18 de outubro de 2014

#Resenha: Um novo amanhecer

Quem ama livros e ainda não está participando do sorteio desse mês, corre aqui pra ter a sua chance! 

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Então, como a maioria das pessoas está sabendo, eu comecei um projeto de Book Tours de livros nacionais e essa é a primeira resenha. 
Conheci a autora desse livro no grupo Clube do Livro e fiquei encantada pela capa. Conversamos algumas vezes e, quando surgiu a ideia do Book Tour, ela foi a primeira pessoa a aceitar participar dele. 


Título: Um novo amanhecer
Autora: Cinthia Freire
Editora: Novo Século (sob o selo Talentos da Literatura Brasileira)
Páginas: 373
Ano: 2014

Em Um novo amanhecer somos apresentados à Giulia, nossa protagonista. Desde o começo, ela reconta como foi conhecer e se aproximar de Leonardo, seu namorado. Giulia é a garota nova na escola e Leonardo é o garoto popular e querido por todos. É claro que ela logo se apaixona por ele, já que Leo, desde o primeiro contato com ela, é o tipo de cara inexistente cavalheiro que se oferece a ajudá-la em que for preciso na escola. Logo eles se tornam amigos e é inevitável que, num dado momento, haja aquela típica cena que a maioria das garotas deseja: o garoto divertido se declara, soando todo atrapalhado e tal e coisa. Mas Giulia ainda não sabe de um segredo de saúde que Leo carrega: é, ele está doente. O câncer que ele teve na infância voltou e, tragicamente, não há mais cura. É claro que, uma hora, Leo acaba confessando sobre seus problemas de saúde e, como a garota apaixonada que Giulia é, não quer ouvir sobre ele tentar terminar o namoro devido a isso. Ela decide, então, ficar com Leo durante essa jornada. 

No enredo há também Zyon, um anjo que foi para a Terra como forma de penitência por ser tão arrogante. E o engraçado é que ele não tem nada de arrogante; é um garoto meigo e doce - meio fechado, talvez -, mas muito querido. Ele está vagando pelas ruas quando se encontra com Giulia chorando numa pracinha e a ligação entre eles é imediata. Zyon sente toda a dor de Giulia, por causa da convalescença de Leo, e depois disso, ele não consegue se desgrudar da garota. Zyon quer protegê-la e afastar toda aquela dor dela. E é claro que, no meio do caminho, ele acaba se envolvendo com ela mais do que deveria. 

A história é narrada majoritariamente por Giulia, o que confere à leitura um clima dramático e pesado, pois boa parte do livro é focada no período em que Leo está doente. Leonardo também narra, mas é raro (pessoalmente, eu teria gostado mais da leitura se ele fosse o protagonista). Zyon é outro narrador, que aparece de vez em quando (mais a partir da metade para o final). Cada personagem é diferente do outro; foi um ótimo trabalho de construção da autora. Leo é o típico garoto engraçado e gente boa. Giulia, a menina apaixonada que não faz mais nada além de provar esse amor e viver para esse amor. Zyon, como já apontado, é descrito como arrogante algumas vezes (mesmo na sinopse), mas não é nada disso. Não sei se foi um resvalo na construção dele, mas eu meio que me senti enganada um pouco, pois esperava um cara intragável e bad boy, mas ele é super querido. Não amei de paixão nenhum dos três, embora tenha me identificado mais com Leo, pois é o personagem mais verossímil - e quem me conhece sabe que eu adoro uma verossimilhança.

Falando da verossimilhança, esse é o único ponto negativo do livro, que me decepcionou e me irritou diversas vezes. Apesar de todos os livros literários que já li terem sido ficcionais, sou do tipo que me irrito demais com exageros e foi por isso que, mais ou menos na metade do livro, já comecei a me desanimar. Não sei por que o amor precisa ser tão sofrido pra todo mundo e mais: por que precisa de tanta rasgação de seda, declarações forçadas de amor e frases de efeito. Sei que quem escreve e gosta de romance exagerado tende a exagerar também nos diálogos e nos sentimentos acerca do amor - sei disso pelas fanfics que leio, especialmente. Mas, como eu aprendi na minha aula de Criação Literária, quem escreve precisa aprender a ser contido. Nem toda frase precisa estar lá, e nem todo diálogo precisa realmente ser dito, especialmente se for somente um floreio com as palavras. 

É claro que dá pra entender que a Giulia está apaixonada, mas ela é do tipo de menina que não acrescenta em nada. Ela é forte e fraca ao mesmo tempo, uma coisa meio dúbia. No fim, achei-a uma personagem principal meio apagada comparada a Leonardo e Zyon. E o fechamento do livro foi uma das coisas mais nonsense que já li (embora tenha uma explicação dentro do contexto da trama), e olha que já li muitos livros nonsense e de fantasia/sobrenatural. Foi uma surpresa, mas do tipo esquisita - soou, para mim, como um remendo.

O ponto positivo é a escrita impecável e muito bem construída da autora. A leitura é de fácil compreensão e não há a mínima chance de dizer que parece forçada, pois é algo que flui com facilidade. É uma leitura agradável para qualquer momento. A trama é muito bem amarrada, embora algumas partes tenham me passado a impressão de estarem ali apenas para preencher um espaço. Toda a doença do Leonardo poderia ter sido mais encurtada e a autora poderia ter trabalhado mais no final, que, para mim, foi como, de repente, estar na frente de um precipício e não conseguir refrear a queda - ou seja, acaba muito rápido e me deixou com a sensação de que, como eu disse, foi um remendo na história. 
"Eu daria tudo para estar no lugar dele naquele momento, mesmo que fosse por alguns minutos. Queria saber o que era ser amado daquela maneira, queria sentir o toque das mãos dela, sentir aqueles lábios nos meus, sentir o calor daquele crpo e, então, poderia desaparecer e seria a alma mais feliz que já existiu um dia" - p. 113. 
Sobre a autora: 

CINTHIA FREIRE nasceu em São Paulo, onde mora com o marido e duas filhas. Formou-se em Arquitetura, mas a paixão por histórias acabou a conquistando de vez. Desde então resolveu se dedicar em tempo integral a escrever romances, seu estilo preferido.
Contato com a autora: FacebookPágina Um Novo Amanhecer e Twitter









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Não esqueçam de comentar sobre a resenha, nós do Projeto Book Tour e a Cinthia agradecemos! 
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Love
Nina 

7 comentários:

  1. Oi Nina, tudo bem? Eu estou louca para esse livro chegar nas minhas mãos desde que li uma resenha muito positiva do livro =D.
    Então, concordo com você que alguns autores colocam em seus livros dramas demais e isso acaba irritando algum leitor. Afinal cada leitor tem um gosto e não dá pra enfiar em uma pessoa um gênero ou estilo que ela goste. Eu por exemplo, odeio os hot. Odeio qualquer livros que traga excesso dessas cenas. Mas sei que há quem curta =D
    Eu particularmente amo um drama. kkkkkk. Aliás, foi algo que me atraiu nessa história.
    E existem sim, pessoas que vivam apenas para o amor. Há todo o tipo de amor. E há aqueles que amam e gostam de expressar demais e há aqueles que amam e não ficam apenas para si.
    Mas, entretanto, toda via, em todo o caso...
    só vou poder chegar nas minhas conclusões quando ler o livro =D
    Beijoooos
    http://profissao-escritor.blogspot.com.br/

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  2. Olá!

    Sou desses! Gosto desse amor sofrido, desse amor derramado.

    Já havia gostado da sinopse do livro e agora com a sua resenha deu ainda mais vontade de conhecer de perto.

    Esperando pela minha vez!

    Abraços,

    http://legereoculis.blogspot.com.br/

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  3. Oi, Nina!
    Pena que não curtiu taaanto a história. Eu ainda não havia visto nada sobre esse livro, foi bom saber sua opinião. Também não gosto muito desses amores extremamente sofridos nem de declarações melosas o tempo inteiro.

    Beijos, Entre Aspas

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  4. O livro parece até legal, mas eu não sei se eu leria.

    http://iasmincruz.blogspot.com.br/

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  5. Aquele lance da verossimilhança e dos exageros... hehehe... achei a capa simpática, mas o enredo meio culpa estelar ( entendedores entenderão kkk) não me atraiu mto não... enfim... sempre bom ver suas resenhas coerentes e bem fundamentadas. UM BJUUU

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  6. Olá!

    Achei a capa meio feinha, mas gostei da parte que vc destaca os pontos positivos da escrita

    resenhaeoutrascoisas.blogspot.com

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  7. É incrível como você consegue resenhar tão bem. Sério, sem ser puxa saco, até porque não há motivos para este fim. Gosto das suas resenhas por que, como já disse, posso confiar totalmente. Sei que há muita sinceridade, apesar de obviamente, não pensar sempre como você - acredito. Mas, assim, eu estava realmente querendo saber mais desse livro, porque gosto de ler livros de novos escritores. Conhecer novas obras e tal. E conheci esta, porém não pude comprá-la ainda. E apesar de observar os mesmos aspectos que você em um livro, ainda desejo lê-lo. Só para tirar minhas próprias conclusões sabe?! rs'
    Ah, adorei esse projeto. Já estarei aqui para o próximo post.
    Beijos
    http://escrituras-da-alma.blogspot.com.br/

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