31 de agosto de 2016

#Essential Book: agosto

Atrasadona, sim, porque esse mês minhas aulas recomeçaram e eu não tive estrutura para pensar nas fotografias que faria. O tema de agosto do #EssentialBook é a essência do(a) autor(a) preferido(a).

Não tive muitas dúvidas quanto à escolha, porque fui mais lógica ao pensar em alguém que poderia ser facilmente fotografa a partir de informações que já sei da biografia. Surpresos por saber que foi a J. K. Rowling? Acho que não, né? Hahahaha. Pensei em escolher a Virginia Woolf, mas, na minha mente, o ensaio seria meio repetitivo e melancólico (e eu não queria nada melancólico).

No filme biográfico Magic Beyond the Words (Magia além das palavras), é mostrado que, desde muito criança, a autora já brincava com a imaginação ao se fantasiar de bruxa e inventar histórias de fantasia com seus amigos nas brincadeiras. 

Depois de momentos conturbados na vida pessoal, J. K. Rowling deu início a sua maior criação: um garoto bruxo, que vive embaixo de uma escada, em 1990. Foram sete anos entre o início da escrita e a publicação. 
Após vários não's, uma editora que não apostava em "livros infantis" e um editor que tentou convencê-la a publicar com um pseudônimo masculino, Harry Potter e a Pedra Filosofal estava em livrarias inglesas e, no ano seguinte, em livrarias americanas. 
Entre 1997 e 2008, já foram vendidos mais de quatrocentos milhões de exemplares e traduzidos para mais de sessenta e cinco idiomas. 

J. K. Rowling tem forte influência desses quatro autores acima e Harry Potter existe graças a muitos elementos que eles trouxeram em suas literatura e que foram admirados por ela.

 C. S. Lewis, autor de literatura infantil e medieval. Obra famosa: As Crônicas de Nárnia. 
 Elizabeth Goudge, autora de romances e livros infantis. Obra famosa: O cavalinho branco.
 Louise May Alcott, autora de livros juvenis. Obra famosa: As mulherzinhas.
 J. R. R. Tolkien, autor de literatura fantástica. Obra famosa: O senhor dos anéis. 


Já falei AQUI sobre a experiência da autora com a depressão e, justamente por ela, alguns elementos de Harry Potter foram criados. Conviver com a depressão não é igual para todo mundo. Diferentes pessoas lidam e controlam a depressão de diferentes maneiras. E é bom ressaltar que a depressão não é a essência da J. K. Rowling (porque somos muito mais do que uma doença mental); o meu intuito em ressurgir com o expecto patronum é o efeito dele: a felicidade. Aquela única lembrança muito feliz. Acho que o que Harry Potter mais me ensinou e que continua me recordando é que sempre existe uma saída, uma luz e uma lembrança feliz :)



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I. O tema do mês passado foi sobre 

II. Não deixe de conferir as fotografias das outras blogueiras do projeto :)


Love, Nina :)

23 de agosto de 2016

#Top 5: Coraline


Coraline e o Mundo Secreto é aquele filme fofo que, do nada, se torna a diversão do capeta. Olhos de botões. Flores malucas. Gato falante. Mão assassina. O filme é uma adaptação da novela fantástica de terror de Neil Gaiman, que foi publicada pela primeira vez em 2002. Desde que li O Oceano no Fim do Caminho, tomei como meta literária ler mais obras do Gaiman e, com certeza, quero ler esta história original até o final do ano. Mas, se o filme não é tão bonitinho assim, por que vê-lo (mesmo que você não seja tão fã de terror como eu)? Aqui estão 5 lições que aprendemos com ele:

1. Cuidado com o que deseja
Pode ser que a infelicidade bata na porta da gente de vez em quando e, por causa disso, queiramos tudo diferente. Mas o que você faria se aquilo que você quer acontece, mas não exatamente como esperou? Pode ser bastante catastrófico. Não podemos ter tudo, então, melhor se contentar com aquilo que sabemos que temos e que, talvez, não damos tanto valor assim. 


2. Saber ouvir mais
Coraline diz que os pais dela não a escutam. E, no fim, ela estava certa. Pode ser devido à rotina, ou simplesmente pela falta de interesse, mas é comum que não escutemos verdadeiramente as pessoas. Às vezes, elas pedem socorro, mas achamos que não passa de exagero. Às vezes, ela nos alertam sobre nós mesmo, mas achamos que estamos fazendo o certo e que elas estão apenas se metendo na nossa vida. A socialização nos obriga a estar perto uns dos outros, que nos impele a manter algum grau de comunicação. E, claro, comunicação é saber falar, mas também saber ouvir. Quem não ouve, pode estar cometendo muito mais erros do que aqueles que falam sem parar (e que, muitas vezes, não dizem nada). 

3. Não acredite em tudo que vê ou que falam
Sentimo-nos ludibriados por muitas coisas. Uma vida profissional perfeita numa empresa perfeita com um salário perfeito - e, no fim, a empresa é falcatrua e o salário não é compatível com o tanto que trabalhamos. Um amor que  todo mundo diz  que é exatamente a sua cara - e, no fim, é só mais uma roubada sentimental. É bom saber cultivar intuição própria para nos alertar sobre prováveis erros que podemos cometer. E é essencial que descubramos as coisas por nós mesmos, sem deixar que os outros façam as nossas decisões e sem deixar de acreditar naquilo que verdadeiramente somos, não naquilo que achamos que estamos vendo. Afinal, olhos de botões enganam bastante.  


4. A realidade pode ser monótona, mas depende de nós para que a mudemos
Os sonhos podem nos cegar, de vez em quando. Podem prometer expectativas inúteis e inexistentes. Então, por mais difícil que seja nos contentar com o que de fato temos, pelo menos há alguma segurança. Nós sabemos que aquilo a nossa volta está ali e existe. E, se estamos descontentes com o que temos - o que é natural acontecer -, então, temos o total direito de mudar isso. Porque, às vezes, tudo o que precisamos é de uma mudança. 

5. Saber lidar com as diferenças
Os personagens da história são muito diversificados. Cada um tem uma "esquisitice" nata e isso, com certeza, deixa o enredo ainda mais inspirador e real. Temos de conviver com tantas pessoas diferentes em todas as áreas da nossa vida e o mais importante é que, com elas, podemos aprender muitas coisas. É a partir da diferença que sabemos que existe aquela real troca de experiências, de lições e de conhecimentos. Saber lidar com tantas diferenças é a chave, inclusive, para lidarmos com quem somos e com quem queremos ser. 


Love, Nina :)

14 de agosto de 2016

#Resenha de livro: Encrenca

Recebi um exemplar em parceria com a Verus Editora, mas demorei bastante como lê-lo, pois a minha lista de livros ainda-não-lidos é grande. Por ser YA, de cara, sabia que gostaria da narrativa e, realmente, não me arrependi :) 


Título original: Trouble
Autora: Non Pratt
Editora: Verus
Páginas: 307
Ano: 2016

Quando se trata de literatura YA, eu sempre fico animada. Aposto aos New Adults, os personagens dos Young Adults sempre me cativam, mesmo que alguns sejam estereotipados ou pouco desenvolvidos. Mas neste livro, apesar de haver algum grau de estereotipação, não se engane: os personagens vão, sim, te surpreender. 

Hannah tem 15 anos e sabe como seduzir os garotos e, especialmente, ceder a eles. A liberdade sexual dela é grande, assim como a do seu círculo social. Ela poderia ser a patricinha fatal, se não fosse elementos sutis na trama: seu interior ainda em desenvolvimento e sua relação com a avó materna. Em contrapartida, existe Aaron, o novato na escola, filho de um dos professores. Há fofoca sobre sua sexualidade e o porquê entrou no meio do ano letivo. Ele é um personagem absurdamente na dele e muito cativante. Aaron se compromete com os pais a sair mais e fazer amigos. Nós, leitores, não sabemos o motivo disso e, aos poucos, descobrimos que seu passado esconde segredos e que existem lembranças que ele gostaria muito de esquecer. Está percebendo o chiclezão, né? (Mas, como eu alertei: não se engane!). Hannah e Aaron poderiam ser opostos, mas um fato os une: a garota descobre que está grávida e ele se oferece para fingir que é o pai da criança (isso não é spoiler, porque está na quarta-capa do livro, juro!). 
“Viver é que me deixa exausto. Às vezes, preciso de todas as minhas forças para sobreviver a mais um dia”.
p. 91
A sensibilidade está presente em muitas passagens da trama, tanto expressadas em Hannah quanto em Aaron. Se tem algo que me agrada nesse tipo de narrativa é o desnude bem aos poucos das essências dos personagens. As essências deles, inclusive, são elementos por demais encantadores - mesmo em cenas não tão felizes. O desenvolvimento de Hannah é muito rico e é feito de forma gradual, para que possamos entender seu crescimento interior. Aaron é revelado mais vagarosamente, mas isso não é irritante, muito pelo contrário: é apaixonante. Notei que o desnude de cada personagem é feito em tempos diferentes, provavelmente para que entendamos que eles precisavam de tempos diferentes. Isso me fez pensar bastante sobre situações nas quais estamos e que achamos que precisamos revolvê-las rápido, sem nos ater ao fato de que temos um tempo só nosso, que é diferente dos outros. 
“É sufocante ser perdoado quando tudo o que você quer é levar a culpa”.
p. 113
Acredito que o ponto central de Encrenca é sobre confiança, bem mais do que sobre ajuda mútua. É sobre o poder de escolha, sobre consequências e sobre segurança. Não é sobre salvação, ou sobre a descoberta do amor romântico. Diferente da maioria dos YA's, aqui não existe o óbvio. Ambos os personagens são muito lúcidos - no sentido se serem muito seguros sobre o que estão fazendo -, maduros e, durante a leitura, aprendem a enfrentar seus medos. O crescimento e o desenvolvimento pessoal estão nas entrelinhas. Claramente, existem elementos que permeiam a história e que a fazem única e emocionante. Traz temas não somente como gravidez, mas como aborto, velhice, culpa, depressão e, sobretudo, amizade. Encrenca é, antes de tudo, sobre descobrir que não se está sozinha no mundo e que, de igual proporção, existem pessoas que também se sentem assim - mas que, se nos permitimos, podemos amenizar esse sentimento em nós e nos outros. 
“É preciso ter coragem para contar para uma pessoa algo que ela não quer ouvir”.
p. 138
A capa é simples, mas captura bastante a atmosfera do livro. A diagramação está muito boa e algo que gostei bastante é que, como a narração é intercalada entre Hannah e Aaron, cada "voz" tem a sua própria tipografia para demarcar. Não recomendo somente para àqueles que gostam de YA's, mas para todos que gostam de leituras profundas, humanas e surpreendentes. 
“Sou a favor do direito de escolha, mas o que acontece quando você não quer escolher?”
p. 68

Love, Nina :)

7 de agosto de 2016

Não podemos (nos) proteger para sempre

Não aconteceu de repente, foram meses até aquela luzinha piscar e eu me dar conta de uma parte da vida até então posta na escuridão. Lembrei do seu medo de pegar o carro e de deixar a luz apagada. É melhor assim, você não entenderia. Não entendia mesmo, porque tinha uma bicicleta e a luz pouco me incomodou na retina. Acho que não dá pra entender um medo se as nossas escolhas não são a resposta para ele. Sem carro, você aprendeu a pedalar. Fazia anos que não se reencontrava com esse guia e sorria pelas ruas. A fobia da luz você não conseguiu driblar. Mas acredito que vamos até onde dar pé, até onde quem somos lá dentro da gente berrar de dor. 

Suas dores e berros me fizeram perceber que a bicicleta estava errada e que você precisava ficar horas e horas exposta ao breu completo. Não dá pra curar alguma coisa fugindo disso, né? E, com o sorriso e a lâmpada sobre a cabeça, você fugia quase que furtivamente. Mas, então, isso aconteceu. Eu aconteci bem no meio do seu berro de dor. 

A gente não pode obrigar alguém a entrar num carro ou se trancafiar num calabouço, porque a minha escolha não é a mesma que a sua. Pessoas diferentes, escolhas diferentes, dores diferentes. É tudo diferente, mas uma coisa é igual pra todo mundo: a proteção. Quem pula de para-quedas, ou se declara no primeiro encontro, ou não tem medo da noite, apesar de coragem, tem algum senso de proteção. Quer estar protegido. Isso não diminui quem são, ou o que desejam. Quando você escolheu pela bicicleta e pelo quarto aceso, você quis proteção. E sei que não foi uma escolha sua, mas do seu berro de dor. Aquele último passo antes de reivindicarmos: não dá mais

Quando aceitei seu berro de dor, eu estava continuando a te proteger. Pensei comigo: vai ficar tudo bem, seria errado se eu dissesse não. Mas eu disse sim. E como voltar atrás? Aí aconteceu: é doloroso proteger alguém quando se sabe que, por trás daquilo, existe tamanha dor - algo que não entendi até hoje. O meu berro de dor é diferente do seu. 

Se a gente (se) protege finge que a dor não está ali. A gente não se nega a conviver com os carros na calçada e o apagão de energia após uma tempestade desde que não precisemos guiar nem um automóvel e que a luz apareça algumas horas depois. A proteção está lá, nos reflexos dos vidros e nas chamas das velas. A gente (se) protege com medo do amanhã, de um desculpa, acho que você entendeu errado e da roleta russa que o acaso propõe. A gente (se) protege porque tem medo de que o outro tenha medo. 

Mas a gente deveria mesmo é deixar de ser tão cuidadoso e deixar que o erro (não o berro da dor) (nos) ensine algo. Se não existem machucados, como as cicatrizes vão ficar na gente? A cicatriz é o seu joelho ralado quando fez a curva errada e a bicicleta derrapou. A cicatriz é o seu dedo queimado pelo fogo do fósforo. A gente tem que aprender a deixar as dores irem para que, de proteção, passem a serem memórias. 

E, se você  protege uma memória, do que vai lembrar que viveu?

 Fotografia: @herefallsthenight

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O tempo passa e a às vezes achamos que não vamos ter como recomeçar.
Eu achei isso por sete meses (o último texto que postei no blog foi em janeiro).
Felizmente, sempre existem pessoas e momentos que nos fazem relembrar da vida
e do quanto ainda somos e temos pela frente.

Um abraço quentinho pra Carol, a única pessoa que entende o que é ser um spark

Love, Nina :)

3 de agosto de 2016

#Primeiras impressões: Instituição para Jovens Prodígios #1


Lara é a irmã mais velha da família, a certinha e estudiosa. É uma personagem previsível em alguns aspectos (a inocência e a obediência), mas surpreendente em outros (a coragem e a determinação). Foi difícil para mim começar sequer a rascunhar essa resenha baseada em tão poucos capítulos, porque ainda é um desafio opinar sobre uma narrativa tão nacional, que cativa pelos elementos brasileiros, e que ainda tem muito mais a oferecer. 

Diferente das primeiras impressões de As GRANDES Aventuras de Daniella, eu não consegui elaborar meus pensamentos em tantos conjuntos sobre Instituição para Jovens Prodígios #1 - A Seleção, acho que porque, para mim, ainda falta muita coisa para ler. O que vemos neste primeiros capítulo é uma jovem protagonista que se equilibra entre seus pontos fracos e fortes, muito semelhante a quase todas as outras protagonistas do gênero de fantasia/ficção científica. Por ela ser adolescente, ainda há sub-tramas pessoais relacionadas ao amor. Essa parte, do amor, não me convenceu, porque em cinco capítulos, todas as cenas aconteceram muito rápidas, como uma ânsia de a personagem experimentar o sentimento, mas aí, ela o esquece, porque está envolvida com algo "maior". Este algo é uma bolsa de estudos para a Instituição para Jovens Prodígios. uma escola mundialmente importante e famosa, mas que, até então, só recebia alunos da França, Alemanha e Reino Unido. Lara se inscreve no processo seletivo, que reúne provas objetivas e práticas, mas crê que não tem uma real chance de vencer. 

flashbacks necessários sobre sua família, mas, às vezes, extensos demais e elementos ricos como a comicidade e a facilidade de se identificar com a história, por ser ambientada - neste início - no Brasil. A cadência é algo bastante presente na narrativa, o que faz com que a leitura seja ora rápida e ora mais lenta. Para o gênero, Instituição para jovens prodígios abarca alguns aspectos com os quais já estamos acostumados: ambientização, desenvolvimento gradual das personagens e aquela pitada de Fulaninha era alguém comum, até que... Coisas assim me cativaram durante a leitura e, claro, me fizeram lembrar de outros livros, como Harry Potter (que é uma referência esporádica na narrativa, inclusive). 

Em suma, é um livro válido se você gosta de YA's com aventura, romance e fantasia. Não fiquei louca para continuá-lo, mas ainda é um desejo finalizar essa história e conhecer mais sobre o mistério que a Instituição parece emanar. 

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I. A pré-venda do livro vai até 15/08 no SITE da Editora Essência Literária

II. Quer conferir mais sobre outras obras da autora L. L. Alves? Aqui: