Editado por Alice Gonçalves . Tecnologia do Blogger.

#Divulgação: O conto da Flor Azul, de Ruh Dias

by - setembro 15, 2015

Acredito em sorte e em destino e, quando eu conheci a Ruh totalmente por acaso no ano passado, percebi que ela seria uma daquelas pessoas que a vida te traz como presente. Vocês já leram sobre ela e sobre o blog dela (Perplexidade e Silêncio) algumas vezes por aqui, justamente porque nós duas compartilhamos muita coisa em comum, como o apreço pela literatura e a vontade de nos tornar autoras publicadas. 
E, como nos apoiamos mutuamente na blogsfera - e fora da blogsfera, já que ela se tornou uma grande amiga -, venho aqui divulgar um conto que foi publicado em duas partes em seu blog. 



Sinopse: 
Há certos pensamentos que fazem nosso cérebro estalar. Tente imaginar um lugar sem a marcação do tempo, suspenso entre o que você pensa ser a realidade e o que você acredita ser um sonho. Tente, ainda, imaginar que neste mesmo lugar, não há som: você caminha no silêncio absoluto das coisas, como o som do universo em seu vácuo infinito e grandioso. Você consegue sentir a grama sob seus pés e caminha, caminha, caminha - sem direção nem motivos.
Depois de imaginar este cenário, adicione uma flor. Uma flor pequena, azul e misteriosa, que será a chave para todas as perguntas que você faz enquanto caminha. Mas isto não significa que você entenderá as respostas.
O Conto da Flor Azul fala sobre os limites da realidade e da fantasia, uma imersão em uma atmosfera onírica que pode ser verdade, como pode ser uma criação. E também fala da nossa libertação pessoal quando nos vemos sem os limites das referências de espaço e de tempo.

***
Parte 1 (que pode ser lida aqui).

Se existe algo que eu adoro é ler uma história que me surpreenda, que me inquiete e me dê pensamento após a leitura. O Conto da Flor Azul, como praticamente tudo que a Ruh escreve em seu blog, me proporcionou isso. Houve muito conforto em me embrenhar na história, pois a ênfase na descrição psicológica é algo que gosto bastante e algo que, mesmo feita em terceira pessoa, me fez gostar da narrativa logo de cara. A personagem não tem nome nem descrição física - e isso é um ponto muito bom, pois deixa para o leitor a imaginação. Tudo que sabemos é que é uma garota, que está num ambiente totalmente inesperado, desconhecido e sem cronologia. Então, ela se depara com uma flor azul e isso provoca uma transformação naquele mundo. 

A personagem me fez sentir acolhida, pois há duas palavras que regem esta parte: a Solidão e o Silêncio. Senti-me muito próxima das sensações descritas - que oscilam entre a precisão e a fantasia - e foi o que mais me chamou atenção. Esta parte tem um tom muito introspectivo e íntimo e foi quase como uma incursão dentro de mim mesma. Há bastante divagações, que apenas enriquecem a trama. Alguns poderiam ler e pensar que não há nada "grandioso" nesta história, no entanto, é na sutileza e na interiorização que tudo acontece. 
"É porque o mundo gira e a vida passa e, se não estamos em movimento, estamos mortos. A vida logo se esvai de tudo aquilo que fica estagnado, à margem dos acontecimentos". 
***

Parte 2 (que pode ser lida aqui). 

Esta segunda parte começa totalmente às avessas. A personagem não está mais no mundo desconhecido, mas numa cama, acabando de acordar. Ou seja, é provável que tudo tenha sido um sonho - ou será que não? 

A forma que Ruh brincou com os apostos realidade vs. sonho foi muito convincente. Como já havia pontos fantasiosos na primeira parte, nesta segunda isso se intensifica um pouco, em especial na transição entre o que ainda é vs. o que pode ser. Sou muito agradecida pela literatura fantástica e O Conto da Flor Azul resgatou elementos deste gênero com muito primor. Se na primeira parte havia ausência do tempo, nesta segunda há uma lembrança constante dele, e apreciei muito os contrastes apresentados nesta sequência. Ela se aproxima bastante da realidade, para então nos jogar novamente na incerteza. E esse jogo constante de dúvidas, de fantasia e de sonho é um elemento encantador, que agrega muita consistência à história. 
“Passara toda sua vida desejando que algo extraordinário acontecesse em sua rotina sem graça, acreditando que merecia vivenciar algo de mágico e fantasioso, sentindo lá no fundo que fora feita para acontecimentos solenes e modificadores da existência. E aquela flor azul era o que havia esperado todos aqueles anos”. 
Gostei muito da oportunidade de conhecer este tipo de literatura produzida pela Ruh, pois tudo o que já tinha lido dela eram textos mais introspectivos, mas que não se baseavam realmente/totalmente na ficção. Se você gosta de fantasia, por favor, vá ler este conto!

Acompanhe o trabalho da Ruh no blog e na página do blog :) 

Love, Nina :)

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12 comentários

  1. Preciso dizer que você também foi um presente na minha vida, Nina. Você me encoraja a dar a cara para bater, sabe, divulgando o que escrevo sem medo de ser feliz. Com certeza, desde que te conheço, você me inspira demais, e serei seeeeeempre grata a você por isso.
    Nunca ninguém nesse mundo de Meu Deus tinha resenhado algo que escrevi, você foi a primeira pessoa e eu me sinto feliz de ter sido assim, porque você reproduziu exatamente o que eu quis passar no conto.
    Sério, obrigada do fundo do meu coraçãozinho de escritora. Você é uma amiga super fofa e pode contar comigo sempre, sempre, sempre.
    Te adoro!

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  2. Olá!!

    Que linda a sua resenha!!
    Fiquei bastante encantada viu

    beijos

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  3. Ola Nina gostei da premissa do conto ainda mais com dois elementos como silêncio e solidão, ambos que nos levam a várias reflexões. Dica mais que anotada esse mistura de fantasia e realidade bem trabalha aguça a curiosidade do leitor. beijos

    Joyce
    www.livrosencantos.com

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    1. Oi Joyce,
      Fico feliz que tenha lido e gostado do meu conto, obrigada pelo feedback!

      Beijos,
      Ruh Dias
      perplexidadesilencio.blogspot.com

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  4. Oláá
    Muito legal a divulgação e o conto é muito interessante, adorei o tema, ótimo post

    Beijos
    http://realityofbooks.blogspot.com.br/

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    Respostas
    1. Obrigada, Catharina!

      Ruh Dias
      perplexidadesilencio.blogspot.com

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  5. Encantamento duplo, pois você foi muito generosa com suas palavras. Gostei da diferença entre os textos Obrigada por me apresentar mais esta autora.
    Bjs, Rose

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    1. Olá Rose,

      Obrigada por ter lido o conto, e pode me visitar sempre que quiser. E a Nina não é a coisa mais linda do mundo escrevendo uma resenha?!

      Bjs
      Ruh Dias
      perplexidadesilencio.blogspot.com

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  6. Olá Nina, ainda não conhecia a Ruh Dias, mas achei bem interessante os trechos lidos acima, anotei a dica e vou pesquisar sobre ela.
    Bjkas
    Dani Casquet- Livros, a Janela da Imaginação

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    Respostas
    1. Olá Danielle,

      Não precisa nem pesquisar não, estou aqui! haha Pode visitar meu cantinho e me seguir no Facebook, se quiser.
      Obrigada por ter lido o conto! Feliz que gostou!

      Ruh Dias
      perplexidadesilencio.blogspot.com

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  7. Oi Nina
    Gostei muito da sua analise do conto, as vezes achamos que textos assim não são tão profundos. Não conhecia a autora e adorei sua dica.

    Jessica - Coração leitor

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    Respostas
    1. Oi Jéssica,

      Que bom que gostou do conto e o achou profundo, é essa minha intenção, misturar o fantástico com o poético. Obrigada por ter lido!

      Ruh Dias
      perplexidadesilencio.blogspot.com

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