Top 5: As coisas como elas são

No mês passado, eu li As coisas como elas são, da Laurie Frankel, um livro que eu já queria ler há um ano, e resolvi trazer 5 motivos para você querer lê-lo.

Eu decidi lê-lo para o Desafio Literário para 2021 da @fotosdasof, cujo tema de janeiro foi ler um livro escrito ou protagonizado por uma pessoa trans. Apesar do livro focar bem mais nos pais da criança trans, como narradores/protagonistas, o livro todo tem o mote da transexualidade, então acho que ele cumpriu bem o seu papel enquanto temática transexual. 




Título: As coisas como elas são
Autora: Laurie Frankel
Editora: Harper Collins
Páginas: 365
Ano: 2019
★★★★


Liberdade para ser
Os pais de Claude/Poppy sempre deram liberdade para elu escolher o que vestir. Foi assim, inclusive, que eles perceberam que tinham uma criança transgênera em casa. Desde muito novinho, Claude queria usar vestidos, até mesmo para ir para ir à escola. Ele não achava que era "um menino usando vestido", mas simplesmente "alguém que gostava de usar vestidos", justamente porque os pais nunca fizeram separação de gênero em casa, nunca disseram o que era "de menino" e "de menina". 

Informações ricas sobre transexualidade
É o primeiro livro que (que eu li que) se aprofundou de uma maneira mais comprometida sobre as questões da transexualidade: passabilidade, patriarcado e hormonização. Há um personagem específico que, apesar de não ser médico, nos enche de informações úteis sobre o tema e a vivência, especialmente de crianças trans. Os irmãos de Claude/Poppy também expõem questões, especialmente referente ao binarismo de gênero e ao machismo.

Naturalidade
Como os pais de Claude/Poppy encaram a transexualidade de sue filhe com naturalidade, apesar do medo que sentem, o leitor vai entendendo que é possível criar crianças para serem quem elas querem ser, independentemente se o que desejam é ser um menino usando vestido ou uma criança além do binarismo de gênero. 

Conflitos
Os conflitos são muito mais internos, relacionados à Claude/Poppy, do que problemas conjugais, por exemplo. Acompanhamos não simplesmente a vida de um casal que tem filhos, mas a vida de uma família inteira, porque cada filho também tem o seu destaque na trama. Ainda assim, são conflitos humanos, naturais e muito ricos que nos fazem pensar nessa vida adulta complicada que é a de ser responsável por uma (ou cinco) pessoas pelo resto da sua vida. 

Personagens profundos
Há uma riqueza de detalhes em cada um dos personagens que cria uma atmosfera de proximidade com cada um deles. Todos têm a sua personalidade, a sua história, as suas vivências, o que permite que todos sejam bem desenvolvidos. 

O medo pode destruir vidas
Uma das mensagens mais explícitas do livro é justamente essa: a de que o medo pode arruinar muita coisa. É por causa dele que a vida da família muda completamente, especialmente porque os pais de Claude/Poppy fazem de tudo para esconderem elu do maior número de pessoas possíveis. E quando o medo estoura na narrativa, revelando o maior segredo da família, ele foi capaz de destruir muitas certezas. 

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Você leu algum livro com temática trans em janeiro ou pretende ler neste ano? Qual livro? Me dê a dica, quem sabe eu não me animo a ler também? :)

Love, Nina :)

3 comentários:

  1. Oi nina.

    Eu tenho este livro no kindle para ler, mas confesso que ainda não sentia vontade de lê-lo. Mas lendo seu top 5 citando alguns pontos interessantes, eu quero dar uma oportunidade para ele em breve. Se der tudo certo com o meu planejamento dá para adicioná-lo logo no início de Abril. Obrigada pela dica.

    Bjos
    https://historiasexistemparaseremcontadas.blogspot.com/

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  2. Olá,
    Que interessante, acho que nunca li um livro que abordasse transexualidade deste modo. O medo parece ser algo que os pais não poderiam realmente fugir, por mais que tentassem acho que seria complicado mesmo.

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  3. Suas postagens são ótimas, estou seguindo seu blog e curtindo bastante!! Parabéns!

    Meu Blog: Como Ganhar na Loteria

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Olá, obrigada pelo comentário, mas, para evitar passar vergonha na internet, por favor, não seja machista, LGBTQAfóbico(a), ou racista. O mundo agradece :)

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Editado por Alice Gonçalves . Tecnologia do Blogger.