29 de janeiro de 2015

#Contos de fada, pt I

Oi, gente!
Trago a vocês hoje um assunto diferente que, nos últimos tempos, tem me chamado a atenção. Os contos de fada. Fui a uma palestra na minha faculdade no mês de Dezembro que abordava esse assunto e o relacionava a várias áreas, como a comunicação e a psicanálise, e pude aprender muito sobre esse gênero. 

Ilustração de Divica Landrová, em 1959, para o conto Chapeuzinho Vermelho. 

Onde nasceram os contos de fada? 
Difícil saber, pois são contos populares camponeses que foram conservados pela tradição oral. Cada época e cada área do planeta têm seus contos. 

Qual a finalidade deles?
Depende do autor e da época. A princípio, eram amorais. No entanto, a partir do século XVII, se tornaram instrumentos morais direcionados aos jovens da côrte (especialmente no que tocava à questão de "defender" a sexualidade das meninas). Já no século XVIII, foram usados de forma mais civilizadora. No século XIX, para promover a língua alemã (com os Irmãos Grimm). 

Com ou sem fadas?
Os contos divergem muito nesta questão. Naqueles que não há a presença de fadas, os animais mágicos entram em ação. 

Fábulas x contos de fada
As fábulas, geralmente, trazem animais como protagonistas e há sempre uma moral por trás da história. No entanto, como dito acima, as finalidades dos contos de fada variaram conforme o tempo, ou seja, não precisa, necessariamente, apresentar uma moral. 

Alguns nomes na literatura: 
1. Giambattista Basile. 
Escritor italiano de 1566. Sua obra mais conhecida é Pentamerone (Pentamerão), livro escrito em prosa no dialeto napolitano. Consistia em diversas fábulas dirigidas às crianças que colheu do povo e de tradições de suas muitas viagens. Personagens como Cinderela, Rapunzel e A Bela Adormecida foram as primeiras a serem transcritas a partir de seu livro e, posteriormente, foram recontadas por outros autores.







2. Charles Perrault 
Escritor e poeta francês do século XVII. Estabeleceu as bases do gênero conto de fadas, concedendo-lhe o título de "Pai da literatura infantil". Histórias conhecidas: Chapeuzinho Vermelho, Cinderela, A Bela Adormecida, O Gato de Botas, Barba Azul e O Pequeno Polegar. 









3. Marie-Catherine d'Aulnoy
Escritora francesa do século XVII. Foi a criadora do termo contos de fada ("contes de fée"). Por ter tido uma vida muito sofrida, seus contos de fada eram muito carregados de angústia, especialmente a feminina. 










5. Marie Leprince de Beaumont
Escritora francesa contemporânea de d'Aulnoy, escreveu a versão mais conhecida de A Bela e a Fera. 








6. Irmãos Grimm
Pesquisadores alemães. Os contos contidos no livro Contos de fadas dos irmãos Grimm começaram a ser compilados em 1810. No primeiro livro havia mais de 200, que foram coletados a partir de histórias orais. O intuito dos irmãos era atrair leitores infantis, por isso suavizaram as histórias em vários aspectos (especialmente no quesito da violência). 








7. Hans Christian Andersen 
Escritor e poeta de histórias infantis, nasceu na atual Dinamarca. Contos de sua autoria: O Patinho Feio, O Soldadinho de Chumbo, A Pequena Sereia, A Roupa Nova do Rei, A Princesa e a Ervilha, A Polegarzinha e A Rainha do Gelo (alô, Frozen!). 










Os contos de fada para cada autor acima.
Cada um deles teve uma história de vida diferente e, inclusive, viveu em sociedades e épocas diferentes. De modo que os contos sofreram variações nas mãos de cada autor. Os "iniciantes" os relatavam com muita subversão, muita violência (e é bom lembrar que muitos não pregavam moral alguma). Os próprios rumos dos contos se diferenciam. Alguns, em algumas versões, não têm o "felizes para sempre", e alguns elementos não são os mesmos (a exemplo do material do fio do fuso no conto de A Bela Adormecida). 

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Por enquanto é isso, gente. Não quero estender a postagem demais (que ficou imensa), pra não ficar cansativa. O meu objetivo para ela era compartilhar com vocês o que aprendi sobre o assunto. Quem gostou do tema, em breve, trago a segunda parte! Fiquem à vontade para comentar, hein? 

Love
Nina 

25 de janeiro de 2015

#TOP 5: Casais de seriados


Faz um tempinho que não apareço com um TOP 5, né? A culpa foi das postagens que já estavam rascunhadas e que precisavam ser postadas o quanto antes para que não ficassem se acumulando. Mas hoje tem um TOP 5 super especial pra vocês seriadores! 

1. Sid/Cassie - Skins
Skins UK foi o primeiro seriado que acompanhei na minha vida, quando tinha uns quinze/dezesseis anos. Parei de vê-lo depois da terceira temporada, simplesmente porque a storyline ficou louca demais. Em Skins havia gerações. Sid e Cassie são da primeira (aparecem na primeira e segunda temporadas). A storyline deles começa quando o melhor amigo de Sid, Tony Stone, arranja Cassie para fazer sexo com Sid, já que ele é virgem. Mas acontece que Sid não está nem aí para Cassie, pois é secretamente apaixonado pela namorada de Tony, a Michelle. É claro que Cassie acaba se apaixonando por Sid, e tem que lidar com os foras desajeitados do garoto. Gosto muito deles, porque Cassie é toda louquinha e Sid, apesar de estar envolvido com uma vida desregrada, é um cara legal. Ele é meio lento e bobo, mas tem um caráter mediano. 


 Eu irei amar você para sempre
 Você vai?
 É, esse é o problema. 

2. Naomi/Emily - Skins
De novo Skins, porque foi inevitável não acompanhar a terceira temporada, na qual nos é apresentada a Emily e a Naomi. Toda a primeira geração sai de cena, ficando somente a irmã de Tony, a insuportável da Effy. A história dessas duas recomeça quando ficam sabendo que estudarão juntas. No jardim de infância, elas já tinham estudado juntas, mas rolou um episódio entre elas e a irmã de Emily, a Katie, ficou dizendo que a Naomi tinha assediado Emily. Naomi é meio fechada e dona de um sarcasmo incomparável, mas é uma personagem incrível. Com certeza, a minha preferida dessa geração. Já Emily é tímida e toda certinha (diferentemente da irmã). Mas as duas se veem próximas cada vez mais conforme a narrativa acontece e acabam não suportando mais esconder o que sentem. 

 Eu conheço você, Naomi. Eu sei que você é solitária. Eu acho que você precisa de alguém que queira você. Bem, eu quero. Então, seja corajosa e me queira de volta. 

3. Finn/Rachel - Glee
Eu sei que não é novidade nenhuma que Finchel esteja nesse Top 5, afinal, Glee é o seriado que mais vejo/revejo e esses dois, com certeza, são meu OTP. A Rachel é uma personagem difícil, orgulhosa e egocêntrica, mas acho que o amor que ela sentia pelo Finn a transformou, deixando-a um pouco menos metida e mais amiga. Finn é o cara perdido - mais conhecido como "eu mesma" -, mas que, com a ajudinha de Rachel e do Glee, ele começa a tomar rumos para a vida. 

 Meu lar não é um lugar, é alguém. É você. 

4. Aria/Ezra - Pretty Little Liars 
A Aria, desde os livros, é a minha personagem preferida de PLL. Eu adoro seu estilo, sua atitude e suas manias, acho que me vejo muito nela. E, na série, ela não perdeu a essência - como algumas vezes acontece em adaptações. Motivada pelo amor que sente por Ezra, seu professor, ela é capaz de enfrentar a família e muitas pilantragens de A. Infelizmente, eu parei de acompanhar o seriado, por motivos de: meus nervos não aguentavam mais a porcaria do mistério, por isso não sei a que pé eles estão agora. 

 Eu não vou me desculpar por amar você. 

4. Castle/Beckett - Castle. 
Ok, Castle. Case-se comigo. Esse seriado é incrível, recheado de suspense policial e de comédia. Não tenho palavras para expressar meu amor por ele. E só de ver essa cara do Castle já me faz ter vontade de rir! Bem, ele e a Beckett acabam se conhecendo quando pedem auxílio a ele para desvendar um crime, já que ele é um escritor de romances policiais e as pistas deixadas pelo criminoso eram compatíveis com as de um livro que Castle escreveu. O prefeito da cidade, entretanto, decide manter Castle como membro fixo não-oficial da delegacia, o que rende várias discussões e cenas hilárias entre ele e a tenente Beckett. 


 Mesmo nos piores dias, existe a possibilidade para a alegria. 

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Nunca fui tão seriadora assim, mas esses cinco casais resumem o porquê eu assisto esses seriados (ok, tirem Glee disso, por motivos óbvio; agora eu só vejo para saber o final, independentemente dos shippers formados). 
Quais são os casais de vocês? Dividam comigo! 
E, se você não sabe o que começar a assistir, comece por esses acima (Castle, especialmente Castle!). 

Love
Nina  

22 de janeiro de 2015

#Umas doses extras de café depois do amanhecer

Sei que seus planos não me incluem. Mas aqui estamos, longe de qualquer falação alheia. Não vamos nos preocupar agora, tá? Quem precisa do amanhã, aliás? Temos o agora e, por mais que ele pareça passageiro e nos diga que não há esperança, quem poderia desmentir a infinitude desse momento? 

A gente quer um pouco de carinho mútuo - é por isso que estamos aqui. Ninguém disse que você precisa ficar, querida. Não a quero presa a mim desse jeito, seja quem é, seja livre. Se voltar, faça isso por você. Queira voltar pelas mãos dadas, pelo quentinho da minha coberta, pelos sorrisos trocados. Volte porque gostou, porque o momento se fez necessário mais do que deveria e porque você não conseguiu resistir. Ninguém precisa ignorar a tentação, sabe? Você pode ceder - não tô falando pra que você é uma fraca. Fraqueza é a mentira, é roubar uma vida só pra você, sabendo que não vai ser capaz de fazer a outra feliz. Você não é fraca por querer esticar os minutos e por querer acordar com um beijo no nariz. 

Vendo-a daqui, até parece que quer mesmo ficar. Não sou de implorar, mas fique à vontade. Espalhe o que for preciso - o amor, as gargalhadas e as roupas. Contagia-me com seu abraço e com aquele drama barato de chick-lit. Não vou me importar, sabe? Porque isso é o que você é. E, dentre todas as coisas que já gostei na vida, acho que você é a maior. É uma coisa que bate na gente na hora. Não dá pra deixar pra lá. 

Não sei o que o dia me reserva. Não sei se haverá mais de você, ou de simplesmente uma dose de café extra-forte para suportar a vida. Mas, se você prometer que vai voltar, tomo quantas xícaras for preciso. Se suportar a vida ao seu lado for desse jeito que tá agora, meu bem, cê já me ganhou. 

Não vou implorar. Vá, se for preciso. Mas fique, se não encontrar mais ninguém com quem possa dividir os cafés para enfrentar a vida.


Love
Nina 

19 de janeiro de 2015

#Resenha: Amor em Jogo

Hoje venho trazer a resenha do livro Amor em Jogo, da escritora franco-brasileira Anaté Merger. Ela faz parte do grupo de parcerias que iniciei no final do ano passado e fico muito orgulhosa por ter conhecido o trabalho dela. 

Título: Amor em Jogo
Autora: Anaté Merger
Editora: Ases da Literatura
Ano: 2014
Páginas: 378


Desde a primeira vez que li a sinopse, eu fiquei muito curiosa pelo livro e já tinha em mente que ele seria incrível (eu sei, não é bom "vangloriar" uma história com base apenas na sinopse, mas aconteceu com Amor em Jogo). E eu acertei: ele é mesmo incrível. Você pode achar que a história é apenas mais um clichê como tantas outras, mas a autora conseguiu transformar sua trama em algo a mais.

Amor em Jogo é narrado em terceira pessoa, mas no presente (às vezes houve algumas confusões temporais e, na minha opinião, neste ponto a revisão poderia ter sido melhor), mas nada que prejudicasse a leitura. A personagem principal, Alix, está passando por um período turbulento com a perda dos pais e da fazenda da família. Mas é aí que duas amigas entram em ação e a levam para uma viagem de verão. Trixxie, Noé e Alix vão parar em Sant-Tropez, um lugar paradisíaco. Lá, suas amigas dão aulas de etiqueta e moda para Alix com o intuito que ela arranje um trabalho, sendo que a garota é muito ligada à terra, então todas as vagas disponíveis na cidade não a apetecem. Depois de várias tentativas, Alix acaba entrando para a Confraria de Ases, uma espécie de cooperativa que só contrata mulheres para funções, aparentemente, de donas de casa. Todas as Damas da Confraria servem um ator mundialmente conhecido, o Cliff Forestier. Alix assina o contrato sem saber muito bem o que está assinando. Nesse meio tempo, ela conhece melhor Nathan, um cara que conheceu na feira. Alix fica encantada com ele, pois parece que ele é exatamente como ela, gosta da terra e é bastante humilde e fofo. 

Durante alguns dias, Alix trabalha normalmente na Confraria de Ases, até que descobre que aquele emprego vai além de ser uma mera empregada na casa. Quando descobre a verdade, ela não sabe o que fazer, já que não pode romper o contrato sem pagar uma multa altíssima. Alix também tem de lidar com o que sente pelo seu patrão, Cliff. Ele é um homem frio, que apenas dá ordens e que age de modo dissimulado e cínico. Alix não sabe quem ele é de fato e tem dúvidas se pode confiar nele. 

O que mais me chamou atenção foi o fato de que todos os personagens em volta de Alix eram imprevisíveis e ambíguos. Alix é a única que o leitor "segue" todo hora, de modo que a conhecemos muito bem ao longo da leitura. Acho que o grande jogo do livro foi justamente a proposta da autora de manipular os personagens e, por conseguinte, a mente do leitor. Por mais que o leitor tenha suas teorias, muitas revelações vêm à tona de forma surpreendente. Adoro tramas nas quais o leitor se sente presente em todos os momentos e que, mesmo assim, não tem previsão alguma sobre o que pode acontecer a seguir. Amor em Jogo cumpriu perfeitamente o seu papel de forma irreverente e inteligente. É um livro muito adulto (não somente pelos temas abordados, mas também pela forma como foi escrita), no qual os personagens roubam completamente a cena. Aprendi que são os personagens que sustentam uma história e posso assegurar que Alix, Cliff e todos os outros fazem isso com maestria. Toda a trama é trabalhada em cima dos personagens, numa mistura de romance e suspense. Alix, às vezes, tem umas escorregadas de infantilidade (por exemplo, quando ela não sabe o que fazer, chora e se tranca no quarto), mas, de forma geral, é muito forte, combativa e real. Cliff é ambíguo, o que me fez gostar dele em algumas horas, mas detestá-lo em outras. Ele é um pouco abusivo e imponente, portanto não é nada agradável (quer dizer, pelo menos eu não o achei agradável, embora saiba que muitas meninas amem esse tipo, e eu ainda não sei por quê). Nathan é um amor, muito querido e compreensivo, com certeza o que mais me agradou. 

O que mais gostei é que, apesar de ser um livro de romance, não há declarações melosas e todas cheias de floreios, como é comum neste gênero. O romance é muito adulto, envolvente e convincente. Em hora nenhuma eu fiquei com vontade de rolar os olhos, ou largar o livro de lado. Aliás, esse foi o primeiro romance longo que li de forma digital em menos de uma semana (levei quatro dias!). Apenas tenho que dar os parabéns à autora, pois seu trabalho é incrível, um dos melhores que já li (e ainda melhor: me fez ter mais vontade de conhecer a França!). 

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>>> Decidi que uma forma de vocês conhecerem os autores, além de publicar a biografia deles, é fazendo uma breve entrevista com eles. Espero que gostem da que eu fiz com a Anaté! 

1) Como foi o processo de criação do livro? Desde a ideia inicial até a finalização dele? 
A ideia surgiu quando vi a foto de um iate - em duas páginas - em uma revista de celebridades. Na página da direita estava um ator americano, deitado, tomando sol e lendo, na página da esquerda - onde aparecia a ponta da proa do barco - estavam várias moças de biquini. Por volta das três da manhã acordei com a ideia, peguei a tablete escrevi o esboço da história e voltei a dormir. Nos meses seguintes trabalhei no argumento e desenvolvimento dos capítulos e personagens. Também fiz muita pesquisa: de campo, indo a Saint-Tropez e Lacoste algumas vezes, sobre iates, festas, lojas, etc. Quando o manuscrito ficou pronto enviei a dois leitores que me deram as suas preciosas opiniões, refiz algumas passagens e ele foi para a revisão. 

2) Como você se decidiu narrar em terceira pessoa, mas num tempo presente? (Pergunto isso, pois esse é o primeiro livro que leio com essa estrutura e me chamou bastante a atenção). 
Trabalhei como jornalista por dezessete anos e usar o presente é natural para mim, o que não significa que não queira aprender a usar outros tempos, formas de narrativa e até experimentar estilos diferentes. Espero ainda ter muito tempo para testar tudo isso.

3) Como várias vezes salientado durante a narrativa, você acredita que as pessoas têm dois lados e sempre estão agindo por trás de máscaras e/ou disfarces? 
Essa característica era importante na estrutura de Amor em Jogo. "Alix" precisava sentir o choque de ter sido enganada, de saber que não deveria ter confiado em quem confiou, mas prefiro acreditar que as pessoas - no nosso mundo real - não usam máscaras nem se escondem atrás dos seus problemas. Vamos dizer que sou otimista e sempre procuro o melhor nas pessoas, mas infelizmente sempre podemos nos surpreender por isso aprendi a não esperar muito dos outros.

4) Como o fato de você ser franco-brasileira te influenciou no processo do livro? 
Eu nasci no Brasil e obtive a naturalização há muitos anos. O meu marido e meus filhos são franceses e a minha adaptação ao modo de vida do sul da França foi absoluta. Sou completamente apaixonada pela região onde moro - a Provence-Alpes-Côte d'Azur - e a inspiração para os meus livros vem desse lugar, das tradições, das pessoas que encontro, das histórias que ouço e da rotina que vivo por aqui.

SOBRE A AUTORA:
ANATÉ MERGER é formada em jornalismo e com um mestrado em comunicação internacional no Institut d'Études Politiques em Aix-en-Provence, Anaté Merger trabalhou por 17 anos como jornalista em várias emissoras de TV e jornais brasileiros até se mudar para a Provence em 2004.
Franco-brasileira, casada, dois filhos, Anaté Merger é empresária no ramo do turismo, além de contista das antologias Amores Impossíveis e Segredos de Família, organizadas por Lycia Barros.
Página da escritora AQUI




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Espero que tenham gostado e que tenham ficado com vontade de conferir esta história! 
Em breve, mais resenhas e entrevistas! ;)

Love
Nina 

15 de janeiro de 2015

#Dicas para escritores

Mesmo de férias, aqui estou eu para o terceiro post de dicas para escritores! Fiz um pacto comigo mesma de terminar alguns projetos já iniciados e, durante a escrita, surgiram uns tópicos legais para vocês. Esse post serve bastante para pessoas que querem escrever, mas que não sentem muita confiança e para escritores ainda iniciantes (cuja "carreira" ainda não é extensa). 


1. Inspirar-se é diferente de copiar
Todo escritor, antes de tudo, é um leitor ávido. E, como tal, tem um escritor preferido. O que acaba acontecendo é que esse escritor preferido acaba sendo a nossa base e a nossa inspiração para sermos escritores. Eu me "descobri" escritora a partir da série literária O Diário da Princesa, da linda, diva e maravilhosa Meg Cabot. Ela é, majoritariamente, a pessoa que mais me inspira a escrever. Mas isso não quer dizer que eu a copie. Inspirar-se em algum escritor nunca é copiar seu trabalho. Inspirar-se é pegar um coisinha ali, ou outra coisinha acolá e só. É, às vezes, se inspirar numa característica que você gosta de um personagem, ou num pedacinho de uma storyline (exemplo: a personagem é princesa. Isso não quer dizer que a minha história seja igual à da Mia Thermopolis, nem à da Ana [Simplesmente Ana, da Marina Carvalho], pois o desenrolar é completamente diferente). Para deixar mais claro ainda: escritor de verdade CRIA e não RECICLA algo. 

2. Primeira ou terceira pessoa?
Essa é uma questão mais pessoal. Eu, por exemplo, opto pela escrita em primeira pessoa, pois me sinto mais à vontade escrevendo como se fosse a personagem principal falando. Mas existem certas dicas que podem ajudar a decidir, a exemplo do gênero e da proposta da história. Ação e suspense funcionam melhores, a meu ver, em terceira pessoa. Mas se é um romance (de amorzinho, mesmo), às vezes, o indicado é a primeira pessoa, para o leitor entrar na pele da personagem e sentir tudo o que ela sente. A primeira pessoa é ideal para criar um laço mais próximo com a personagem, enquanto a terceira pessoa é mais fria e mais distante, geralmente ótima para focar em coisas que não são os sentimentos.

3. Tempo verbal
Exatamente como o tópico acima, é uma questão pessoal. Quando você usa o passado, indica que o acontecimento já aconteceu, ou seja, é um relato do que houve. Agora, se você usar o presente, as ações ficam mais imediatas e cria a sensação de tudo estar acontecendo naquele exato momento, como se o leitor estivesse vivendo imediatamente aquela história. Há casos também de usar-se o futuro, o que é mais incomum, mas dependendo da proposta cabe perfeitamente. CUIDADO para não misturar os tempos! É claro que há passagens que poderão ser flashbacks, mas não esqueça-se de se concentrar naquilo que está acontecendo. 

4. Onde buscar inspiração?
Como dito no primeiro tópico, os livros são uma fonte incrível para os escritores, mas há outros meios. Música, filmes, um passeio, uma conversa entreouvida sem querer... São infinitas possibilidades. O cotidiano é uma ótima oportunidade para extrairmos ideias. Para mim, as músicas são fundamentais. Fazem parte do meu processo de criação sempre (antes e enquanto estou escrevendo). Mas entenda: as grandes ideias raramente vêm quando a gente quer, pelo contrário: vêm quando a gente menos espera. E o que acontece muito comigo é ter ideias longe do computador. Quando estou de olho nele, nunca vêm. Então indico o básico: sair e viver por aí (em livros, em filmes, nas ruas da sua cidade...). 

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Vocês podem conferir os outros posts das #Dicas AQUI e AQUI.

Love
Nina 

13 de janeiro de 2015

#Resenha: Clube de Compras Dallas

Hoje venho falar de um filme incrível que só tive a oportunidade de assistir agora, especialmente pela falta de tempo. A verdade é que, embora eu seja 30% composta por filmes, eu não os assisto de modo assíduo. Como podem perceber, as postagens de resenhas cinéfilas são poucas. Mas deixei a preguiça de lado e vim aqui falar de Clube de Compras Dallas, porque é um filme que todo mundo deveria assistir por inúmeros motivos!

Título Original: Dallas Buyers Club
Diretor: Jean-Marc Vallée
Duração: 117 minutos
Nacionalidade: Estados Unidos
Ano: 2013


Baseado numa história real, Clube de Compras Dallas narra sobre a vida de Ron Woodroof, um eletricista que, desde as primeiras cenas, já se mostra bastante debilitado de saúde. Após um incidente, ele acaba parando no hospital e recebe a notícia de que tem AIDS e que lhe sobra 30 dias de vida. É claro que a primeira reação dele é negar e dizer que os médicos estão errados, porém ele vai atrás do assunto e, depois de muito ler, finalmente entende e aceita que tem a doença. 

O filme retrata a época dos anos 80 e, por isso, podemos acompanhar toda dificuldade do próprio personagem como também dos médicos envolvidos em pesquisarem sobre a AIDS. Partindo do princípio que, antigamente, as pessoas achavam que a doença só era disseminada se você fosse homossexual (e Ron não é), o assunto é debatido de forma tímida no começo, mas, conforme a história se desenrola, dá para perceber que o tabu meio que desaparece, que o que sobra mesmo é uma doença, e apenas isso. 

No meio do processo de pesquisa, Ron encontra um medicamento muito utilizado, o AZT. A princípio, tentando prolongar sua vida de modo desesperado após aceitar sua condição, ele passa a adquirir o remédio de forma ilegal, até ficar sabendo que a distribuição passou a ser controlada. Inconformado, ele vai atrás de um médico mexicano que pode lhe fornecer mais caixas e descobre que o medicamento é altamente tóxico e que há a possibilidade de um tratamento menos agressivo, que concederia uma maior longevidade de vida com menos efeitos colaterais. A partir disso, ele vê a oportunidade de contrabandear esses medicamentos alternativos para os Estados Unidos, criando o Clube de Compras Dallas, negócio no qual a pessoa investe 400 dólares mensais para obter os remédios. 

É preciso, claro, pontuar o fato de que Ron é do tipo "heterossexual assumido com muito orgulho", por isso, no começo, ele é facilmente visto como um homofóbico. No entanto, ele acaba conhecendo Rayon, um transsexual, em uma de suas internações. Os dois acabam sendo "sócios" no Clube de Compras Dallas e, apesar das piadinhas e das reclamações, dá para perceber que eles se apoiam mutuamente e que Ron deixa de lado seu preconceito. 

O Clube, conforme prospera, começa a sofrer embates com a polícia e com o departamento que controla os medicamentos nos Estados Unidos. Apesar de os remédios serem confiscado algumas vezes, o Clube dá sinais de que é realmente eficaz, o que acaba chamando a atenção de muitos pacientes de hospitais que largam seus tratamentos para serem "ajudados" pelo sistema de Ron. 

Outro relacionamento bonito que é criado conforme a narrativa se estende é o de Ron com a médica do hospital, De início, ela é a favor do AZT, mas à medida que se envolve com Ron percebe que o tratamento alternativo é uma opção que promove efeitos positivos também. O impressionante é que Ron, devido aos medicamentos ilegais, supera os 30 dias iniciais e chega a sobreviver por mais 7 anos. 

E, para finalizar, não tem como não falar da atuação e da transformação do Jared Leto. Quem o viu no Oscar do ano passado, percebeu que ele SUPER mereceu o prêmio de Melhor Ator Coadjuvante. Ele está praticamente irreconhecível! Depois de um tempo, você começa a assistir ao filme como se nem fosse ele ali atuando, juro! É tão convincente que parece outra pessoa. 
"Às vezes eu me sinto lutando por uma vida que não vou ter tempo de viver". 




Love
Nina 

10 de janeiro de 2015

#Parcerias 2015

Esse ano já começou incrível com mais parcerias para o blog, yay! Fico realmente agradecida a todas às escritoras que aceitaram fazem parte disso, porque fico realmente animada por conhecer novos autores e seus trabalhos. 



VIVIANE L. RIBEIRO é de Belo Horizonte (MG). 
Ama seus animais, seu marido e sua família. Mas acha que ama ainda mais livros, porque sempre os deixa para ler e escrever. Faz faculdade de Letras e forma no final do ano que vem. Ultimamente não está indo muito bem na faculdade, porque quando está trabalhando numa nova história sua mente nunca para nem mesmo quando está trabalhando ou quando o professor está falando. É colecionadora de trilha sonora de filmes favoritos e apaixonada por astronomia, apesar de não entender nada do que os astrônomos falam e não conseguir localizar uma constelação.

Além dos livros sua outra paixão é música; toca violão e órgão, mas definitivamente ama mais o primeiro.

Livro cedido para a parceria: Coração Artificial.

SINOPSE:
Gabriel é filho de um importante magnata da indústria de órgãos artificiais, e Alicia é apenas uma estudante inteligente o bastante para ter uma bolsa de estudo na mesma faculdade privada que Gabriel frequenta. O fato é que eles nunca teriam se conhecido se Gabriel não tivesse parado para ajudar Alicia com seus livros e muito menos se aproximado tanto se não a tivesse visto cantar em um bar numa noite.
Então acontece um acidente de carro.
E estranhamente as pessoas próximas a eles estão tentando mantê-los afastados, e enquanto isso, eles vivem a vida naturalmente, acreditando que o acidente não trouxe nenhuma consequência para suas vidas.
Mas a verdade é que estão completamente errados.





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MICHELLE C. BUSS nasceu em Jaguari, Rio Grande do Sul e mora em Porto Alegre desde 2007. É graduada em Comunicação Social pela PUCRS e atualmente cursa Bacharelado em Letras pela UFRGS. Desde muito cedo imergiu no universo das artes, dividindo seu coração entre a música e as palavras. Começou a escrever poemas ainda quando criança e considera a literatura e a música como fragmentos do seu próprio ser.







Livro enviado para a parceria: Mosaicos

SINOPSE:
Cada poema é um fragmento de sua jornada interior, de seu tato com o mundo, de sua interação com a arte. Poema por poema que vai estruturando um grande mosaico, peças que se interligam em sintonia, juntas formando um todo, uma mandala poética.













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MARCIA DANTAS nasceu e reside na cidade de São Paulo. Formada em  2012 em História - Licenciatura Plena pela UNIFAI, atua como professora da disciplina da rede de escolas estaduais. Afeita a músicas e nerdices em geral, não resiste a um bom livro e uma trilha sonora inspiradora – rock, de preferência. Também é apaixonada por muitas e muitas séries. Tem na escrita sua paixão desde os mais tenros dias. No entanto, se considera praticante desde 2008, quando conheceu e mergulhou no mundo das fanfics que muito ensinaram sobre essa arte.


Livro enviado para a parceria: Reescrevendo Sonhos.

SINOPSE:
Luciana sempre soube da capacidade de sua mente de criar boas histórias para os seus livros, mas jamais poderia imaginar que também poderiam surgir sonhos tão fora do comum. A escritora, que encontrou a prisão de uma crise criativa depois de uma tragédia vivida, viu nos sonhos com o rosto de uma mulher desconhecida o impulso que precisava para começar um novo livro. No entanto, a ausência de respostas para a origem da misteriosa alucinação acabou não permitindo que a história encontrasse um desfecho adequado. O que ela não poderia esperar era que a ajuda viria de Bárbara, uma pessoa enviada especialmente pela editora, cuja semelhança assustadora com a pessoa de seus sonhos fez com que as perguntas sobre os mistérios de sua mente ficassem ainda mais complexas e intrigantes. Reescrevendo Sonhos é uma história sobre barreiras que são impostas por nós mesmos. E como a mente, um lugar realmente misterioso, pode revelar mais respostas que podemos imaginar.



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RAYANE RODRIGUES mora no DF, estuda na Universidade de Brasília, finalista do prêmio Sesc de literatura, apaixonada por coisas diferentes e ideias malucas.










Livro enviado para a parceria: O dilema do tempo em um amor sem futuro.

SINOPSE: 
Julia é uma menina que tem o cabelo de arco-íris. Julio possui enormes olhos azuis. Colegas de infância se reencontram após anos separados, e se apaixonam. Julio sofre um terrível acidente de carro, e a partir daí passa a sofrer terríveis insônias. Para resolver este problema, toma um medicamento aconselhado por seu amigo, Lucas, cujo efeito colateral é a perda do futuro. A partir daí, Julio precisa correr contra o tempo para viver seu amor, desencadeando segredos em uma trama onde ninguém é o que parece ser. Ambientada em um lugar digno dos filmes de Tim Burton, você irá se divertir e emocionar com personagens estranhos e envolventes, em uma narrativa única.








Obrigada, Viviane, Michelle, Marcia e Rayane por serem receptivas, atenciosas e muito queridas. Fico realmente feliz pela oportunidade de conhecer vocês e, especialmente, seus respectivos trabalhos. :)

Em breve, a primeira resenha estará disponível. É provável que eu não siga a ordem dessa postagem (ou seja, a primeira resenha não será a de Coração Artificial). Ainda estou envolvida com a segunda parceria, com o livro Amor em Jogo (da escritora Anaté Merger) e, até o final do mês, sua resenha estará publicada aqui. 

Love
Nina 

8 de janeiro de 2015

#TAG: Conhecendo a blogueira

A Karla, do blog Livro Arbítrio, ano passado, me indicou para essa TAG, mas muitos outros posts vieram antes deste... Peço desculpas! 



A TAG Conhecendo a Blogueira consiste em responder 11 perguntas elaboradas por quem te indicou, listar 11 curiosidades sobre você e elaborar 11 perguntas que deverão ser respondidas por quem eu indicar para a TAG. 

Perguntas elaboradas pela Karla:

1. Qual o estilo literário que você passou a ler depois de ter um blog?
Eu sempre apreciei mais romances, mas vario bastante (só não leio terror). Acho que meu gosto literário não mudou após eu começar meu blog, justamente porque, originalmente, ele não tinha o intuito de disseminar a literatura. 

2. Se pudesse entrevistar um escritor que já não está entre nós, quem seria?
Com certeza, o J. D. Salinger, porque não consigo tirar O Apanhador no Campo de Centeio da cabeça
desde que o li no ano passado. Não iria gostar de "entrevistá-lo", mas de ter uma conversa literária com ele. Dizer a ele as minhas impressões sobre o livro e ouvi-lo explicar sobre cada impressão minha. 

3. Qual livro que você já comprou por impulso?
90% do tempo eu sou motivada por impulso, juro! Mas um recente foi Roleta Russa que comecei e ainda não consegui terminá-lo. 

4. Você tem uma saga favorita? Qual?
Harry Potter, porque aprendi a amar a literatura por causa desses livros. Sempre vai fazer parte de quem eu sou. 

5. Qual livro, se pudesse, você mudaria o final?
O Diário de Anne Frank. Sei que é uma história verídica, mas, caso não fosse, gostaria que a Anne tivesse sobrevivido. 

6. Você tem algum poema favorito? Qual?
Não sou muito de poema, mas gosto muito do primeiro verso de Poema de Sete Faces, do Carlos Drummond de Andrade, que diz: 

Quando nasci, um anjo torto
 desses que vivem na sombra 
disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida.

Acho que me define demais. 

7. Cite um personagem de algum livro com o qual você queria namorar.
Meu xodó sempre vai ser o Michael, de O Diário da Princesa. Mas tem também o David, de A Garota Americana, e o Rodrigo, de Minha Vida Fora de Série. Sem falar no Holden, que se transformou no meu maior amor platônico, haha. 

8. Escolha um personagem e uma música que combine com ele.
Escolho a Kendall, de Confissões de Uma Banda, com a música You Had Me, da Joss Stone. 

9. Já deixou um livro pela metade? Qual você não conseguiu ler por inteiro?
O Preço de Uma Lição. Simplesmente um porre, cheio de mimimi e romantismo exacerbado. 

10. Um livro que foi uma surpresa para você (positiva ou negativa)?
Vou citar de novo O Apanhador no Campo de Centeio, pois foi uma surpresa muito positiva. Nunca tinha dado importância para ele, mas, com certeza, é um dos livros que mudou a minha vida. 

11. Um personagem que com certeza seria seu amigo.
Mia Thermopolis, de O Diário da Princesa. Ela é a minha personagem favorita. 

11 curiosidades sobre mim:

1. Não me interesso por 50 Tons. 
2. Às vezes, penso em desistir de ter uma carreira de jornalista.
3. Amo mais do que tudo a cor azul. 
4. Prefiro cães a gatos. 
5. Last Hope, do Paramore, é a trilha sonora da minha vida, no momento.
6. Não quero seguir carreira no ramo do Telejornalismo e as pessoas estranham isso. 
7. Pretendo fazer graduação em Letras, depois de Jornalismo.
8. Amo cartas. 
9. Sou muito distraída. 
10. Meg Cabot é a minha inspiração como escritora. 
11. Tenho alergia a kiwi. 

11 perguntas que elaborei:

1. Por que escolheu esse nome para o seu blog?
2. O último livro hilário que leu?
3. Qual personagem você mataria sem dó?
4. Qual é a capa mais linda que você tem?
5. Um vilão que você ama? 
6. Um título que você acha que não tem a ver com a história? 
7. Um romance histórico que leu (não importa se gostou ou não)?
8. Um personagem badass que você queria que fosse seu amigo?
9. Um personagem fraco, que todo mundo ama, mas você não?
10. Você tem algum produto de alguma saga literária? 
11. Qual o livro mais caro que já comprou?

Não vou indicar ninguém, porque acho que o mais legal mesmo é que cada um se sinta à vontade para fazer essa TAG. 

Love
Nina 

5 de janeiro de 2015

#Resenha: Cartas de amor aos mortos

Deixo claro aqui que esse livro é lindo. 
E que a capa é linda. 
E que eu o amo muito, muito mesmo. 
Um dos melhores e mais tocantes livros que já tive o prazer de ler!

Título Original: Love letters to the dead
Autora: Ava Dellaira
Editora: Seguinte
Ano: 2014
Páginas: 337
+ 


Tinha visto este livro algumas vezes antes de comprá-lo e, apesar da capa ser tão amorzinha, eu não tive interesse em adquiri-lo. Só a que Carol fez o imenso favor de postar uma foto dele no Facebook dizendo que ele era um dos livros mais incríveis que tinha lido e eu, claro, fiquei totalmente louca para lê-lo. 

Cartas de amor aos mortos narra a história, por meio de cartas, de Laurel. Ela acabou de entrar no ensino médio e está se adequando àquele mundo. Logo no início, ela diz para o Kurt Cobain que a professora passou uma tarefa sobre escrever uma carta, e Laurel decide escrever a Kurt. Só que ela nunca entrega esta carta. E, depois disso, continua a escrevê-las, sem nunca as entregar. Mas não somente à Kurt; conforme as memórias dela vão salientando preferências pessoais, os destinatários das cartas vão mudando. Então, de repente, Laurel está escrevendo corriqueiramente à Amy Winehouse, Janis Joplin, Amelia Earhart, John Keats, E. E. Cummings, e muitos outros. 

Conforme as cartas vão sendo escritas, Laurel nos apresenta ao seu passado, do qual fez parte sua família feliz, antes do divórcio, e antes da morte prematura de sua irmã mais velha. Ao mesmo tempo, ela narra acontecimentos do presente, como a amizade com Hannah e Natalie e o romance com Sky. Dá pra perceber que Laurel é uma pessoa muito fechada e que guarda muitas mágoas. Ela mal se comunica com seu pai e sua tia  além de culpar a mãe por ter ido embora, por isso fala o mínimo possível com ela também. 

Enquanto Laurel aprende a matar aula e a se embebedar com as amigas, se vê cada vez mais apaixonada por Sky, um garoto misterioso e que carrega um segredo. Aos poucos, eles vão se conhecendo e começam a sair. O romance deles não é algo forçado ou chatinho. O único ponto que me incomodou foi o fato de Laurel sempre se esquivar de conversas. 

Um dos pontos altos e que me agradou bastante foi o da autora introduzir na história uma temática homossexual com as personagens Hannah e Natalie. Hannah não quer aceitar que ama amiga, por isso sai com dois garotos ao mesmo tempo, o que acaba machucando Natalie. Isso me lembrou demais as personagens Santana e Brittany, da série Glee. 

O que mais me instigou a ler foram as lembranças que Laurel tinha da irmã, inclusive sobre o dia em que ela morreu. Laurel passou por muita coisa ruim durante sua pré-adolescência por causa da irmã, mas nunca deixou de engrandecê-la. Para Laurel, sua irmã era perfeita e incrível, mas a gente pode perceber que ela não era nada disso. 

A leitura é rápida e simples. As frases, em sua maioria, são curtas, e o que me incomodou um pouco. Parecia que a autora termina as frases no meio delas. Mas, depois que você pega o ritmo, dá pra se habituar. E quanto aos personagens, todos muito bem construídos de acordo com seus problemas. De começo, não consegui gostar de nenhum, nem mesmo da Laurel, mas a história é tão envolvente que, em algum ponto, aceitei todos eles com seus defeitos. Ao final, eu já estava quase chorando e terminei-o com um pesar no coração. Com certeza, vai ficar como lição de vida. 
"Todos nós queremos ser alguém, mas temos medo de descobrir que não somos tão bons quanto todo mundo imagina que somos". – p. 149.
"De repente entendi que estar vivo é isso. Nossas próprias placas invisíveis se movem em nosso corpo, e se alinham à pessoa que vamos nos tornar"  p. 308 
"Sei que escrevi cartas para pessoas sem endereço neste mundo. Sei que vocês estão mortos. Mas posso ouvir vocês. Ouço todos vocês. Nós estivemos aqui. Nossa vida teve valor." p. 324. 

Não deixem de conferir esta preciosidade, tá?


Love
Nina