22 de maio de 2016

#Essential Book: Maio

Em abril, o tema do #EssentialBook foi a essência da capa preferida e, neste, é a essência do título preferido. Não pude postá-lo no fim de semana passado, pois ainda não tinha tido tempo para produzir as fotografias ;)

Eu quebrei muito a cabeça, estava entre dois (Retalhos e Toda luz que não podemos ver), mas aí mudei radicalmente para Volto quando puder, das autoras Isa Prospero e Márcia Oliveira. Fiz essa escolha, porque o título resume e representa bem o meu momento de vida e, como tenho tido pensamentos de "ir embora", tenho colecionado alguns relacionados à literatura e à música. 

Volto quando puder é um livro da Hoo Editora, especializada em literatura LGBT. Eu tenho acompanhado a editora desde o começo do ano e fico com vontade de comprar todos os títulos do catálogo. O livro em questão é, com certeza, o mais especial que li desse nicho. Não porque seja YA (meu gênero queridinho), mas porque é surpreendente e muito, muito humano.

Artur é um garoto de 14 anos que mora com a mãe e vê o pai aos finais de semana, pois os pais são separados. Tudo isso muda quando a mãe morre, e ele passa a morar com o pai, Guilherme. Charmoso, extrovertido, tatuador na Galeria do Rock, ele está longe de ser o pai que Artur sempre quis. 
Pra completar, o garoto é obrigado a mudar de escola e, a partir daí, começa uma nova fase em sua vida. Além de não ser o cara mais popular da escola, ele faz alguns inimigos em pouco tempo. Mas há duas pessoas que o Artur curte muito: o Alexandre, considerado o melhor professor do mundo pelo garoto, e a Priscila, menina tão interessante, que Artur nem acredita quando ela se aproxima.
Conflito de gerações, dificuldade de comunicação entre pais e filhos, sexualidade e primeiro amor: são todos os desafios que o Artur tem que viver durante a adolescência.



Esse é o meu segundo quote preferido do John Green. É do livro Cidades de Papel. Acho engraçado como as ressignificações acontecem pra gente de formas e em tempos diferentes. Quando li este livro pela primeira vez, não entendi a lição do autor. Só quando ele veio para o Brasil, por causa do lançamento do filme, e eu li as entrevistas dele, é que percebi que a Margo (apesar de Manic Pixie Dream Girl) é apenas uma garota. E que ir embora não é sobre deixar tudo para trás, mas sobre descobrir pistas internas em relação a quem somos e a quem queremos ser.

Mosquitolândia, do David Arnold, é um dos meus livros preferidos da vida inteira. Não por ser YA, mas porque, mais uma vez, ele fez uma total ressignificação em mim. Conseguiu devolver algumas coisas que achei que tivesse perdido e me deu lições para continuar a ir embora (ou simplesmente continuar). A capa é de uma total liberdade, porque a trama é sobre ir em busca de si mesmo e isso me cativa muito.

Os poemas do Quintana são de uma simplicidade incrível e abrigam significados transformadores. Em busca de alguns, encontrei este. A natureza, à exemplo dos pássaros, é um elemento recorrente em seus versos e a metáfora dessa frase é emocionante. Porque, afinal, dizer adeus é deixar morrer coisas em nós (negativo ou positivo, o significado cabe a cada um de nós escolher).

Paramore é a minha banda preferida do universo inteiro, ok. Cês já sabem disso. O que não não sabem é que não fico ouvindo só Last Hope. Ultimamente, tenho ouvido m u i t o canções deles que não são "animadas", à exemplo de In the Mourning e Misguided Ghosts. Esta última é quase que uma declamação, pois a melodia é tranquila e, a letra, por vezes sussurrada e quase sem entonações. É uma daquelas canções simples, mas tão profundas, que ficam ecoando na nossa mentes por horas.

Tradução: Estou indo embora por um tempo, mas eu voltarei, não tente me seguir / Porque eu retornarei assim que possível / Estou tentando encontrar o meu lugar, mas aqui pode não ser onde eu me sinta segura.

Este é o final de um poema da autora Michelle C. Buss, que está em seu segundo livro poético chamado Sal, topázio e mercúrio. Sou amiga da autora, pois moramos na mesma cidade e fazemos programas culturais/literários de vez em quando. Fui ao lançamento do livro no ano passado e, embora eu já o tenha relido algumas vezes, ainda não fiz a resenha #vergonha
Eu sou do tipo de marcar quotes e versos preferidos e decorá-los. Esse, eu decorei. É um dos meus preferidos do lindíssimo trabalho da Michelle :) É um daqueles versos que, com certeza, faz pensar. Tenho pensado muito nele, nas últimas semanas, e justamente por isso o escolhi. 

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Não deixe de conferir as fotografias das outras participantes do projeto :)


Love, Nina :)

12 comentários:

  1. Adorei como você ilustrou o tema com relações a outros livros ou peças literárias. Parabéns! E as suas descrições e interpretações são emocionantes! Vou ficar de olho nessa editora ^^

    Beijos,
    May

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  2. Oiii Nina, tudo bem?
    Ver uma postagem com Mario Quintana sendo sitado não tem preço <3 ele éuma das pessoas mais incríveis que tive oportunidade de ler e conhecer a sua cada, com um acervo incrível da Elis Regina. Gostei muito dos livros que escolheste e da música do Paramore, gosto de escutar eles também.
    Beijinhos

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  3. Olá, tudo bem.

    Post lindooo e cheio de dicas legais. Pois tenho o livro Cidade de papel e Mosquitolândia para ler e não li nenhum ainda. Mas fiquei com vontade de parar de adiar. E quanto ao livro "Volto quando puder", chamou minha atenção, adorei a premissa. E já anotei aqui a dica. Super beijo.

    http://chalecult.blogspot.com.br/

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  4. Nina, quem faz seu lay do blog? Estou vontade de ajeitar o meu. Beijos

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  5. Adorei essa combinação de um livro relacionado com o outro! Além de você juntar minhas coisas favoritas em um post só John Green, Paramore e fotografia! Apaixonada por tudo <3

    Segredosdeumacerejeira.blogspot.com

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  6. Olá Nina, adorei o post. Ainda não li nada do que você citou e fiquei bastante contente com as dicas...quero conferir todos!

    Abraços

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    1. Nina, que post lindo! Eu tenho uma amiga que fala sempre das ressignificações. Na hora lembrei dela. E como moramos distantes, nossa amizade tem um carinho todo especial.
      É curioso perceber que os significados nunca estão acabado. Estão em constante mutação. E isso faz a vida ser tão especial.

      Beijos!

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  7. Olá, adorei e post e achei lindo <3 mas vem cá, esses livros com marca texto são teus? Nossa você consegue ter esse desapego? Eu marco os meus com post-it haha
    Beijo,
    https://diariasleituras.blogspot.com.br/

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    1. É, sim, moça! Hahahaha. Justamente por eu ser apegada a eles que os marco assim. Parece mais pessoal. Não tenho medo, não. Não estraga o livro, nem nada :)
      Beijos!

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  8. QUERO TANTO LER ESSE LIVRO, MEU DEUS
    Desde que eu vi a capa dele na Amazon eu estou sonhando *o*
    E esse poema do Mario Quintana?
    Essa postagem ficou muito Nina! Essa frase do John Green é tão simples e verdadeira, fico impressionada. Sinto que as melhores quotes da vida são sempre as mais simples!

    Beijos, flor <3
    www.horinhasdedescuido.com

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    1. Criatura, C O M P R E! É LINDO DEMAISSSS! <3333
      Como não amar os quotes do João Verde, num é mesmo? Às vezes, parece que ele mora na minha mente! <3
      Beijos, moça!

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  9. Que postagem mais amor! Fiquei tão interessada em ler "Volto quando puder" por causa que você disse que é um livro muito humano, e como envolve a temática LGBT fiquei mais curiosa ainda pra conferir. As fotos dos quotes estão lindas!

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