28 de março de 2015

#Livro: A playlist de Hayden

Na semana passada, eu recebi mais uma amostra de livro da Editora Novo Conceito, o que me deixou meio surpresa (eu achei que não receberia mais nada, depois de A Mais Pura Verdade). Imediatamente, além de surpresa, fiquei feliz, pois vi que a segunda amostra era A Playlist de Hayden, um livro que, desde que fiquei sabendo da existência dele, tinha muito curiosidade de conferir. 

Título Original: Playlist for the dead
Autora: Michelle Falkoff
Editora: Novo Conceito
Ano: 2015
"VOCÊ NUNCA CONHECE UMA PESSOA ATÉ OUVIR O QUE ELA GOSTA".
Se vocês lerem a sinopse de A Playlist de Hayden ficarão, também, meio intrigados com a história. Afinal, um garoto morreu e deixou uma playlist para seu melhor amigo. Intrigante. O garoto que se matou não era, exatamente, um livro aberto. Mais intrigante ainda. Então, a premissa do livro é justamente acompanhar o personagem principal, Sam, pela busca da verdade: quem era seu melhor amigo e por que, ultimamente, eles estavam caminhando para destinos diferentes? 

Sam e Hayden eram melhores amigos. Ponto. Pelo menos, era isso que Sam pensava. É ele que encontra Hayden falecido, após uma festa. Tudo o que sabemos é que houve uma discussão entre eles e que Sam, pelo jeito, tinha ido à casa de Hayden para se desculpar. Mas, é claro, não houve pedidos de desculpas. Hayden tinha se suicidado, embora nunca tivesse demonstrado sinais de depressão. 

Sam, então, tenta reagir de qualquer maneira à esse fato. Ele, que nunca tinha estado solitário, precisa, agora, dar conta dos "valentões" da escola, que são amigos do irmão mais velho de Hayden. É claro que cada pessoa reage de uma forma às perdas. Sam, que já era muito recluso, se torna ainda mais fechado, com um porém: agora ele entra num ciclo de culpa e raiva. Ele não entende muito bem por que seu melhor amigo preferiu se matar, nem entende como pode proceder diante de todos estarem comovidos pela perda. É evidente o quanto o personagem principal ainda é bastante imaturo, embora eu ache que não cabe a ninguém julgar alguém depois de uma perda. Como supracitado, cada um reage de uma forma. Sam, como melhor amigo de Hayden, se coloca neste posto com muito afinco, como se somente ele tivesse, realmente, conhecido o garoto. Então, tem muita raiva das outras pessoas, pois, segundo ele, todas estariam somente fingindo que sentiam muito pela perda. 
"Ele me deixou sozinho e eu jamais tinha feito isso com ele, não importava o quanto estivesse com raiva" – p. 16.
O que mais gostei da trama foi conhecer um pouquinho mais sobre o universo geek. Alguns games e personagens de games são citados e inseridos em conversas. Mas acho que Sam foi bastante estereotipado como geek: aquele cara que vira a noite no computador, jogando, e que se esquiva de tudo e de todos. Isso, combinado com todo o invólucro de solidão no qual Sam se encontra, torna-o um personagem bastante regular e introspectivo. Sou fã de personagens assim, pois creio que muitos escritores não se arriscam a se adentrar no mundo da solidão e preferem lidar com o lado "colorido" da ficção. Já falei aqui que o Holden Caulfield é o meu amor literário, justamente porque há muito dele em mim (toda a solidão e, talvez, toda a criticidade). Gostaria que mais escritores criassem personagens verossímeis, e o Sam é alguém assim. Senti-me diversas vezes na pele dele, não somente devido à sua solidão e falta de traquejo social, mais, também, devido à perda do melhor amigo (meu pai morreu há quase três anos, então sei bem como é o sentimento de estar mergulhado em inconformação). 

O bom da ficção é que, por mais solitário que você seja, sempre haverá alguém que irá querer ser seu amigo (sei bem o quanto isso NÃO existe, de fato, na vida real). No dia do funeral de Hayden, Sam conhece a Astrid, uma garota bastante diferente visualmente. Na minha mente, ela é alguém bastante "alternativa" com umas nuances de "rock and roll". Mas, enfim, acontece que a Astrid conhecia Hayden e parece genuína ao dar as condolências à Sam. A meu ver, a storyline deles é bastante previsível. E espero que ela dê certo (já estou shipando, sim #meprocesse). 

Além disso, há um mistério ainda mais evidente na trama, que supera o fato de Sam querer saber por que o melhor amigo deixou a playlist e quem ele era verdadeiramente. Alguém, usando o nickname de Hayden, começa a falar com Sam no chat de jogos (não sei explicar muito bem, pois realmente não sou entendida desse assunto). Parece que essa pessoa quer ajudar Sam e "se vingar" de todos que contribuíram para o sofrimento de Hayden em vida. Essa parte da trama é realmente cativante e ainda mais intrigante. Já tenho uma suposição de quem pode ser a pessoa (não vou revelar, é claro), mas espero que haja mais criatividade da parte da escritora. Até agora, apesar de intrigante, a história está bastante previsível. Apenas espero que, no meio disso tudo, haja uma saída impensada até então. 
"Muitas pessoas querem ser invisíveis. Talvez elas até pensem que podem fingir que são. Mas sempre alguém as vê" – p. 44 (AMOR ETERNO POR ESSE TRECHO! )
Ainda há duas coisas que precisam ser mencionadas: a capa e a playlist. A capa me cativou imediatamente, especialmente porque amo azul e achei que esse tom de azul casou perfeitamente com a "atmosfera" da trama, algo bastante melancólico ("blue"). O fato de haver os desenhos de um menina e de uma menina fica fácil detectar que esses personagens são Sam e Astrid. Vamos à playlist! A-m-o quando uma história é baseada em músicas, tendo-as como plano de fundo, ou como um "personagem" dentro da trama. Cada capítulo inicia com uma canção da playlist deixada por Hayden. É claro que, assim que terminei de ler, fui atrás das músicas. Até agora, a adorei. É bastante diversificada e contrabalanceia bastante os ritmos e gêneros. Um dos meus assuntos preferidos na literatura é a música e acho incrível quando um escritor consegue casar essas duas artes. Você pode conferir a playlist inteira abaixo: 


Love
Nina 

21 de março de 2015

#Eu fecho meus olhos e penso em você*

Chove constantemente por dentro de nós dois. Toda a água fica represada, represada, represada. Junta-se toda num volume gritante, pedindo socorro. Afogando-se naquilo tudo. E, quando você se afoga, eu tento, em vão, dizer algo. Fazer algo. Relembro todas as vezes que isso já aconteceu. Eu sei como se sente. Você está certa: agora, está pior. Você se vê não suportando nem mais um pingo. Porque sabe que, se esse excedente vier, vai transbordar. 

E transborda. Eu vejo daqui. 

Você está transbordando dores, amores e mágoas. Seu coração, infelizmente, é frágil e diminuto para guardar tudo o que nele não cabe mais. Você tenta resistir como consegue, diz que está seguindo em frente, rindo e dançando. Mas eu sei, eu sei o quanto é difícil. Porque, daqui, eu sinto o mesmo. Sinto você refletida em mim. Sua memória me assombra, me rasga e quebra meu coração. É quando eu paro e fecho os olhos. Isso parece minimizar o agito dentro de mim, toda a correnteza pedindo passagem para ser liberta e reencontrar você. Para ter seu caminho de volta ao começo, aos dias infinitos e aos sorrisos desassossegados. 

Nós temos fingido. Ambos sabemos que, quando transbordamos, estamos conectados. Por isso, fingir é tão importante: permite que tentemos nos ver livres do que fomos e do que sentimos. Você repete: está tudo bem, está tudo bem, está tudo bem. Você mente. Você se esconde. 

E cai dentro de mim, repetidas vezes. Eu vejo daqui. 

Vejo seu sofrimento, que luta para se separar de mim. Você o empurra para o fundo da alma afim de que ninguém o descubra. E o faz porque acha que ninguém dará importância. Mas eu dou. Eu preciso dar essa importância, porque é a única maneira de lhe dizer que ainda estou aqui. Que estou tentando resistir por nós dois. Porque eu estou aqui por você. Mesmo que o tênue fiozinho que nos mantém juntos se arrebente, eu não poderia ir para nenhum outro lugar. Ficaria aqui olhando para você, vendo-a se agarrar em verdades insólitas apenas para seguir em frente. 

E, quando conseguirmos seguir em frente, você não será mais a mesma. Entende por quê? É porque as marcas contam histórias. Uma marca nunca permanece com a gente sem ter o que significar. E o significado da minha cicatriz em você é o reflexo do fato de que meu coração ficará contigo, eternamente. Construímos nossa vida juntos, mas alguém sempre desiste primeiro. Alguém sempre se vai primeiro. Alguém sempre precisa ser o mais forte. 

E você está sendo forte. Eu vejo daqui. 


______________

*Eu fecho meus olhos e penso em você é a tradução do verso "I close my eyes and think of you", da música When I'm Feeling Blue, do Travis. Você pode ouvi-la AQUI

Love
Nina 

16 de março de 2015

#Livro: A Garota Que Eu Quero

Hoje, trago a resenha de um livro do Markus Zusak. Já tentei ler A Menina Que Roubava Livros, mas achei muito, muito maçante e parei a leitura quase na metade. Uma amiga me falou que A Garota Que Eu Quero (resenhado hoje) foi escrito antes da história da Liesel Meminger e dá para perceber totalmente as diferenças na escrita e na abordagem usadas. 


Título Original: Getting the girl
Autor: Markus Zusak
Editora: Intrínseca
Ano: 2001 (EUA)/2013 (Brasil). 
Páginas: 174
+ 

Fiquei sabendo há pouco tempo que esse livro faz parte de uma trilogia. Cada livro é focado em um dos irmãos Wolfe. A Garota Que Eu Quero é sobre Cameron Wolfe, um garoto solitário, que vaga pelas ruas apenas porque gosta disso, tem um bom relacionamento com a família e que, por um golpe de destino, está apaixonado pela atual namorada de um de seus irmãos, o Rube. Dá para perceber que cada irmão é super diferente um do outro. Rube é o cara bonitão, que encanta qualquer garota que quiser e que as trata como qualquer uma. Troca de namorada a cada semana, praticamente. Steve, o mais velho, já está mais afastado do âmbito familiar, pois mora sozinho, e dá para perceber que ele é um pouco convencido. 
"– Você já ouviu um cachorro chorar, Steve? Sabe como é, uivar são alto que quase chega a ser insuportável? – Ele fez que sim – Acho que uivam assim porque estão com tanta fome que chega a doer, e é isso que sinto em mim, todos os dias da minha vida. Tenho uma fome enorme de ser alguma coisa, de ser alguém. Está me ouvindo? – Ele estava – Não vou me rebaixar nunca. Não diante de você. Nem de ninguém. – Encerrei o assunto – Eu tenho fome, Steve." – p. 100. 
Cam, por ser do tipo calado e invisível, meio que impregna o ambiente com sua personalidade. Então, mesmo que ele esteja com os irmãos, às vezes, as cenas são apenas "silêncios" ou conversas monossilábicas. Com o passar dos dias, Rube e a atual namorada, Octavia, terminam, deixando o caminho "livre" para Cam. 

Octávia é uma personagem nada típica. Ela, por exemplo, dá importância a Cameron  e ele, geralmente, é sempre ignorado por quase todo mundo. É por causa de pequenas coisas compartilhadas que ela e Cameron encontram um "ponto de equilíbrio" entre eles. A princípio, surge uma amizade leve, recheada de conversas sobre quase nada, especialmente porque Octávia não fala sobre sua família, nem vida, e Cameron, sempre fechado, continua uma incógnita para a garota. O autor conseguiu construir gradativamente o relacionamento dos dois de forma suave e até poética, porque Cam tem pensamentos muitos poéticos (e passa a escrevê-los). É tão leve e poético que me deu a impressão de ser um pouco vazio, não sei. Ainda assim, conseguiu me agradar e convencer. 

O maior desejo de Cam é querer tratar uma garota "do jeito certo", porque seu irmão, Rube, não o faz. Ele é um personagem até mesmo um pouco exagerado. Não que seja irremediavelmente romântico, mas há algo de exagerado nele. 
"A gente pode fazer qualquer coisa quando não é real.

Quando é real, não há nada para conter a queda. Nada entre você e o chão e, naquela noite no parque, eu nunca me sentira tão real. Nunca me sentira tão sem controle. Parecia ser como era e como sempre serei".  p.76.
O livro é relativamente pequeno e a leitura é muito agradável, o que me fez, a cada capítulo, me jogar cada vez mais na história e terminá-la em duas noites. Um ponto interessante que refleti por algum tempo é a capa. Ela é bastante simples, como podem ver, nada de muitos efeitos, mas no contexto da história não pude entender o porquê da escolha dos tênis All Star, pois, em momento algum, Cam (que é o narrador) cita esse tipo de tênis. Não sei se a capista quis dar a entender que, por Cam e Octávia serem "diferentes", precisavam de um calçado também assim, que passasse a ideia de que não se importam com a moda etc. 

A história em si não me encantou tanto assim, pois a encarei como mais uma história clichê, mas, com certeza, o personagem principal fez toda a diferença. Os capítulos são pequenos e, entre um e outro, há um texto escrito pelo personagem sobre algo que vai ou já aconteceu no enredo  e acho que esses textos enriqueceram muito, muito mesmo a trama. Esses textos são mais verdadeiros e mais poéticos, dá para entender que o Cameron que narra a história e o Cameron que escreve esses textos são pessoas solitárias, mas diferentes. Enquanto o Camron da história é somente o cara sozinho que não consegue nada na vida, o Cameron dos textos é profundo e muito mais encantador. 

A única coisa que não gostei no texto é um termo que Cameron e Rube usam para "descrever" a namorada de Rube, após o término com Octávia:

"Julia era, claro, uma perfeita vadia. Não há muito que eu possa dizer a seu respeito. Vadia (caso você não saiba) é uma garota que pode ser descrita como meio dada ou animada demais, mas sem ser uma prostituta completa nem nada assim. Masca muito chiclete. Talvez beba demais e fume para se exibir. Chama você de bicha, veado, ou punheteiro, com um adorável sorrisinho falso no rosto. Usa jeans muito apertados e decotes generosos, e não se importa muito se está com o farol ligado. Joias: moderadas a pesadas, talvez com um piercing no nariz ou na sobrancelha, para demonstrar uma originalidade rebelde. E há também a maquiagem. Às vezes, é emplastada feito reboco, especialmente quando há acne envolvida, embora em geral as vadias não sejam nada feias. Têm apenas uma tendência a se enfear, em função do que dizem ou do que fazem. 
E a Julia?
O que posso dizer?
Ela era linda. E loura.
E pra lá de vadia". 

Como puderam ler, é um trecho ridículo e que, na hora, me deu vontade de jogar o livro longe. Talvez você ache que chamar uma garota de "vadia" não seja nada de mais, talvez até mesmo tenha concordado com essa descrição filha da mãe. Mas lembre-se que chamar alguém de vadia não torna você alguém melhor. E, se você for um garoto, rotular uma garota de algo assim somente diz que você é um machista misógino. Surpreendi-me com esse trecho, justamente porque Cameron diz que quer tratar uma garota como ela deve ser tratada. Mas como ele quer fazer isso, se tem essa base de pensamento? Achei muito, muito contraditório. 
“Só há uma coisa que eu sei.
É sobre uma garota, e é isto.
Se um dia sua alma vazar, quero que caia em mim”. p. 127
No entanto, achei o livro tocante por Cameron ser "sozinho". O único vínculo que mantém é com a família e não ficou claro se ele tem, ou não, amigos, pois não entendi se o período narrado era o de férias ou o escolar. A Garota Que Eu Quero se tornou um dos meus preferidos, definitivamente. Não porque o Cam quer tratar as mulheres "de maneira certa" (o que, obviamente, é muito relativo), mas porque ele me lembrou um pouco o Holden Caulfield, que é o meu amor platônico literário <3 As pessoas falam muito sobre solidão e solutide, mas duvido muito que a metade realmente as sinta. É por isso que, talvez, a maioria não entenda personagens que estejam mergulhados nesse psicológico. Não dá para se identificar com algo pelo qual você nunca passou.
"Às vezes, apenas sobrevivo. 
Mas, às vezes, ergo-me no telhado da minha existência, de braços abertos, pedindo mais. 

É então que as histórias aparecem em mim.
Elas sempre me encontram.
São feitas de perdedores e lutadores. São feitas de fome e desejo e de tentativas de levar uma vida digna. 
O único problema é que não sei qual dessas histórias vêm primeiro. 
Talvez todas se fundam em uma só. 
Veremos, acho.
Eu aviso quando decidir". p. 173-174. 
Love
Nina 

15 de março de 2015

#Sorteio das Seis

Alguém falou S-O-R-T-E-I-O?
Sim, o quarto sorteio do blog está no ar! <3 Eu e cinco amigas iremos sortear SEIS LIVROS + MARCADORES. 
Fique de olho nas REGRAS abaixo, por favor. 
Como blog da Cris e da Aline, o Leitores Forever, está de aniversário, o sorteio é especial para o blog delas, também! 


A promoção está dividida em DOIS KITS
Kit 1: Amor em Jogo - Anaté Merger (cedido por mim).
          Para Sempre - Alyson Noel (cedido pela Karina, do blog Eu e Minha Cultura). 
          Dizem Por Aí... - Jill Mansell (cedido pela Jéssica, do blog Essa Menina Moça). 
          + MARCADORES (três artesanais e um autografado pela autora Li Mendes)

Kit 2: Mathilda Savitch - Victor Lodato (cedido pela Cris, do blog Leitores Forever).
          Mentirosos - E. Lockhart (cedido pela Nilda, do blog Os Nós da Rede). 
          E Não Sobrou Nenhum - Agatha Christie (cedido pela Ana, do blog Seis Milênios). 
          + MARCADORES (três artesanais e um autografado pela autora Li Mendes)

Regras obrigatórias:
1. Seguir publicamente TODOS os blogs - o blog Essa Menina Moça não há GFC, portanto é exceção. Valerá somente a página do Facebook.
2. Curtir TODAS as páginas dos blogs no Facebook. 
(Quem não obedecer a essas regras será AUTOMATICAMENTE DESCLASSIFICADO e outro ganhador será escolhido em seu lugar). 

Há, também, as chances extras: 
1.  Twitar a frase que está na caixa do Rafflecopter (válido apenas UMA VEZ por dia).
2. Comentar NESTA postagem. 
3. Seguir Cris Albert no G+ (do blog Leitores Forever).
4. Seguir Aline de Santana Garcia no G+ (do blog Leitores Forever).
5. Seguir Karina Erika no G+ (do blog Eu e Minha Cultura). 
6. Seguir Jéssica de Paula no G+ (do blog Essa Menina Moça). 
7. Seguir Os Nós da Rede no G+
8. Seguir Seis Milênios no G+
9. Seguir Nina é uma no G+
10. Seguir a Karina no Twitter.
11. Seguir a Jéssica no Twitter. 
12. Seguir Os Nós da Rede no Twitter. 
13. Seguir Seis Milênios no Twitter.
14. Seguir Nina é uma no Twitter.
15. Seguir Os Nós da Rede no Instagram. 
(Sim, são muitas chances, pois somos em seis meninas. Mas pense que, quanto mais chances fizer, mais chances têm de ganhar!). 

Atenção! 
1. O sorteio começa dia 05/03 à meia-noite e termina dia 15/04, à meia-noite (do dia 14 para o dia 15). 
2. Os vencedores serão contatados via e-mail e têm cinco dias úteis para respondê-lo. Caso não haja resposta, outro ganhador será escolhido e divulgado na página do Facebook. 
3. Os livros serão enviados para os ganhadores até uma semana depois do encerramento do sorteio. Cada blogueira ficará responsável pelo livro cedido. 
4. O primeiro vencedor leva o primeiro kit (Amor em Jogo, Para Sempre e Dizem Por Aí...), enquanto o segundo, leva o segundo kit (Mathilda Savitch, Mentirosos e E Não Sobrou Nenhum). IMPORTANTE: não dá para trocar de kit ganhado. 


a Rafflecopter giveaway
Que a sorte esteja sempre a seu favor ;)


Love,
Nina 

11 de março de 2015

#Escrevendo: Literatura LGBT

Como vocês sabem, tenho uma coluna chamada Dicas para Escritores e, nela, eu abordo vários tópicos por postagem referentes ao processo de escrita e ao universo dos escritores. Como eu tenho várias anotações de palestras e Oficinas das quais participei, fiquei pensando num jeito de dividir com vocês, sem ser a partir das #Dicas, que são mais abrangentes. Por isso, inicio hoje outra coluna dedicada também a lições para escritores, mas de forma mais aprofundada. Em #Escrevendo, cada postagem abordará um só tema e será mais detalhada. Acho que, dessa forma, dou continuidade ao meu projeto de passar a vocês tudo o que sei e aprendo sobre ser escritora! 

Eu já tinha a primeira postagem dessa seção completa e pronta para publicação, quando eis que surgem conversas valiosas com conhecidos sobre o tema desse post. Acontece que eu me empolguei tanto com o assunto, fui atrás de váris fontes e refleti o porquê eu estava fazendo tanto trabalho para entender melhor o assunto. E, então, peguei-me pensando: Por que não abordar isso na primeira postagem? Seria tão ruim assim? E a resposta é não. Na verdade, escrever sobre esse tema é tão bom para mim que decidi dividir com vocês. 


Antes de eu abordar a proposta da coluna de hoje, preciso explicar o que é a literatura representativa

O que ela abrange? 
Todos os temas e personagens que estejam fora da fórmula "homens brancos cis".  

Ou seja, é dar importância e voz àquelas pessoas cuja sociedade encara como invisíveis e/ou indignos de atenção. É, também, fugir, a todo custo, dos estereótipos. Por exemplo, se a sua personagem é mulher, você pode, com toda a certeza, construí-la de forma mais independente, sem se perguntar se ela precisa mesmo ser toda feminina e delicada e estar sempre pensando sobre homens. Talvez o maior nome da literatura atual mundial seja Katniss Everdeen, cuja personalidade se destoa muito das personagens femininas frágeis que sempre precisam de um homem para salvá-las. Katniss foi criada para ser o oposto disso: ela é alguém destemida, que batalha por sobrevivência de uma maneira masculina e impiedosa e o melhor de tudo é que ela não é sexualizada nem objetificada. O romance é o plano de fundo da trama e não a define. E, apesar de ela ser uma garota de 16 anos, ninguém a menospreza por sê-la, pelo contrário: ela é a favorita entre os tributos, no primeiro livro. Se quer saber mais sobre papéis de gênero dentro de Jogos Vorazes, pode ler essa postagem (está em inglês). 

A literatura representativa traz à tona negros (especialmente mulheres negras, cujas funções não são de meras empregadas em famílias ricas), gays que são como todo e qualquer homem (pense em todos os personagens gays que já viu na televisão que falam e agem de um jeito em demasia afeminados - de todas as representações de um "nicho" social, esse é o que eu mais detesto), personagens femininas cujas ambições não são arranjar um homem, casar e ter filhos (e lembre-se, também, de Bela, de o conto de fadas A Bela e a Fera, e de Hermione Granger, cujas paixões são livros, não um homem) etc. 

Por que dar valor à representatividade? 
Acredito eu que todo mundo gosta de estar representado em uma obra (seja fílmica, literária etc) e da melhor forma possível, sem temer ser aquele personagem relegado ao clichê e ao buraco negro dos personagens "esquisitos" e "socialmente inaptos". É importante prestar atenção ao mundo à sua volta e aprender com ele. Se as mulheres conseguem conciliar vida pessoal com a profissional, por que mostrá-las somente como as poderosas de uma empresa que são incapazes de terem vida pessoal? E assim por diante. É sempre bom questionar o que está ocorrendo com esses nichos sociais que muita gente ignora, simplesmente porque, sim, eles existem e porque eles têm algo a dizer. São pessoas como todas as outras e merecem o devido respeito e valor. 

As possibilidades de abordagem, enfim, são muitas. Mas, como podem notar no título da postagem, eu preferi abordar personagens que se adentram na temática LGBT

Como alguns devem saber, eu me iniciei no mundo da escrita a partir das fanfics. De 2009 até hoje, muita coisa mudou: minha narração, a abordagem de se criar personagens e o que eu gostaria de transmitir nas minhas histórias. Por sorte, eu amadureci, passei por provações na vida, aprendi lições importantíssimas com filmes, livros e seriados e tive a oportunidade de "repaginar" minhas escolhas e objetivos. Posso dizer que eu nunca imaginei que fosse começar a escrever histórias com essa temática, simplesmente porque eu nunca tinha dado importância a ela. Mas eu acredito que, tanto como escritores como leitores, temos de nos permitir sair de nossas zonas de conforto. Eu me permiti de bom grado, sem saber que frutos poderia colher, ou se isso iria afetar a minha vida.

Como vocês podem ter percebido nesse TOP 5, eu leio fanfics femmeslash (categoria na qual o romance é entre duas mulheres). Percebendo que eu me interessava por essa abordagem, decidi arriscar a escrever as minhas próprias fanfics dessa categoria com o shipper Faberry (Rachel + Quinn, do seriado Glee). E acontece que, hoje em dia, eu tenho muito mais entusiasmo e inspiração para escrever romances homoafetivos do que heteroafetivos (desculpe, fãs de Finchel #euamovocêstambém).  

Por que eu decidi testar essa temática?
Primeiramente, porque é "sair da minha bolha". Gosto de ser desafiada enquanto escritora. E segundo, porque não faço distinção do amor. Para mim, um casal hétero é visto da mesma maneira que um casal homo. Eu trato a relação das personagens de forma natural, como qualquer outra relação. Não é diferente apenas porque é entre duas mulheres. Eu, como escritora, sinto-me muito confortável por escrever sobre essa temática. Às vezes, é mais fácil, até. Porque, como eu escrevo em primeira pessoa e abordo os dois pontos de vista, é muito natural que eu me "sinta na pele" das personagens. E isso é o melhor da literatura: você poder sentir-se dentro da história que está lendo. 

O que isso muda na minha vida? 
Muita coisa. Acho que parte desse processo de embrenhamento na literatura LGBT é sobre aceitação. É muito bom defender algo que acredito e tentar passar a quem lê esse tipo de história acolhimento e compreensão. Como dito anteriormente, eu aprendi a amadurecer, inclusive como escritora. Aprendi a buscar aquilo que me motiva a escrever. E muito se deve ao fato de eu querer fazer a diferença na vida das pessoas que leem meus trabalhos, sendo apoiando-as a continuar a serem quem são, ou abrindo os olhos daquelas que, infelizmente, não saem de suas zonas de conforto. Eu, sinceramente, não entendo alguém que pode olhar para um sentimento e declarar que ele é ofensivo, ou um pecado. Acho que é como aquela frase de Albert Einstein: "A mente que se abre a uma nova ideia jamais voltará ao seu tamanho original". Muita gente ainda está com a mente a nível de uma sementinha que nunca evolui. Enfim, apenas espero que mais leitores abram a mente para esse tipo de literatura, pois ela existe aos montes e não é de agora. 

Como eu abordo essa literatura? 
Como dito anteriormente, eu não diferencio o romance homo do hétero, pois todo romance é uma relação dividida entre duas pessoas  somente isso. Não importa quem são essas pessoas. Desde quando escrevi a primeira fanfic Faberry, nunca parei para refletir sobre minhas personagens. Nunca tentei encaixá-las em rótulos, pois pouco me importava/importo se elas eram/são lésbicas ou bissexuais. Quando crio uma personagem, levo mais em conta todas as características da personalidade dela e trabalho a trama em cima disso. O fator da sexualidade em si nunca foi a grande questão, pois trato as personagens como pessoas que se apaixonaram por outras pessoas  não por outros caras, ou por outras mulheres; apenas pessoas. Ou seja, eu tento abordar essa literatura da forma mais leve possível, sem grandes dramas, pois acho que, da mesma maneira que tem gente que enlouquece por causa da sua sexualidade - fica, por exemplo, se martirizando, pensando na reação dos pais etc , há gente que aceita isso de forma natural. E eu busco passar naturalidade naquilo que crio. 

Um nome dentro da literatura LGBT: 
Uma escritora que foi muito polêmica e uma das primeiras abordar o tema da homossexualidade entre mulheres, mas é a Cassandra Rios. Ela era lésbica e foi perseguida pela ditadura. Naturalmente, foi alvo de muito preconceito, pois muitos a consideravam pornográfica e consideravam suas obras como "baixa literatura". Vocês podem saber mais sobre ela e suas obras nesse link

Não quero, de forma alguma, afrontar quem não se sente à vontade com esse tipo de literatura. Creio que, ao longo da nossa vida, aprendemos a "abrir a mente" e fico muito grata por não ser mais a pessoa que eu era há seis anos. Se você não se sente confortável com esse tema, apenas uma dica: não leia histórias sobre isso. É provável, sim, que você estará perdendo algo incrível e desafiador, mas ninguém é obrigado a nada neste mundo. 

Se você se interessou pelo tema, vou deixar alguns link que me ajudaram a delinear essa postagem. 
>> Quando optei pela representatividade  aqui
>> Por que a representatividade importa?  aqui.
>> Tese de Roberto Muniz Dias, "Editoras LGBTTT brasileiras contemporâneas como registro de uma literatura homoafetiva"  aqui
>> The Hunger Games Novel & Katniss Everdeen, pelo canal feministfrequency  aqui
>> The Hunger Games Movies vs. the book, pelo canal feministfrequency  aqui
>> Seis estereótipos femininos que Hollywood precisa parar de usar  aqui.  

Agradeço imensamente à Marcia Dantas, escritora parceira do blog, que tem me ajudado nessa jornada e dividido comigo todo o seu conhecimento! É muito bom encontrar pessoas parecidas comigo nesse ramo e que gostam de transcender o lugar-comum. 


Love, 

Nina  

8 de março de 2015

#Filme: Preciosa

Assisti a esse filme abordado na resenha há alguns anos e ele me marcou de um jeito irreparável. Até essa semana, eu não tinha tido a oportunidade de re-assisti-lo. E, depois de revê-lo, o sentimento ainda é o mesmo. É um daqueles filmes de superação e de teor psicológico acentuado que, com toda a certeza, fica pairando na nossa mente por dias. 


Título: Preciosa - Uma História de Esperança
Diretor: Lee Daniels
Ano: 2010
Gênero: Drama
Nacionalidade: Estados Unidos
+  

Claireece "Preciosa" Jones mora no bairro Harlem (cuja fama não era nada boa, antigamente), em NY, no ano de 1987. Ela está grávida pela segunda vez e, por isso, é suspensa da escola onde estuda. A assistente social, então, consegue um programa novo para Preciosa, numa escola alternativa. Lá, a princípio, fica toda retraída, mas, conforme conhece as outras meninas, que têm problemas familiares e pessoais também, ela se abre a esse novo mundo. 

Preciosa é uma personagem privada de amor desde sempre. Quando engravidou pela primeira vez, foi porque foi violentada pelo pai. Isso é algo constante em sua vida. Ela também é repetidamente tratada como inútil pela mãe, que a abusa de variadas formas. É fácil inferir que ela é alguém muito sozinha e que carrega um emocional muito revoltado e frágil. Preciosa nunca fala sobre sua vida e sua melhor resposta para tudo é "Estou bem". Ela não pode dizer a verdade sobre sua família, pois há muita coisa envolvida por detrás disso, inclusive dinheiro e a guarda de sua primeira filha, a quem chama de "monga" (apelido pejorativo para "mongolóide", pois a criança tem Síndrome de Down). "Monga" fica sob os cuidados da avó, pois a mãe de Preciosa tem horror à criança. 

É fácil identificar os mais variados tipos de preconceito dentro do filme: racismo, especialmente. Palavrões fazem parte da trama de forma excessiva e expressões com "aquela vadia branca" são recorrentes. Preciosa, por ter nascido negra, acha que os negros e os brancos são pessoas completamente diferentes e que os brancos sempre têm privilégios e vidas ótimas. O fato de ser negra, pobre e gorda, ela acha que não faz nada bom na vida e que não há um lugar para ela no mundo. Mas, felizmente, quando ela entra em contato com a nova escola e com a nova professora, sua mentalidade se abre para novos conceitos e novos sonhos. 

Toda a experiência traumática de sua vida é recontada por meio de alguns flashbacks e algumas frases soltas durante o filme. O grande refúgio da personagem é sua mente. Sempre que está no meio de uma situação crítica, ela se imagina como uma super famosa. A identificação que ocorre com ela é imediata, não por conta das situações pelas quais ela passou (pois eu nunca passei pelas smesmas situações), mas devido à sua baixa-estima. Acho que qualquer pessoa, alguma vez na vida, passou por períodos assim, nos quais não acredita num futuro, nem que é amada. Preciosa, felizmente, descobre que, por mais que não seja amada por sua família, é amada por muita gente fora do âmbito familiar e essa gente é a grande responsável por sua força de vontade de procurar meios de se livrar de seus problemas. 

O filme expõe uma grande carga emocional. Por mais que a vida da personagem não seja parecida com a de muita gente, ainda assim, é fácil se apegar à ela, simplesmente porque há um enorme crescimento interior nela. Acredito que as melhores histórias sempre apresentam um personagem que, a princípio, é alguém imutável, mas que, conforme a narração acontece, ela se transforma, se revela e cresce. 

Como mulher feminista, eu acabei de assistir ao filme e fiquei pensando em todas as mulheres reais que têm vidas parecidas e até mesmo iguais às de Preciosa. Hoje se comemora o Dia da Mulher e a maioria das pessoas acha que precisa comemorar esse dia com flores e carinhos, esquecendo-se que ser mulher é muito mais do que isso. Que ser mulher é ser quem quiser e procurar por novas oportunidades de vida. Podemos, sim, comemorar este dia pensando não somente em nós mesmas, mas em todas as outras milhões de mulheres diferentes de nós, que estão batalhando por lugares melhores na sociedade e que precisam de ajuda e coragem para serem quem quiserem. 

Feliz Dia da Mulher para todas vocês! Lutem por seus direitos, sempre! Não aceitem serem rotuladas, abusada ou diminuídas! Vocês são e valem mais! 

Love
Nina  

5 de março de 2015

#Discussão: O livro é quase sempre melhor do que o filme?

Esses dias eu li uma postagem que trazia uma discussão que sempre gera certos conflitos em grupos de leitura: livros vs. filmes. A massiva maioria defende a obra literária – e por que condená-la? Quem é leitor sabe o quanto um livro é especial e que ele entrega mais detalhes e maiores explicações sobre certa história. Mas há aqueles que dizem que alguns filmes que foram originados a partir da literatura têm seu valor. O que todos os fãs defendem em uma obra fílmica é a fidelidade. 


Pois bem. Eu entendo ambos os lados, pois sou leitora e adoro filmes. Tive a sorte de fazer uma cadeira de Cinema na faculdade, de modo que pude entender por que algumas obras fílmicas não agradam aos fãs. 

O que todo mundo precisa entender é que as duas artes – a literatura e o cinema  são coisas bastante distintas. A literatura é dita como a sexta arte, pois lida restritamente com a palavra. Mesmo os livros infantis, nos quais há muitas ilustrações, há palavras de direcionamento àqueles que os leem. O cinema, por conseguinte, é a sétima arte, pois engloba todos os elementos anteriores, além da oitava (fotografia) e a nona (usada em filmes animados, que é a "banda desenhada", ou seja, cor, palavra e imagem). 

Um ponto a ser salientado é que, como literatura e cinema lidam com artes distintas – embora o cinema seja bastante complementar , não dá para reivindicar fidelidade total de um filme que é baseado numa obra literária simplesmente porque o meio é outro, gente. E, assim sendo, ele tem aspectos próprios e tem de se adaptar aos seus limites, a exemplo do tempo de duração (o leitor quer todas as cenas e detalhes do livro no filme, mas pense bem: você suporta ficar mais de três horas assistindo ao mesmo filme? É bastante difícil, certo?) e do fato de que não existe um cinema total (aquele que consegue trabalhar todos os elementos de absolutamente todas as artes de modo a reproduzir fielmente a realidade; embora o meio seja bastante complementar, não existe o conceito de cinema total, como muito idealizaram antigamente). 

Não podemos esquecer, também, que toda arte é subjetiva. Cada espectador absorverá dela o que quiser e o que entendeu dela, de acordo com muitos fatores: o emocional, experiências pessoais, carinho pelo autor etc. Assim como existem diferentes opiniões de um mesmo livro, há diferentes opiniões de um mesmo filme. Quantos leitores amaram Se eu ficar? Devo dizer: MUITOS. Já eu prefiro descrevê-lo em apenas uma palavra: morno. Se estou errada? Não. Pois eu absorvi exatamente o que quis e o que entendi da obra. E quantos telespectadores estão amando 50 Tons? Se estão errados? Não, assim como os que detestaram também não. (nota: não li, nem assisti à obra, de modo que não posso opinar sobre isso. Deixe sua opinião nos comentários, se quiser). Cada pessoa absorve aquilo que consegue de uma obra, seja literária ou fílmica. Por isso, lidar com esse embate de opiniões que nunca se calam é difícil. 

Faça um exercício básico comigo: pense em quantos fãs imaginavam o Harry, a Hermione e o Rony antes dos filmes e, agora, não há ninguém mais que possa sê-los além do Daniel, da Emma e do Rupert. Não interessa quantos filmes eles farão, sempre serão parte do mundo Potterhead. É algo que vai ficar para sempre, assim como a história do menino-bruxo. 

De modo geral, adoro essa transição da literatura para o cinema, pois, mesmo que exista opiniões contrárias, não há fatores propriamente negativos quanto a isso. Como exposto acima, há, sim, fatores limitantes, mas nunca negativos. 

Dois termos que precisam ficar claros e que aprendi nas aulas de Jornalismo Digital são a transmídia e a crossmídia. 
1) Transmídia: é a sequência dos fluxos entre mídias e tem a função de contar uma história utilizando várias plataformas. É como se cada mídia fizesse a sua parte separadamente, adicionando novos aspectos da mesma história. 
Exemplo: as fanfics, a meu ver, é o maior exemplo, pois elas sempre adicionam algo que não está na história original. 

2) Crossmídia: é a junção dos fluxos entre mídias, ou seja, trabalha-se a mesma história e a reproduz em várias plataformas. Não há fatos novos. Todas as plataformas lidam com o mesmo aspecto da história.
Exemplo: os filmes baseados em filmes exemplificam muito bem isso, já que os filmes têm a missão de apenas trabalhar o livro em outra plataforma. 

Para concluir, nenhum filme baseado num livro é ruim. Talvez, o que aconteça é o mal aproveitamento de um enredo. 

Qual é a sua opinião? 


Love,
Nina 

2 de março de 2015

#Looking Back

Sei que todo mundo, agora, me vê sorrindo e tira suas próprias conclusões. Todas elas convergem para a felicidade. Não que isso esteja equivocado, entende? Estou feliz, mas é algo diferente. É uma felicidade acompanhada de muito alívio e tranquilidade. Não há plenitude, mas há muita constância. 

Sinto que, a partir de agora, os tropeços ficaram para trás. Sinto que sou minha mais uma vez, que estou novamente comigo mesma e vivendo por mim. Sei que todo mundo disse que eu estava vivendo através de você, da sua memória e de quem você foi. Sim, eu estava. Não nego. Durante todo aqueles meses, eu me negligenciei para me sentir mais próxima de você, mesmo que apenas emocionalmente. Eu ligava o rádio e colocava a nossa música, só para ouvir a sua voz. E, mesmo que a minha mãe me aconselhe a tirar aquelas caixas do meu guarda-roupa, não quero me distanciar das suas fotografias, ou daquelas camisetas que roubei de você. Mantenho tudo lá, porque sei que aquele canto é seu e que posso encontrá-lo quando me sentir insegura e não saber a quem recorrer. 

A verdade é que eu sempre corria para seu conforto e você sempre esteve lá por mim. Ninguém sabe o quanto é tenebroso saber que você nunca mais estará aqui por mim. Mesmo que haja muito alívio e tranquilidade, agora, não é fácil deixar para trás que você me assombra. Sei que não é de propósito. Mas ainda dói em mim. 

Sei que, a menos que eu continue perpetuando você perante a todos, eu sempre serei aquela pessoa que seguiu em frente rápido demais. Mas como todo mundo pode estar tão seguro? Eu não fazia ideia de que poderia perder todas as minhas certezas abruptamente e ainda não sei como resgatá-las. Você entende o quanto estou perdida, mesmo que, quem vê de fora, diga que eu sei exatamente o que sinto e faço? Não sei. Não sei de nada. Eu finjo saber para não decepcionar a todos. Para evitar decepcioná-lo, também. Mas você sabe, não é mesmo? Você tinha esse dom de olhar para mim e saber exatamente o que estava na minha mente. E, agora, posso sentir que sabe com exatidão que estou fingindo. 

Sinto muito por não suportar toda a dor. Queria ser capaz de seguir em frente da maneira como todos falam. Seguir em frente, de modo genérico, é sempre muito fácil. Dizem que temos de focar em outros projetos e mudar de casa, ou cidade. E, pronto, estamos seguindo em frente, totalmente renovados. Mas não quero me renovar, pois tenho medo de, se o fizer, estar me separando de você. E, mesmo que você somente esteja em pensamentos, ainda quero pensar em você sem condenação. 

Seguir em frente não quer dizer que iremos esquecer o passado. É exatamente ao contrário. Seguir em frente significa que podemos guardar todas as lembranças no coração e eternizá-las. Eu disse adeus para você, naquela noite, mas isso apenas resume quem sou. Aquele adeus eternizou o que sinto e sempre sentirei por você. Foi e sempre será amor. 


Love
Nina