29 de agosto de 2014

#Resenha: Deixe a Neve Cair

Título Original: Let it snow
Autores: John Green, Maureen Johnson e Lauren Myracle
Editora: Rocco
Páginas: 335
Ano: 2008
~*~


Deixe a Neve Cair é dividido em três contos, mas que se interligam, pois alguns dos personagens estudam na mesma escola. 

1. O expresso Jubileu (conto da Maureen Johnson).
Jubileu é uma garota que é namorada de um cara superocupado. É véspera de Natal, e seu namorado está ajudando a família na ceia. Jubileu, entretanto, se vê prestes a encarar uma aventura, quando recebe a notícia de que seus pais foram presos por estar metidos numa confusão devido a compra de peças da Cidade do Papai Noel Flobie. Aliás, Jubileu recebeu esse nome em devoção à uma das peças da Cidade. Ela, então, precisa ir de trem para a cidade dos avós, só que o trem bate num banco de neve e fica parado nos trilhos. Sem alternativas, Jubileu atravessa as pistas e entra numa Waffle House. Lá, ela conhece Stuart, um garoto bonito e divertido, que a convida a ir para sua casa se aquecer. A relação dos dois, de modo algum, é forçada. É muito natural, na verdade. É muito meiga e verdadeira. Foi o meu conto preferido, porque ele é leve e divertido e, de repente, acaba e você fica querendo mais. 

2. O milagre da torcida de Natal (conto do John Green). 
Tobin está assistindo a filmes do James Bond com seus amigos, Duke (que é uma menina) e PJ, quando um amigo deles liga e diz que a Waffle House está infestada de líderes de torcida. Mesmo que Tobin não seja tão fã assim de líderes de torcida, ele e os amigos saem no meio da nevasca para ir à Waffle House. Depois de muitos altos e baixos, Tobin começa a perceber que gosta de Duke mais do que uma simples amiga. Tobin é um típico personagem do John Green: bem humorado e muito tipicamente garoto-americano. É um conto divertido, impossível controlar as risadas. 

3. O Santo padroeiro dos porcos (conto da Lauren Myracle).
Addie está numa depressão que não acaba, porque se separou de seu namorado, Jeb. Era para eles se encontrarem na Starbucks da cidade na véspera do Natal, mas ele não vai. E Addie, então, fica remoendo todas as lembranças que tem com ele, até que suas amigas tentam ajudá-la a sair da fossa. Tegan, então, coloca Addie numa missão: ela tem que pegar o seu novo bichinho de estimação na pet shop, mas Addie está tão avoada que meio que esquece de fazer a tarefa. Nesse conto, todos os personagens anteriores aparecem, e não é, de modo algum, muito confuso. Na verdade, é uma cena muito divertida. Mas esse conto foi o menos preferido, porque acho que faltou um pouco do que os outros contos apresentaram: um pouco de diversão. É um conto diferente, mais inclinado para "O que é o espírito de Natal?" do que os outros. 

Recomendo o livro não somente pelos contos, mas por causa dos autores. Com certeza, fiquei muito a fim de ler mais coisas da Maureen Johnson! 
Quem já leu, qual é o seu conto preferido?

Love
Nina 

24 de agosto de 2014

#Resenha: Quem sabe um dia

Trago a vocês Quem sabe um dia, um livro que comprei por puro impulso (capas lindas que me ganham o coração em menos de um segundo, oi) e que eu literalmente amei, logo no primeiro capítulo. Quem já viu Gilmore Girls, ou Parenthood conhece a Lauren Graham como atriz. Mas o que dizer da atuação dela como escritora? Esse livro é a prova de que ela é incrível também com uma caneta nas mãos, minha gente! 


Título Original: Someday, someday, maybe: a novel
Autora: Lauren Graham
Editora: Record
Ano: 2013
Páginas: 367

~*~

Franny Banks é uma aspirante a atriz, no ano de 1995. Faltam apenas seis meses do prazo de três anos que estipulou a si mesma para alcançar seu sonho. Logo no início, Franny se mostra uma personagem com um quê de hilaridade e uma mulher que é suscetível a se meter em problemas. Ela é aquela personagem tipicamente engraçada e confusa sobre tudo - mas, mesmo assim, consegue fazer o clichê passar bem longe, porque nos conquista logo de cara. Ela tem sacadas na ponta da língua, por exemplo. Entre a aula de teatro e a busca de agentes para arranjar papéis importantes para ela, Franny se apaixona por um de seus colegas de classe (da aula de teatro) e após muitas fantasias, ela realmente começa a namorá-lo. James Franklin é um cara ambicioso e que está se dando bem no ramo do cinema. Ele tem todas as características para ser aquele personagem masculino incrível e apaixonante, no entanto, digamos que é muito fácil se desencantar por ele. 

Franny divide um apartamento com Dan e Jane e anota tudo na sua agenda, fazendo e desfazendo planos. Ela deseja ficar no estilo palitinho, bastante magra, porque acredita que seus quilos a mais não a favorecem em nada. Depois de arrumar duas agências, ela consegue alguns papéis devido a isso. São papéis pequenos - geralmente intitulados como "A Garota que Ri", ou "A Garota Número 2". Quase não há falas e sempre a acham uma pessoa engraçada. 

Os personagens do livro são bastante verossímeis, passam a imagem de pessoas reais que estão mesmo atrás de algo. Franny, por exemplo, é uma daquelas personagens que você sabe que vai amar logo no primeiro capítulo. James Franklin, apesar de ser lindo e incrível, deixa a desejar como par romântico da protagonista, porque é do tipo que se promove à toa e não faz diferença nenhuma. Ele é um típico interesseiro social, e já era de se imaginar que ele não amava a Franny tanto quanto dizia. 

Todos os personagens são divertidos e leves. Dá para se identificar muito com eles. Eu tenho certeza de que há muito da Franny em mim: ela é atrapalhada e, quando não sabe o que falar, começa a inventar coisas do nada para dizer. Sem contar que as situações nas quais se mete são hilárias; ela sempre consegue dizer algo errado, ou esquecer algo que muda muita coisa no enredo. Ela é feita de erros, basicamente. E é incrível, porque eu me sinto totalmente como ela na maior parte do tempo. 

O legal é que há páginas da agenda que Franny carrega e anota tudo. São realmente engraçadas e servem para "quebrar" um pouco a leitura. 

Esse livro, com certeza, se revelou um dos meus preferidos. A escrita é ótima, e rápida, você não tem que parar porque ficou confusa, ou para procurar palavras difíceis. E o enredo é simplesmente delicioso e completamente certeiro. Nada fora do lugar. O que mais me chamou a atenção foram as coisas que aprendi sobre essa coisa de ser atriz. Não é o que quero para a minha vida, mas foi incrível descobrir esse mundo neste livro. Muitas coisas nem dá pra imaginar, e foi muito legal me adentrar nesse mundo. Com certeza, se a Lauren escrever outros livros com a mesma temática, vou querer super ler!


Love
Nina 

22 de agosto de 2014

#Poema: Tudo de você

O céu brilha, 
É a cor dos teu cabelo
Os fios se emaranham
No infinito do celeste profundo

Pousa o pássaro na tua tinta
Que se mantém escura e fria
Vem a melancolia traçando
o vão da tua canção, manchando
de azul o coração

As nuances de você entram
na minha pele, disseminando
todo o caminho que você percorreu, 
assim como as promessas que
morreram no mar da tua alma
feita de melancolia

Seu brilho é seu diamante
encrustado na terra firme
Azul da cor do nosso lago, 
tão vago e profundo que
sua mente já esqueceu. 
E de azul o coração se cala. 

[Pra explicar: estou fazendo uma eletiva de Criação Literária e, nesta semana, falamos um pouco sobre poemas e este em especial é um dos que escrevi para uma das atividades propostas pelo professor. Não sou de escrever poemas, mas gostei tanto deste (que era sobre uma cor) que resolvi publicá-lo. Quem sabe eu escreva mais poesia daqui pra frente!]. 

Love,
Nina  

15 de agosto de 2014

#Resenha: Will & Will

Título Original: Will Grayson, Will Grayson 
Autores: John Green e David Levithan
Ano: 2010 (publicação nos EUA)
Páginas: 348
Editora: Record


Confesso que não tinha muita vontade de ler este livro, apenas o peguei por puro impulso num dia que pude, de verdade, gastar em livros. É claro que qualquer livro que tenha sido escrito pelo John Green é ótimo, e esse não é diferente. Embora nunca tenha lido nada do David (que escreveu Nick e Norah - uma noite de amor e música, com a Rachel Cohen) - e embora os capítulos dele tenham me irritado - acho que ele fez perfeitamente o papel de um bom escritor. 

Will & Will conta a história de dois diferentes Will Grayson. Will Número Um é o melhor amigo de um cara gay, o Tiny, que é todo exultante e seguro de si mesmo. Tiny está escrevendo um musical, e Will Número Um não quer estar representado nele. Acho que, em muitos aspectos, Will Número Um tem vergonha de ser amigo de Tiny (talvez não por ele ser gay, mas talvez porque Tiny é expansivo e tudo mais). Esse Will é contido, mas engraçado. Ele tem regras como sempre ficar de boca fechada e não se importar com as coisas, mas, no fundo, ele é o tipo de cara que se importa muito, apenas não quer admitir. Já Will Número Dois é fechado e depressivo. Ele é um doce, mas não consegui gostar muito dele (talvez, porque não há muita diversão nas partes dele e tudo parecer meio monótono e depressivo). 

Will Número Um vai a um show com seus amigos, Tiny e Jane. Ele não consegue entrar, entretanto, e vai parar uma sex shop. É lá que encontra Will Número Dois, que tinha ido ali para se encontrar com um cara que tinha conhecido ela internet (que se revelou não ser, exatamente, tão real quando Will pensava). Will Número Um meio que consola Will Número Dois e o apresenta a Tiny. A partir daí, Will Número Dois e Tiny entram num relacionamento recheado de mensagens trocadas. 

O livro é ótimo, não me leve a mal, mas eu não consegui sentir conexão nenhuma entre Will Número Dois e Tiny. Eles parecem totalmente diferentes um do outro, e querem coisas diferentes, também. Eu achava que o livro era mais sobre os dois Will. Achava, mesmo, que eles terminavam juntos (acho que foi por isso que o li em tão pouco tempo). Mas, infelizmente, não é isso que acontece. Os dois Wills nem amigos ficam direito. O destino deles é totalmente outro, e por isso há certa decepção. 

O personagem de John Green (dá totalmente pra saber que é dele), o Will Número Um, é um personagem autêntico e verossímil. Ele nos passa credibilidade. Mas o Will Número Dois é muito mimizento. Não sei explicar muito bem, mas tem alguma coisa nele que não me fez gostar dele. E o modo como os capítulos dele foram escritos me irritaram demais. 

eu: sabe o que é uma merda no amor?
o.w.g.: o quê?
eu: o fato de estar tão ligado à verdade. 

Love
Nina 

#Resultado do sorteio


Oi, gente!
Hoje venho anunciar o ganhador do sorteio!

Nome do ganhador: Maria Carolina Araújo. YAY, Carol! Que bom que participou da promoção! Vou entrar em contato contigo e, até o final da semana que vem, enviarei o livro a você. 

Aos outros, obrigada por participarem! 

P.S.: rolou um probleminha quanto à hora do final do sorteio, peço desculpas, foi um erro meu.

Love,
Nina 

6 de agosto de 2014

#É um mundo selvagem

Não deixem de participar do sorteio do livro Esta é uma história de amor. Para saber as regras, AQUI.

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Ah, querida. Eu sei. O mundo não é como a gente espera. Às vezes, ele pode ser incrivelmente tedioso e você tem que fingir que é alguém que não é para disfarçar esse tédio. Não sei por que fazer isso; por que mentir? 
O mundo pode ser, sim, lindo. 
Meio difícil, é verdade. Você pode dar de cara no chão muitas vezes. Pode ficar sozinha por muito tempo. Pode não se sentir retribuída o suficiente. Pode, inclusive, achar que você é injustiçada o tempo todo. Se é verdade? Meu bem, quem sou eu pra dizer algo? 

Você pode achar que perde tudo a cada dia, que não sabe respirar direito longe daquela pessoa que ama, que o mundo vai acabar se ninguém te amar. Ah, querida, vamos parar com o exagero, tudo bem? A gente sabe que isso é mentira; que a gente ganha coisas de vez em quando, que respirar é difícil para qualquer um, que o amor não determina a sua felicidade. Se quiser pular fora desse trem, siga em frente. Mas não se esqueça que, tudo que vai volta. Você vai receber o que você deu. Se abandonou a vida, assim, só porque as coisas não saíram como você quis, ela vai te abandonar, também. É um mundo selvagem, querida. As garras do mundo vão agarrá-la e, sinto muito, mas você não vai poder fugir. Você vai ter de arcar com as consequências, mesmo que ache que não mereça tanta violência. 

Se vai embora, não esqueça seu sorriso em qualquer lugar. Use-o, porque a felicidade é isso aí que você vê: toda essa incerteza que te amedronta tanto. Quem disse que todo mundo tem que tem certeza de tudo? Você, certamente, sabe como é andar na corda bamba. Você sabe que às vezes a gente vence, as às vezes a gente perde. É assim que funciona esse mundo. As coisas não dão certo - e não eram para dar certo, entendeu bem? Você não fez nada errado; foi a vida que escolheu assim. Você escolheu fugir, lembra? Não a culpe se não receber aquelas flores que achou que alguém te daria, ou o beijo no final da história. Porque, querida, não há flores nem finais de história. Há uma imensidão, cheia de amores desencontrados e uma longa jornada pela frente, interminável. Tão interminável, que você vai caminhar por dias e dias em busca de algo. E, quando achar, vai perceber que precisava daquilo mais do que tudo. E, não, não estou falando do amor. Vamos esquecer isso, tá certo? Quando você chegar lá e encontrar a sua coisa preciosa, ela vai se revelar ser a felicidade. E, se você não sabe ainda, a felicidade não está ligada ao amor. O importante é oferecer amor ao mundo. Se recebermos o feedback, melhor. Mas não pense que, só porque alguém te ama, acabou a sua missão. A nossa missão não é ser amada, é amar. É ter a coragem de encontrar a felicidade. É esquecer toda essa coisa de que o amor é essencial. Quem disse isso? O amor só serve pra gente, quando não é egoísta. E o mundo é muito egoísta, querida. Aprenda desde já: é um mundo selvagem.