece mais confortável. Mas não se esqueça: dessa jornada, você só leva o que for real. Então, nada de sentimentalismos baratos, falsas modéstias ou alegrias descabidas. Vamos ser verdadeiras, combinado? Porque, uma vida baseada em mentiras pode sobrar o quê? Fracassos. E você nunca foi uma fracassada - se é, não era pra ser. Não era isso que a vida estava guardando. 

E não me venha com essa de sonhar acordada. Querida, a realidade é aqui. Você não pode escapar disso: dos golpes que o destino te dá. E se você se acha fraca demais para suportá-los... Pare de sonhar, pare já! A realidade é infinita. Os sonhos, minha cara, tão destrutíveis. Você tem que ir além, tem que transformar esses limites que a vida lhe oferece em algo que seja seu, que a faça perceber que venceu, que toda a realidade valeu a pena. Você pode querer estar em outro lugar, com problemas ínfimos, mas está aqui. Está aqui, no mundo, meu bem. E disso você não pode escapar. Você tem essa jornada a completar, lembra? Não se desperdice. Não jogue fora o seu tempo; seja o seu próprio tempo. Seja seu próprio limite. Seja a sua própria escolha. 

Reconheça-se ao espelho e diga que vai acontecer, que você fez isso acontecer. Não tenha medo de começar a fazer acontecer e de brigar pelo o que quer. Não digo que a vida não aceita o seu sonho, mas vê como isso é difícil? E sonhar acordada atrasa a vida. Se é pra sonhar, sonhe de verdade. Sonhe e traga isso para a realidade. Corra atrás. Querida, faça acontecer. Pode ser um sonho tão, mas tão pequeno, mas ele vale a pena. Uma faísca é capaz de mudar tudo, não vê? Eu sei que dói quando esse sonho não acontece, e dói mais ainda quando você ouve as risadas dos outros, dizendo que você é uma sonhadora. Não tem nada errado com isso, meu bem. Mas não trancafie esse sonho. Não sonhe acordada, quando pode fazê-lo se concretizar. A vida é assim: se você se esforça, você consegue. A vida não é boazinha, ela vai fazer isso doer o quanto for preciso, mas você não precisa ter medo. Siga em frente, pule essa linha que separa a ilusão da realidade e faça acontecer. Entendeu? Faça a sua jornada e não se esqueça de voltar dessa estrada com o seu melhor sorriso. O sorriso de uma vencedora. Viu só? A vida é feita pra gente ser feliz. 


Love,
Nina 

4 de julho de 2014

#Resenha: A Teoria de Tudo

Título Original: The Theory of Everything
Autora: J. J. Johnson
Editora: Nossa Cultura
Ano: 2012
Páginas: 340

~*~



Esse livro nunca esteve na minha whishlist. Eu o comprei totalmente por acaso, simplesmente porque o vi na prateleira e, analisando a sinopse, gostei do enredo. A princípio, achei bastante diferente e, por isso, até mesmo achei que fizesse mais a cara do selo Galera Record, porque é mais temático, cheio de desenhos e gráficos engraçadinhos em cada começo de capítulo. 

A Teoria de Tudo conta a história de Sarah, uma menina de quinze anos, que perdeu a melhor amiga num acidente dentro da escola. Sarah, mesmo depois de meses, ainda está abalada e não consegue mais se socializar como antes. Toma antidepressivo, por isso. Mas nada, nem mesmo o namoro com um cara rico e educado, a faz querer retomar a rotina de antes. Ela simplesmente se tornou alguém totalmente sarcástica para esconder a dor e a falta que sente de Jamie. Mas as respostas de Sarah sempre rendem boas risadas, o que é ótimo. Dá para entender a situação da garota: ela somente ainda não sabe como lidar com a situação. 

Sarah repele os pais, o irmão, o namorado e a sociedade e, para tanto, se mete em alguns problemas como matar aula e sair escondido à noite. Seus pais tentam ameaçá-la, dizendo que poderiam retirar as coisas boas dela, para tentarem fazer com que a filha tome jeito, mas nada realmente adianta. Sarah, então, se mete numa confusão com cara, quando sua cachorra foge para uma floresta. Ela já conhecia o Sr. Shawalter - vulgo Capitão Gambá - e, por isso, ela sente um pouco de medo, a princípio. Mas, quando ele descobre que Sarah realmente esteve em sua propriedade, Shawalter lhe oferece um emprego em troca do que perdeu: cortar árvores de Natal. Aos poucos, Sarah e Shawalter compartilham conversas e percebem que têm muito em comum. Assim, eles começam a se entender melhor e a criar um laço. 

Na sinopse fala bastante sobre a aproximação de Sarah com o irmão gêmeo de Jamie, mas no livro isso ocorre pouco. A principio, eu achei que eles teriam uma história romântica, mas percebi que não é bem assim. Sarah o vê como um irmão e nada mais. É claro que, aos poucos, eles se aproximam também, mas não é nada com segundas intenções. Emmet, o irmão de Jamie, ainda quer saber como sua irmã morreu e, por isso, Sarah meio que tenta fugir dele em algumas situações. 

Sarah, apesar de se manter afastada, é uma garota engraçada. A leitura é muito rápida por causa disso: a cada capítulo você fica querendo mais. Os personagens são bem construídos, cada um com suas qualidades e defeitos, mas sempre muito reais. Não são fantasiosos, ou forçados. Cada um nos conquista de uma maneira peculiar. O meu preferido é, sem dúvida, o Sr. Shawalter, não somente pela carga traumática que carrega, mas porque ele é do tipo caladão e gentil. Todo mundo acha que ele é uma espécie de vilão, mas ele se revela um cara bastante cativante. 

O que me ganhou mesmo foram nas ilustrações. Sentia falta de livros bem-humorados e distintos, por isso A Teoria de Tudo me conquistou totalmente. 


Love
Nina